sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Acabou a corrupção, talkêi?

Richard Jakubaszko   

É ridícula a postura e mentiroso o discurso do poderoso de plantão, por isso a gente se diverte, né não Delfino Araújo? Ele que mandou o meme abaixo sobre a nova currupção brasileira, parece que a moda pegou mesmo...



.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Monsieur Macron, presta atenção...

Richard Jakubaszko   

Flagrante da vida real mostra o quanto os políticos não percebem o que acontece à volta deles, tão preocupados que estão em se fazer notar e em serem o centro das atenções... Allez Monsieur Macron, proíba a França e a Europa de importarem madeira do Brasil que os desmatamentos e queimadas vão cair mais de 90%, veja só aqui



terça-feira, 13 de outubro de 2020

E aí corintianos, gostaram da série B?

Richard Jakubaszko   

Ai, ai, ai, Corinthians, será que vai acontecer de novo? Olha só o que os "amigos" do coringão estão falando na web...

 



 

.


 

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Ciência pública como "locomotiva limpa-trilhos"

Maurício Antônio Lopes *  

Praticamente todas as nações desenvolvidas são capazes de utilizar a ciência pública à semelhança de uma "locomotiva limpa-trilhos", que vai à frente removendo barreiras e abrindo caminhos, com projetos de maior risco e prazos de maturação longos, que não atraem o setor privado.

A pesquisa apoiada pelo Estado é essencial na remoção de obstáculos para que empresas e indústrias encontrem caminho livre e possam gerar empregos, riqueza e progresso. São inúmeros os avanços experimentados pela sociedade moderna na medicina, na produção de alimentos, na revolução da informação e da comunicação, no desenvolvimento de alternativas energéticas limpas etc., que só se tornaram possíveis graças aos investimentos do Estado em pesquisa científica.

Exemplo emblemático é o smartphone, que resultou de sete tecnologias-chave, desenvolvidas principalmente por institutos públicos e universidades, e habilmente reunidas no setor privado para criar uma inovação que ganhou todos os cantos do planeta. O GPS, a internet e o algoritmo que levou ao sucesso do Google foram todos desenvolvidos a partir de financiamento público à ciência básica nos EUA. Os princípios ativos de novos medicamentos são, na sua maioria, desenvolvidos por universidades e institutos públicos de pesquisa, e transformados em produtos por empresas farmacêuticas.

Momentos de grave crise, como o que vivemos, demonstram quão essencial é o Estado no papel de garantir a infraestrutura e a capacidade científica necessárias para se compreender e superar infortúnios. Estudo recente estimou que em apenas seis meses — entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2020 — cerca de 24 mil artigos científicos relacionados à Covid-19 foram produzidos, a grande maioria resultante de pesquisas na área biomédica financiadas com recursos públicos.  Esse esforço sem precedentes acelerou a geração de conhecimentos e a busca por tratamentos e vacinas para conter a transmissão do novo coronavírus, com vários candidatos promissores produzidos em tempo recorde.

Ainda assim, há governos que insistem em ignorar a importância da ciência, muitos considerando os investimentos em infraestrutura de pesquisa e inovação um luxo de alto custo e não um investimento estratégico, promotor de progresso e de resiliência na sociedade. Até uma das maiores potências tecnológicas, os EUA, tende a perder a hegemonia em financiamento à pesquisa básica, que alavancou a vantagem competitiva da indústria e o crescimento do PIB americano desde a Segunda Guerra Mundial. O contrário ocorre em países como a Coreia do Sul, Emirados Árabes, Índia e China, este último com investimentos massivos em ciência — US $ 280 bilhões em 2017, o que equivaleu a 2,12% do gigantesco PIB do país e a 20% do total das despesas mundiais com pesquisa e desenvolvimento.

O fortalecimento da ciência no ambiente público e a promoção de parcerias público-privadas para recuperação do setor industrial são desafios críticos para o Brasil, que precisa mais do que nunca ampliar a criatividade econômica e a complexidade industrial, transformando seu enorme sucesso na produção de commodities — minério, petróleo e produtos agropecuários — em plataformas de conexão com cadeias produtivas mais nobres, de alto valor agregado. Por exemplo, diversificar, especializar e agregar valor à produção agropecuária nacional é, mais do que uma necessidade, um imperativo para o futuro, e missão possível de se alcançar, considerando que países de alta complexidade industrial, como Canadá, Alemanha, França, China e EUA, conseguem fazê-lo, valorizando e protegendo, com todos os instrumentos possíveis, seus setores agrícolas.

O Brasil pode ir além, levando em conta as vantagens extraordinárias que possui para inserção na emergente bioeconomia, a economia de base biológica, renovável e sustentável. O país já é líder global na produção de energia de biomassa e dá passos robustos na produção de bioinsumos e químicos renováveis. Recentemente os jornais noticiaram que a empresa brasileira Marfrig — uma das maiores processadoras de carnes do mundo — lançou uma inovadora linha de "carnes carbono neutro", a partir de sistemas de produção que integram lavoura, pecuária e floresta e neutralizam as emissões de gases de efeito estufa, de acordo com protocolo desenvolvido pela Embrapa. O projeto, considerado de alto risco no nascedouro, foi bancado com recursos públicos, e agora dá à indústria brasileira a inédita capacidade de responder a mercados ávidos por uma produção pecuária de baixo impacto ambiental, em perfeita sintonia com a economia renovável de baixo carbono.

Esses são apenas exemplos na longa lista de avanços possíveis para inserção do Brasil na economia de base biológica, capaz de alavancar segmentos vitais como a produção de alimentos, a saúde, e as indústrias química, de materiais e de energia. A bioeconomia poderá ainda projetar o nosso patrimônio mais conhecido, a Amazônia, como grande produtora de riqueza, progresso e bem-estar.

No entanto, para que isso aconteça, o Estado precisa empreender e operar na qualidade de um tomador de riscos, mobilizando bancos de desenvolvimento, universidades e institutos de pesquisa como "locomotivas limpa-trilhos" habilitadas a lidar com a incerteza subjacente aos processos de inovação e com a crescente complexidade que marca o nosso tempo e aplaca a ousadia do setor privado.

* o autor é pesquisador da Embrapa

 

 

.

domingo, 11 de outubro de 2020

Não foi o antipetismo quem derrotou Lula, o PT e a esquerda em 2018

Marcos Coimbra, no Diário do Centro do Mundo
Em dezembro de 2017, a nove meses da eleição do ano seguinte, o Instituto Vox Populi realizou uma pesquisa nacional, por solicitação da CUT.

É educativo voltar a seus resultados, que ajudam a entender o que nos levou ao desastre de ter um Bolsonaro à frente do governo.

O Brasil estava mal, do ponto de vista da população.

O golpe e a deposição de Dilma, do ponto de vista da opinião pública, haviam fracassado.

Mas haveria uma eleição dali a pouco tempo.

Sergio Moro e seus rapazes estavam na glória, com as fanfarras da mídia corporativa e da TV Globo soando alto.

O primeiro passo do projeto de poder que os animava havia sido dado: um empresário-delator, a fórceps, “confessara” que um apartamentozinho no Guarujá era propina para Lula. Sem nada de concreto, o bolsonarista condenou o ex-presidente.

Na pesquisa, foram feitas várias perguntas a respeito de Lula e outros possíveis candidatos.

Era, de longe, o mais conhecido e o mais admirado: 49% diziam “gostar” dele, ficando Joaquim Barbosa em segundo lugar, com 28%, acima de Marina Silva, com 22%.

O capitão Bolsonaro marcava 18% (venceu a eleição, vive o que a grande imprensa saúda como seu “melhor momento” e alcança hoje 32% nesse quesito).

Se fosse candidato naquela eleição, 38% dos entrevistados em dezembro de 2017 diziam que “votariam com certeza” em Lula, aos quais se somaria uma parte dos 16% que afirmavam que “poderiam votar”.

Uma parcela de 39% dizia que “não votaria” nele, proporção menor que em qualquer outro nome (empatado com Joaquim Barbosa, recusado por 40%). O capitão merecia a rejeição de 53%.

O que se pode dizer desses números é que, depois de tudo que ocorrera desde a grande investida conservadora contra Lula e o PT a partir de 2013, depois da derrubada de Dilma, depois do massacre midiático sofrido pela esquerda ao longo de anos e depois da condenação por Moro, o favorito na eleição de 2018 era Lula.

Frente a quaisquer adversários, a chance é que vencesse no primeiro turno.

Na pergunta espontânea, atingia 38%, ficando todos os demais, somados, com 21% (dentre esses, Bolsonaro obtinha 11%, indicando que a doença bolsonarista já corroía o País).

Em lista com os nomes de dez pré-candidatos, Lula alcançava 43% e a soma dos restantes chegava a 33% (em segundo, estava Bolsonaro com 13%).

Essa pesquisa Vox não trouxe resultados muito diferentes de outras com metodologia semelhante.

Todas mostraram que, a menos de um ano da eleição, só havia um modo de Lula perder o favoritismo, considerando que tudo que havia de negativo contra ele estava já computado e o eleitorado havia feito suas contas.

Como, aliás, indicavam as respostas a uma pergunta a respeito do saldo da atuação de Lula em sua trajetória: 60% consideravam que ele fizera “muito mais coisas certas que erradas pelo povo brasileiro e o Brasil”, contra 32% que entendiam que “ele errou muito mais que acertou”.

O único modo garantido de evitar a quinta vitória seguida do PT e o terceiro mandato de Lula era impedi-lo de ser candidato, trancafiando-o em uma cadeia e proibindo que se manifestasse. Foi exatamente isso que fez uma vasta aliança antidemocrática e golpista, organizada informalmente para não permitir que a vontade das pessoas comuns prevalecesse.

Quem derrotou Lula, o PT e a esquerda em 2018 não foram “os erros” do PT, o “crescimento do antipetismo”, os “escândalos” e a “corrupção” petistas.

Suas razões não foram as “mudanças sociais”, as “redes sociais”, o “crescimento do neo-pentecostalismo” e tantas outras explicações sociologizantes.

Sem a intervenção despudorada dos aventureiros do Judiciário, militares sedentos de poder, empresários ávidos de retomar o controle do Estado, negociantes da fé, bilionários das comunicações, a vitória do capitão e suas milícias fascistas não teria ocorrido.

E ainda exigiu trapaças de todo tipo na reta final, que os tribunais preferiram não ver.

A culpa pelo que aconteceu não é da esquerda e não é preciso que ela faça mal a si mesma para exorcizá-la, em um auto-de-fé descabido e desnecessário.

Publicado originalmente em https://www.diariodocentrodomundo.com.br/nao-foi-o-antipetismo-quem-derrotou-lula-o-pt-e-a-esquerda-em-2018-por-marcos-coimbra/



.

sábado, 10 de outubro de 2020

A importância do planeta Terra na galáxia

Richard Jakubaszko  

Tem gente que se considera o rei da cocada, mas o tamanho da gente mostra o quanto somos insignificantes no nosso planeta, na nossa galáxia, a Via Láctea, sem esquecer da infinitude do universo. E lembre-se que o nosso Sol é uma estrela de 5ª grandeza quando comparado a outras estrelas, olha só essa comparação...




.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Calendário 2020 foi reformulado

Richard Jakubaszko  

E não é que foi mesmo? Alguém tem alguma dúvida ainda? Na minha opinião dezembro deveria incorporar a quarentena...

 



 

.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Jambeiro ao morrer da tarde

Carlos Eduardo Florence *

Ao lado do jambeiro nunca menti acordado. Por medo, adjunto de verbo ou rima?

Muro ao lado irresponsável, cabisbaixo, quebrado. Usava eu calça curta, bodoque.


Aprendi a mudar de lugar, desconversar, palpite, ideias, ideias, calar. A par, opor, ater.


Conversava comigo, Deus, a professora, minha mãe, respondia por eles e disfarçava.


Mudava de canto, encanto, a mentira me seguia, pensei que era rei e ela sabia.


O sol cismava, depois me ouvia silencioso, irrequieto, carinhoso ou medroso, subia.


O carretel rodava na corredeira, dedo no nariz, sujeira, delícia, desfaça, disfarça.


Água, riacho empossava no remorso de não olhar Belinha no azul, desejo, seja.


Pé no chão, cheiro de não sei que, manga madura, brota uma dúvida, duas fogem.


Pro Zeca ela sorriu, sofri, ciumei, senti, puta que o pariu.


Entalava a cisma, brincava de rodamoinho o vento ao vento e levava lembranças.


Cismei não mais ser criança, aprendera a dizer não, fingir tristeza, mentir, soltar pipa.


Assim eram os dias, os tais, os pais, os mais, jamais, centavos, poucos, avós, a voz, eu.


O bem-te-vi gostava de azucrinar enquanto não garoava. Me pus, ele pôs, nós após.


Era, ali ou lá, chorão, na beira do córrego, surdo, não entendia de preguiça ou malícia.


Também não floria, idiota, pendurado no nada, para que servia? Não dizia, escutava?


Aprendi a mentir, Padre Moca mostrou, quando estava às pressas para porra alguma.


Depois das seis, punheta virava Ave Maria.


Às sete mandava voltar depois, não sei porque, pois era a mesma.


Antes das oito perguntava quantas, tomava dois cálices, breviário a mão e rezava.


Benção, hóstia, limpava o cálice, secava o vinho, mandava embora. Chegara a hora.


Sem nem perguntar cor, o diapasão se fez em breves, casmurro, colcheias e pasmos.


A professora de música tinha uma bunda enorme, sonora, com solfejo idiota.


Não entendi ao que servia a colcheia, a bunda cheia, o diapasão, não. Só sentia tesão.


O jambeiro nunca esclareceu causas de me afastar enganado e medroso, ao mentir só.


Não tinha má personalidade, nem conhecia a realidade. O jambeiro. Mês, fevereiro.


Não seria eu se não fosse o mundo inteiro ali, ser minha cabeça, ser pomar, ali só, ser.


Me afastava do abacate, lacrimava ele no tronco antes da florada e possuía tristuras.


Anjos não frequentavam o quintal, pois a porta da igreja fechava. Não sobrava medo.


Senti saudades dos olhos de Belinha, barra manteiga, amarelinha, recreio, cria, creio.


Por ser mutante e cantos, a cigarra não concordou, mas gostaria de voltar a casulo.


Aprovei sua cisma, mas Deus a pariu assim e não refez como dantes.


O saiote de Belinha não escondia minha vergonha, nosso desejo, sua calcinha.


Flagrei-a entre meu sonho, canto, o banheiro, o encanto, ela me sabia candura.


Engracei, vivi ela-eu, canivete, ilusão, risquei coração e lá-ela-eu em sim, traço, tronco.


O jambeiro não desfez e nem desmentiu, deixou o gesto, a mania, fantasia. Gritei.


Canarinho por ser, era, sumiu manso pelo voo que Deus lhe deu. Eu vi.


Meu sonho o seguiu até encontrar a manga madura e eu fiquei no intervalo do nada.


O quintal de manhã escondia a melancolia, meio-dia o colibri voltava.


Antes da escola sentia o perfume do tempo, a preguiça e o gato se escondiam no azul.


Fim de aula, alegria, outras artes, as tardes, longas, o canto do pássaro preto. Belinha.


Medo, boca da noite, baixo da cama olho, nada. Dedo na boca, durmo homem, sumo.


Serei quem no até amanhã. Até Belinha, até então, até minha, terei?


Penso, por que penso? Logo desisto.


* o autor é economista, blogueiro, escrevinhador, e diretor-executivo da AMA – Associação dos Misturadores de Adubos.
Publicado em http://carloseduardoflorence.blogspot.com/2020/10/jambeiro-aomorrer-da-tarde-ao-lado.html

 

. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Amazônia em debate, vale a pena assistir

Richard Jakubaszko   

Recebi do pesquisador Zander Navarro, da Embrapa, a informação sobre o debate online a ser realizado em 8 de outubro próximo, às 11 horas. Quem desejar participar, no cartaz abaixo há um e-mail para enviar perguntas. 



 

.

domingo, 4 de outubro de 2020

Como será a vida em 2022?

Richard Jakubaszko  

Um pintor italiano ousou fazer essa previsão, lá nos anos 1962. Quem me enviou essa "profecia" foi o amigo José Maria Salgado, membro do peculiar, singular e famoso encontro mensal do alhoafetivo. Olhando a imagem pelo atual panorama pandêmico pode nos levar a conclusões precipitadas de que haveria necessidade de proteção viral. Se olharmos com a perspectiva de uma visão futurista de poluição a pintura apontava a visão de carros futuristas, além de individuais, pois não?





.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Rebaixamento inédito no futebol

Richard Jakubaszko  

Seguindo a máxima de que podemos perder um amigo, mas a piada a gente não perde nunca, o jornalista Delfino Araújo, corintiano roxo e empedernido desde criancinha, mesmo sem quaisquer alegrias substantivas ou extemporâneas vindas lá das bandas do Itaquerão, mandou-me o meme abaixo diante do ineditismo factual observado na situação do tricolor lá dos bambis do Morumbi, que caem a toda hora e a qualquer momento, mesmo que em palcos diferentes.



.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Abag divulga Nota de Esclarecimento

Richard Jakubaszko  

Recebi do amigo Eduardo Daher, diretor-executivo da Abag, membro efetivo e fundador do alhoafetivo, a Nota de Esclarecimento abaixo assinada pelo presidente Marcello Brito, sobre a saída da Aprosoja Brasil do quadro de sócios da entidade.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A ABAG possui um estatuto que define as regras de tomada de decisão. Todos os membros estão sujeitos as mesmas regras. Os participantes, ganham e perdem nos diversos temas, isso é o que caracteriza uma associação de diálogo.

ABAG é uma representação do Agronegócio, no conceito estrito do antes, durante e depois da porteira, talvez a maior congregação de empresas nessas três etapas que formam o eixo vertical que lidera a economia nacional.

Nossa credibilidade, ação pela sustentabilidade, legalidade e atuação apolítica do Agro nacional no Brasil e no exterior é histórica e dispensa comentários, é conhecida e transparente. Portanto, mais uma vez, somente lamentamos a saída de um membro da mesa de diálogo.

Continuaremos nossa luta em defesa total por um só agronegócio. Um agronegócio responsável, sustentável e legal, características do Agro nacional, junto a toda a sociedade.

Atenciosamente,

Marcello Silva do Amaral Brito              

Presidente do Conselho Diretor

 

.


quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Rita Lee: Envelhecer é uma merda e é maravilhoso...

Richard Jakubaszko 

Passam-se os anos e Rita Lee continua nos divertindo, alguém aí salve nossa rainha do rock... 



 

.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Covid-19, Agricultura e "Agrotóxicos"

Luiz L. Foloni

A pandemia da SARS-Cov 2, ou Covid-19, impôs ao mundo uma quarentena e mudanças de hábitos sem precedentes. A velocidade de contaminação e o número de mortes advindos dessa gripe fizeram as pessoas, praticamente do mundo inteiro, alterar seus hábitos de convivência, de relacionamento familiar e interpessoal, de educação, de trabalho, de compras e de viagens, obrigando-as a ficar confinadas em casa para minimizar os riscos de contágio. Até as compras de itens básicos de alimentação sofreram um impacto inicial, pelo medo das pessoas de irem às compras e se infectarem.

Foi veiculado, em um primeiro momento, em função desta demanda atípica, que haveria desabastecimento nas gôndolas dos supermercados, fato que ocorreu em pequena escala, mas não por falta de produtos agrícolas, mas em função de logística de abastecimento, rapidamente corrigida.

A produção nacional de produtos agrícolas e a indústria de processamento a ela ligada nunca foram tão pródigas. O agricultor, diferentemente da população urbana, não ficou de quarentena, aliás, nem poderiam, pois nas propriedades rurais é preciso seguir o calendário do clima, das plantas e dos animais. Tem o tempo de plantar, de cuidar e de colher. Ainda, o de tratar dos animais, de tirar o leite, do abate e de processar as carnes. Tudo em seu tempo.

Nesse quesito, os agricultores não poderiam mudar sua rotina e não ficaram confinados. Continuaram produzindo e gerando alimentos, tanto em qualidade como em quantidade, para abastecer a população daqui e o excedente para exportação. O agro mostrou uma força pujante durante este tempo todo, pois, enquanto todos os outros setores praticamente pararam e, consequentemente, mostraram um desempenho negativo no PIB, a força do agro continuou com seu desempenho positivo e crescente. A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentos e Agricultura) relatou que um país é autossuficiente quando produz 250 kg de alimentos por ano/habitante. O Brasil produz mais de 1000 kg, o que gera esse excedente exportável.

Diferentemente do veiculado na imprensa internacional, os agricultores, na sua grande maioria, não usam o bioma Amazônico, derrubando florestas, para a produção de grãos. Esta análise é feita por institutos brasileiros renomados como a EMBRAPA, que em mapeamentos por satélites, mostram que o Brasil usa menos de 10% de sua área territorial em atividades agrícolas e em torno de 20% para a pecuária. Em contrapartida mais de 66% do território está preservado em florestas. Nenhum país do mundo tem tanta área preservada. O paradoxo é que ao invés de ser reconhecido por manter mais da metade do seu território com vegetação florestal nativa, ele é severamente criticado por aqueles que já desflorestaram os seus países no passado.

O Brasil possui uma agricultura dinâmica, que utiliza tecnologia de ponta. Dentre os 65 a 70 milhões de hectares plantados para produzir grãos, 32 milhões são no sistema de plantio direto, e mais uma parte de cerca de nove milhões com cana-de-açúcar, onde não se utiliza o preparo do solo. A área é limpa com herbicidas, e, a seguir, a semeadura é feita por máquinas que depositam a semente diretamente no solo. Este processo permite que na região sul, parte da sudeste e sul do centro-oeste, possam ser feitas até três culturas por ano na mesma área, chamadas de cultura de verão, de segunda safra (ou safrinha) e de inverno. Nas outras regiões são possíveis as safras de verão e safrinha. A título de exemplo, o Brasil produz mais milho de safrinha (nas mesmas áreas onde foi cultivada a soja), que na própria safra de verão. Esta tecnologia é altamente eficiente, pois permite usar o solo plenamente, contribuindo para o aumento de produtividade por unidade de área. A tecnologia do plantio direto é utilizada em outros países, mas não de forma tão eficiente quanto aqui, pois lá existe um inverno rigoroso com neve, que impossibilita tal rotação.

E tem mais: este sistema, por não revolver o solo e estar permanentemente coberto com cultura ou pelos resíduos da cultura anterior, sequestra o CO² do ar (gás do efeito estufa), armazenando-o no solo. Portanto, mais da metade da área brasileira utilizada para cultivo, utiliza desse processo conservacionista. Assim, conquanto se utilizem os agrotóxicos, pratica-se uma agricultura sustentável. Os dados estatísticos mostram que a produtividade brasileira ao longo dos últimos anos aumentou não somente por incorporação de novas áreas, mas, significativamente, por unidade de área plantada. Estes dados de produtividade são de dar inveja a qualquer país. Daí o ataque ao nosso agro, que utiliza produtos fitossanitários demais, que está derrubando a floresta para implantar o agro. Na verdade, estamos incomodando os países desenvolvidos, pois até 1970 éramos importadores de alimentos. Assim, tornamo-nos um competidor eficiente no uso da terra, produzindo mais em menos, por um custo acessível.

Para manter as lavouras livres de pragas, doenças e plantas daninhas, existe a necessidade de se utilizar agentes químicos e biológicos, além de um manejo racional destas pragas (MIP – Manejo Integrado de Pragas), objetivando colher o produto final em condições de ir ao mercado. O produtor tem que cuidar da cultura implantada, da melhor forma possível, assim faz os tratamentos preventivos e/ou curativos, conforme eles ocorrem. Aí surge a necessidade de se utilizarem os tais "agrotóxicos" (na verdade produtos fitossanitários, que buscam eliminar aquelas pragas). Estas ferramentas são eficazes se utilizadas de acordo com as recomendações. Assim como os remédios para o ser humano, se usados de forma errada, podem causar a morte, na agricultura, os alimentos podem levar resíduos para o consumidor final.

E por que comparar a agricultura com a Covid-19?
Bem, a imprensa tem relatado diariamente que a solução para acabar com o medo da população será a existência de uma vacina eficaz para imunizar a todos. Tem mostrado também a notável força dos cientistas na busca incessante dessa vacina, nos países com recursos técnicos e financeiros. Não se encontra uma vacina pronta em qualquer esquina. Depende de tempo, muito tempo, utilizando todo o conhecimento científico, para o seu desenvolvimento, de forma eficaz e segura. E, após consegui-la, tem ainda as fases de testes em laboratório, em cobaias e finalmente em humanos. O desenvolvimento é longo, custoso, avaliado por muitos pesquisadores, em várias instituições.

Para os agrotóxicos o caminho é exatamente o mesmo: necessita-se de cientistas para descobrir e muito tempo para avaliar sua eficiência, a segurança para o ser humano e o ambiente e o nível de resíduo que possa ter na alimentação. Assim, os protocolos de estudo são submetidos da mesma forma às agências reguladoras e, somente após rigorosa análise, que leva vários anos, é que o novo produto é lançado no mercado. Após o lançamento, estudos continuam a ser realizados nos centros de pesquisas e nas universidades. Todos buscam a máxima segurança; a ciência não para. Assim como o médico prescreve uma receita com a medicação, os agrotóxicos são vendidos somente com receita agronômica, emitida por um engenheiro agrônomo.

Portanto, se tem alimento disponível na gôndola do supermercado, agradeça ao agricultor a disponibilidade do alimento para o seu consumo, mesmo em tempos de Pandemia.

* o autor é membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), engenheiro agrônomo pela UNESP e doutor em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas) pela USP

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Brasil e Império Romano, a história se repete...

Richard Jakubaszko  

Enviado pelo jornalista Delfino Araújo, jornalista lá da DBO, sempre atento e sensível aos movimentos sociais que afligem o povo, o meme abaixo reflete a repetição da história, neste caso entre o Brasil contemporâneo e a Roma de Nero quando estava sendo incendiada enquanto o imperador romano tocava sua lira, e culpava os católicos pelo incidente.





.