segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Projeto de lei quer proibir que ejaculadores usem transporte público em São Paulo

Richard Jakubaszko
Millôr
A notícia abaixo, divulgada pela assessoria de imprensa da Câmara dos Vereadores da cidade de São Paulo, é mais uma prova da imbecilidade de nossos legisladores. A partir de agora corremos o risco de sermos obrigados a apresentar "atestado de boa conduta" aos cobradores no transporte público paulistano, provando que não somos abusadores ou ejaculadores.
Não seria mais fácil prender e processar esses malucos? Tirá-los do convívio com a sociedade, não é esse o caminho? Ou então que se interne os vereadores e os abusadores no mesmo hospício. Nenhum dos dois vai fazer falta à sociedade.

Projeto de lei quer proibir que abusadores usem transporte público em São Paulo
Está em tramitação na Câmara Municipal, o Projeto de Lei nº 606/2017, que prevê o cancelamento, proibição da venda e emissão do Bilhete Único para cidadãos flagrados cometendo crimes de caráter sexual dentro dos ônibus.

As pessoas que forem flagradas cometendo crimes de caráter sexual dentro dos ônibus da capital paulista terão o acesso restringido no transporte público de São Paulo. Pelo menos é o que prevê o Projeto de Lei nº 606/2017, que tramita na Câmara Municipal e propõe o cancelamento imediato, proibição da venda e emissão do Bilhete Único para cidadãos que forem detidos por condutas previstas em cinco artigos do Código Penal Brasileiro e um da Lei de Contravenções Penais relacionados a crimes sexuais.

De autoria do vereador Rinaldi Digilio (PRB/SP), que é pastor evangélico, o projeto tem como objetivo proteger as mulheres e servir como legislação de apoio das ações criminais desse tipo de caso, que são de responsabilidade federal. O texto prevê ainda que, assim que registrado o fato, caberá ao motorista, cobrador ou representante legal da empresa concessionária comunicar a São Paulo Transporte (SPTrans) para que o cartão do abusador seja cancelado e que a emissão de novos seja bloqueada. As empresas poderão ter contrato de concessão cancelado, no caso de não comunicarem ao órgão competente sobre o ocorrido. A vítima também poderá notificar a SPTrans, caso tenha vontade.



Pois é, imbecilidade parece ser doença contagiosa, pois agora até a Marta Suplicy faz projeto de lei do 'molestamento sexual'. É que ela é sexóloga, e esse negócio não sai da cabeça dela. Só pensa naquilo... A proposta da senadora traz punição específica para casos como o do homem que ejaculou em passageira, e com isso eleva a categoria da imbecilidade do municipal para o nível federal, e de imbecilidade em imbecilidade se vai deteriorando a cidadania, a civilidade e a capacidade de os urbanos conviverem em harmonia. Evidentemente que há coisas piores no convívio humano, como a violência urbana, assaltos, corrupção generalizada, mas isso já virou feijão com arroz, agora a sociedade vai declarar guerra total aos ejaculadores. Estejamos preparados, vão nos exigir nos ônibus atestados de boa conduta, pois a burocracia é a ferramenta de trabalho dos imbecis...

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