Alguém precisa ter a coragem de pedir o impeachment do capitão do mato, dito ministro Joaquim Barbosa do STF. Não precisa de razão especial, afora ler os blogs políticos brasileiros dos últimos dois anos e, especialmente, a notícia de hoje (23/11/2013) publicada na primeira página online do Estadão: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,barbosa-faz-pressoes-contra-juiz-responsavel-por-execucao-de-penas-,1099828,0.htm
Joaquim Capitão do Mato Barbosa considera o juiz de execuções penais de Brasília um benevolente e talvez quem sabe venha a avocar para si as atribuições desse juiz de terceiro escalão. Ou colocar no lugar do juiz atual um outro de linha, digamos, mais dura.
O que era o capitão do mato - história.
Wikipédia - O capitão do mato era na origem um empregado público (homem branco) da
última categoria, o mais rastaquera, encarregado de reprimir ele mesmo os pequenos delitos ocorridos no
campo com os escravos. Na sociedade escravocrata do Brasil, a tarefa principal ficou a de
capturar os escravos fugitivos.
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| Capitão do mato - Rugendas, 1823. |
O termo capitão do mato passou a incluir aqueles que,
moradores da cidade ou dos interiores das províncias, capturavam fugitivos para
depois entregá-los aos seus amos mediante prêmio.
Os capitães do mato gozavam de pouquíssimo ou nenhum prestígio social,
seja entre os escravos, que tinham neles os seu inimigos naturais, seja na
sociedade escravocrata, que os considerava inferiores até mesmo aos praças de
polícia, ou garis, segundo jornalistas contemporâneos, e os suspeitava de sequestrar escravos apanhados ao acaso, esperando
vê-los declarados em fuga para depois devolvê-los contra recompensa.
O artista alemão Rugendas, viajando pelo Brasil em 1822-1825,
retratou um capitão do mato, porém negro, montado a cavalo e puxando um cativo (também
negro) com uma corda. Mas os capitães do mato, em sua esmagadora maioria eram brancos ou mestiços de índios, e não eram escravos.
Nos últimos dias do regime da escravidão, em 1887-88, quando
os escravos fugiam em massa das fazendas da Província de São Paulo, os chefes
do Exército, ainda gozando do prestígio de combatentes da guerra do Paraguai,
recusaram-se a assumir a desprezada função.
Esse ministro, que ocupa hoje o mais alto cargo do judiciário brasileiro, é um autêntico "capitão do mato contemporâneo". Ainda não percebeu que a grande mídia já iniciou o processo de desconstruir a bela imagem que ele projeta de si mesmo. Ainda não caiu a ficha dele de que, se fosse branco, mesmo que falasse uns 10 idiomas, jamais teria sido nomeado, por qualquer outro presidente, um ministro do STF pelo currículo que tem. Ele só é ministro porque Lula fez politicalha "politicamente correta" e desejava provar à sociedade que praticava um governo com justiça e inclusão social, e sem perseguições étnicas ou de gênero. Lula, ao que se sabe, já se arrependeu faz tempo, reconheceu o enorme erro que praticou, mas agora é tarde.
O capitão do mato de Brasília não se enxerga, como diz o povo, ele não tem noção, não percebe os exageros que está cometendo em nome da raivosa elite midiática e do jogo sujo da política partidária, da qual a história brasileira é pródiga. Enlouqueceu, definitivamente. Ou, até mesmo, como diz um colega seu do STF, "o homem é malvado, mesmo!".
Joaquim Barbosa colocou o STF, nesses últimos meses, no rol das instituições brasileiras mais desacreditadas, e olha que não são poucas.
Alguém de bom senso, se é que existe bom senso no Brasil de hoje, precisa colocar um freio nisso. Em momentos como esse sinto vergonha de ser brasileiro e de ser honesto. Mas luto por justiça, e exerço aqui no blog o meu direito de cidadão livre, conforme me permite a Constituição Brasileira, e expresso a minha opinião sobre esse assunto, que revolta o meu normalmente equilibrado sistema digestivo.
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