terça-feira, 4 de setembro de 2012

FHC versus Dilma, a réplica.

Richard Jakubaszko
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso continua olhando-se no espelho e a perceber algo que lhe agrada em termos de história, mas esquece os fatos, e deturpa a realidade. Escreveu, mais uma vez, artigo em jornais "amigos" (O Estado de São Paulo e O Globo, em 2 de setembro último), "aliviando" a culpa da presidente Dilma Rousseff por ter recebido a tal "herança maldita" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


FHC perdeu, mais uma vez, rara oportunidade de ficar calado. Esqueceu-se de que o Brasil, em seu governo, quebrou por 3 oportunidades, e ele foi buscar de chapéu na mão o socorro do FMI, e recebeu a ordem de implantar as privatizações erráticas, que ainda hoje defende como ideias suas.

Esqueceu-se de que ele mesmo mudou a Constituição para poder reeleger-se, distribuindo verbas a parlamentares no Congresso. Esqueceu-se de ter colocado o dólar a quase 4,00 reais ao final de 2002, e de que a inflação estava já quase fora de controle quando passou a faixa presidencial para Lula. FHC esqueceu-se dos inúmeros escândalos de corrupção de seu governo, da privatização fraudulenta do Banespa, esqueceu-se do fator previdenciário, que reduziu ainda mais o valor das aposentadorias dos CLTs. Esqueceu-se de que o único legado positivo que nos deixou foi o da "Responsabilidade Fiscal" imposta aos governos estaduais e municipais, e que não foi medida de seu governo, mas projeto de lei de parlamentares.

FHC esqueceu-se de informar que foi ele quem deixou herança maldita para Lula, ao estabelecer a maior carga de impostos da história, e ainda a maior taxa de juros Selic de todos os tempos. Quando saiu do governo estava com a pior avaliação de todos os tempos, pior mesmo que a de Sarney.

O que FHC nos deixou, como legado maior, foi uma oposição incompetente e desorganizada, golpista, sem propostas, liderada pelo PSDB e pelo DEM. Outro legado de FHC foi o errático, o vingativo e ególotra José Serra, o coveiro do PSDB.

Abaixo reproduzo o artigo de FHC, e logo a seguir a resposta da presidente Dilma, que põe a verdade e os fatos em seus devidos lugares:

FHC: Pobre Dilma, com o legado de Lula.

Herança pesada
02 de setembro de 2012
Fernando Henrique Cardoso – O Estado de S.Paulo

A presidenta Dilma Rousseff recebeu uma herança pesada de seu antecessor. Obviamente, ninguém é responsável pela maré negativa da economia internacional, nem ela nem o antecessor. Mas há muito mais do que só o infortúnio dos ciclos do capitalismo.

Comecemos pelo mais óbvio: a crise moral. Nem bem completado um ano de governo e lá se foram oito ministros, sete dos quais por suspeitas de corrupção. Pode-se alegar que quem nomeia ministros deve saber o que faz. Sem dúvidas, mas há circunstâncias. No entanto, como o antecessor desempenhou papel eleitoral decisivo, seria difícil recusar de plano seus afilhados. Suspeitas, antes de se materializarem em indícios, são frágeis diante da obsessão por formar maiorias hegemônicas, enfermidade petista incurável.

Mas não foi só isso: o mensalão é outra dor de cabeça. De tal desvio de conduta a presidenta passou longe e continua se distanciando. Mas seu partido não tem jeito. Invoca a prática de um delito para encobertar outro: o dinheiro desviado seria “apenas” para o caixa 2 eleitoral, como disse Lula em tenebrosa entrevista dada em Paris, versão recém-reiterada ao jornal The New York Times. Pouco a pouco, vai-se formando o consenso jurídico, de resto já formado na sociedade, de que desviar dinheiro é crime, tanto para caixa 2 como para comprar apoio político no Congresso Nacional. Houve mesmo busca de hegemonia a peso de ouro alheio.

Mas não foi só isso que Lula deixou como herança à sucessora. Nos anos de bonança, em vez de aproveitar as taxas razoáveis de crescimento para tentar aumentar a poupança pública e investir no que é necessário para dar continuidade ao crescimento produtivo, preferiu governar ao sabor da popularidade. Aumentou os salários e expandiu o crédito, medidas que, se acompanhadas de outras, seriam positivas. Deixou de lado as reformas politicamente custosas: não enfrentou as questões regulatórias para acelerar as parcerias público-privadas e retomar as concessões de certos serviços públicos. A despeito da abundância de recursos fiscais, deixou de racionalizar as práticas tributárias, num momento em que a eliminação de impostos se poderia fazer sem consequências negativas: a oposição conseguiu suprimir a CPMF, cortando R$ 50 bilhões de impostos, e a derrama continuou impávida.

É longa a lista do que faltou fazer quando seria mais fácil. Na questão previdenciária, o único “avanço” não se concretizou: a criação de uma previdência complementar para os funcionários públicos que viessem a ingressar depois da reforma. A medida foi aprovada, mas sua consecução dependia de lei subsequente, para regulamentar os fundos suplementares, que nunca foi aprovada. As centenas de milhares de recém-ingressados no serviço público na era lulista continuaram a se beneficiar da regra anterior. Foi preciso que novo passo fosse dado pelo governo atual para reduzir, no futuro, o déficit da Previdência. Que dizer, então, de modificações para flexibilizar a legislação trabalhista e incentivar o emprego formal? A proposta enviada pelo meu governo com esse objetivo, embora assegurando todos os direitos trabalhistas previstos na Constituição, foi retirada do Senado pelo governo Lula em 2003. Agora é o próprio Sindicato Metalúrgico de São Bernardo do Campo que pede a mesma coisa…

Mas o “hegemonismo” e a popularidade à custa do futuro forçaram outro caminho: o dos “projetos de impacto”, como certos períodos do autoritarismo militar tanto prezaram. Projetos que não saem do papel ou, quando saem, custam caríssimo ao Tesouro e têm utilidade relativa. O exemplo clássico foi a formação a fórceps de estaleiros nacionais para produzirem navios-tanque para a Petrobrás (pagos, naturalmente, pelos contribuintes, seja por meio do BNDES, seja pelos altos preços desembolsados pela Petrobrás). Depois do lançamento ao mar do primeiro navio, com fanfarras e discursos presidenciais, passaram-se meses para se descobrir que o custo não fez jus a tanta louvação. Que dizer dos atrasos da transposição do São Francisco, ou da Transnordestina, ou ainda da fábrica de diesel à base de mamona? Tudo relegado aos restos a pagar do esquecimento.

O que mais pesa como herança é a desorientação da política energética. Calemos sobre as usinas movidas “a fio d’água”, cuja eletricidade para viabilizar o empreendimento terá de ser vendida como se a produção fosse firme o ano inteiro, e não sazonal. Foi preciso substituir o companheiro que dirigia a Petrobrás para que o País descobrisse o que o mercado já sabia, havendo reduzido quase pela metade o valor da empresa. O custo da refinaria de Pernambuco será dez vezes maior do que previsto; há mais três refinarias prometidas que deverão ser postergadas ad infinitum. O preço da gasolina, controlado pelo governo, não é compatível com os esforços de capitalização da Petrobrás. Como consequência de seu barateamento forçado – que ajuda a política de expansão ilimitada de carros com a coorte de congestionamentos e poluição – a produção de etanol se desorganizou a tal ponto que estamos importando etanol de milho dos Estados Unidos!

Com isso tudo, e apesar de estarmos gastando mais divisas do que antes com a importação de óleo, o presidente Lula não se pejou em ser fotografado com as mãos lambuzadas de petróleo para proclamar a autossuficiência de produção, no exato momento em que a produtividade da extração se reduzia. No rosário de desatinos, os poços secos, ocorrência normal nesse tipo de exploração, deixaram de ser lançados como prejuízo, para que o País continuasse embevecido com as riquezas do pré-sal, que só se materializarão quando a tecnologia permitir que o óleo seja extraído a preços competitivos, que poderão tornar-se difíceis com as novas tecnologias de extração de gás e óleo dos americanos.

É pesada como chumbo a herança desse estilo bombástico de governar que esconde males morais e prejuízos materiais sensíveis para o futuro da Nação.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, SOCIÓLOGO, FOI PRESIDENTE DA REPÚBLICA

A RÉPLICA DE DILMA:

Dilma Rousseff: “Recolocar os fatos nos seus devidos lugares”
3 de setembro de 2012
Do Blog do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (3), em nota oficial, ter recebido uma herança bendita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma afirmou ter recebido um país com economia sólida, crescimento robusto e inflação sob controle. Leia abaixo a íntegra da nota:

Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.

Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.

Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.

Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.

Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.

Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro.

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Reação incisiva e urgente



Rogério Arioli Silva *
Após o levante promovido pelas ONGs indigenistas, entre as quais a FUNAI, que paralisou por quatro dias algumas importantes estradas do Centro-Oeste brasileiro, necessário se faz que haja uma reação em nível nacional das pessoas atingidas pelas ampliações de reservas indígenas. Este tem sido o padrão dos protestos: paralisação de estradas e obras em todo território nacional, causando prejuízos a diversos segmentos da sociedade. Esta mesma sociedade que tem sido estigmatizada de desumana e cruel com algumas minorias, mas que serve para trabalhar e produzir, gerando os impostos que ajudam a manter estruturas arcaicas e parasitas que se alimentam do seu esforço.

A paralisação das obras de Belo Monte é um retrato degradante do nível de exploração empreendido pelos ditos “afetados” pelas obras. Aceitam-nas, contanto que recebam picapes traçadas com direção hidráulica e ar-condicionado, tratores, barcos, microônibus, ambulâncias, pistas asfaltadas, antenas de celulares, internet com wireless além de outras exigências inconfessáveis. Nesse momento a preocupação com crenças e tradições dá lugar a modernidades e mordomias características da demonizada “sociedade de consumo”. A demagogia teria seus limites éticos? Parece que não!  A pureza e ingenuidade podem então ser precificadas, mais ou menos como filosofou Rosseau há mais de dois séculos.

De todo modo é chegado o momento de haver uma contundente reação por parte daqueles que estão acumulando prejuízos com estas constantes patacoadas. Primeiro, há que se fazer uma contabilidade de quantas pessoas fazem parte deste universo, que assim como o outro, encontra-se em franca expansão. Produtores rurais têm suas terras confiscadas em vários estados da federação sem que ninguém assuma sua defesa, à exceção de meia dúzia de abnegados. Ações desesperadas são empreendidas por pessoas desalojadas de seus locais de convívio e trabalho como têm ocorrido em Ilhéus, por exemplo. Empresas são achacadas com a conivência de instituições que vivem nas sombras, sem que nenhuma autoridade governamental promova qualquer atitude. A propriedade privada, um dos sustentáculos da sociedade organizada, é esbulhada e perdida sem que exista uma reação à altura.

Feita a contabilidade, o segundo passo seria a criação de uma entidade nacional que abrigasse a todos aqueles “espoliados pelas boas intenções de outrem”. Explico: muitos defendem a justiça social através dos recursos de terceiros, nunca deles próprios. Assim é fácil não é mesmo? Gastar o dinheiro dos outros deve ser uma ótima profissão, imagino. Ainda mais quando isto gera uma aura de “sensibilidade social“.

O terceiro passo seria a promoção de ações harmônicas e organizadas de forma uníssona a cada vez que a espoliação avizinhar-se. Estas ações deveriam ocorrer no âmbito administrativo, jurídico e político, pois quem trabalha e produz também vota, além de sempre ser chamado a pagar a conta.  Já que virou moda trancar estrada porque não promover um grande “trancaço” em nível nacional patrocinado por todos os esbulhados pelas ampliações de reservas indígenas, por exemplo?

O quarto passo da nova entidade nacional proposta refere-se ao monitoramento da ingerência externa aos interesses nacionais, constantemente feridos e ameaçados pelo crescente número de entidades apátridas atuantes no território brasileiro. Não se trata de xenofobia, mas sim da defesa de interesses pátrios que infelizmente só emergem quando se fala em futebol, o que demonstra a passividade brasileira já observada pelos seus concorrentes. É preciso que a ingenuidade dê lugar ao instinto de sobrevivência, porque é disto que se trata.

Finalmente, ações imediatas são necessárias de modo a organizar-se uma resistência à crescente onda de ameaças ao direito constitucional do respeito à propriedade privada. Estas ações somente serão levadas a efeito se forem organizadas nacionalmente, sob os ditames da lei e da ordem. Não será através de bravatas e ameaças como as que ocorreram ultimamente que a nação brasileira se fortalecerá.

O autor é Engº Agrº e produtor rural no MT

NOTA DO BLOGUEIRO: leia abaixo, outro artigo sobre o mesmo assunto.
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Pelo fim dos conflitos



Rogério Arioli Silva *
Em atitude de extremo bom senso e responsabilidade a Advocacia Geral da União (AGU) editou a portaria 303 que visa colocar um fim aos conflitos indígenas patrocinados pela FUNAI e demais ONGs ligadas ao pseudo-indigenismo brasileiro. Tentando frear e, sobretudo, racionalizar a postura irresponsável e demagógica destas entidades, a AGU simplesmente pretende consolidar as condicionantes já decididas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol, entre elas a necessária presença dos índios nas terras por ocasião da data da promulgação da Constituição.

De fato, já é passada a hora de uma atitude neste sentido, pois a serem atendidas as pretensões da FUNAI as terras indígenas brasileiras seriam ampliadas dos atuais 14,7% para 20% do território nacional. Esta ampliação vem ocorrendo sistematicamente através de uma interpretação maliciosa feita pelas entidades que se dizem defensoras dos indígenas, pelo fato da Constituição de 1988 referir-se à regularização das terras existentes de acordo com a tradicionalidade da sua ocupação. Na visão malfazeja e irresponsável da FUNAI a tradicionalidade da ocupação indígena não teria data específica, podendo ser considerada, quem sabe, o ano de 1500, quando Cabral por aqui aportou. Assim entendido, todo o território brasileiro deveria ser devolvido aos indígenas, inclusive as cidades, irregularmente ocupadas pelos caras-pálidas intrusos, nos quais se enquadram 99,6% da população brasileira.

Aproveitando-se desta situação a FUNAI permanece fomentando estudos de identificação de novas áreas, patrocinados pelo radicalismo de antropólogos comprometidos com interesses internacionais, que sequer ouvem a vontade dos próprios indígenas, infelizmente usados como massa de manobra no processo. O avanço de novas reservas sobre áreas ocupadas por produtores acontece sistematicamente, independentemente das mesmas haverem sido adquiridas legalmente há muitas décadas, inclusive através de títulos emitidos pelos próprios governos estaduais. Para atingir seus espúrios objetivos a FUNAI se vale de diversos estratagemas, entre os quais “a descoberta” de novas etnias, além da arregimentação, sem nenhum critério, de pessoas que se auto-declaram indígenas e, portanto, também credores do seu quinhão. Para isto, a entidade age usando prerrogativas dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) formando um governo paralelo dentro do próprio governo, ao qual parece não dever obediência nem muito menos respeito. Alojam-se indígenas e desalojam-se produtores rurais, sem que estes recebam qualquer indenização pelas terras adquiridas legalmente, de boa fé, sem nenhuma espécie de conflito.

A FUNAI, por ser um órgão público, patrocinado pelos contribuintes brasileiros, precisa dar satisfação de seus atos. Precisa mostrar o que tem feito pelos índios já proprietários de mais de 110 milhões de hectares de terras, pois esta quantidade significa mais do que o dobro de toda área utilizada com a agricultura no país. Precisa dizer em alto e bom som porque quer dar mais terras aos índios, pois aqueles que já as possuem ainda não conseguiram evoluir social e economicamente, com raríssimas exceções. Também precisa justificar porque ainda defende a tutela e dependência da população indígena impedindo-a de explorar economicamente suas enormes extensões de terras, como bem retratou a revista Veja algumas semanas atrás.

Quanto se fala em discussões sobre direitos dos indígenas imediatamente a FUNAI e suas organizações parceiras invocam a ONU e a OIT enveredando para um denuncismo antropológico apelativo e infantil. É certo que as ONGs indigenistas devem queixar-se aos patrões lá de fora, pois são eles quem pagam seus salários. Mas o que a FUNAI tem a ver com isso? Quem paga sua folha somos nós, brasileiros contribuintes. Por que então choramingar para as organizações internacionais? Além disso, o que europeus e americanos têm a ensinar ao Brasil sobre seus primevos habitantes? Quem no restante do mundo “civilizado” destinou tanta terra aos seus povos indígenas?

A portaria 303 da AGU deve, portanto, ser apoiada pela população brasileira, pois objetiva apagar este barril de pólvora aceso em várias localidades do território, colocando em conflito irmãos brasileiros. Qualquer pessoa esclarecida e bem intencionada quer a melhoria das condições de vida dos indígenas brasileiros. O Marechal Rondon, um dos grandes heróis brasileiros, também sempre defendeu este ideal.  Mas, é preciso que se diga que esta melhoria não passa pela ampliação das atuais reservas e sim pela possibilidade de inclusão destes indígenas na sociedade, respeitando suas crenças e tradições e invocando o sentimento pátrio esquecido pelos fomentadores de conflitos.

* O autor é Engº Agrº e Produtor Rural no MT
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Cachorro, gato e rato: inimigos históricos?

Richard Jakubaszko
Cachorros, gatos e ratos: eternos e históricos inimigos? Nem sempre. Um sem teto na Califórnia mostra que isso já é "coisa do passado". Abaixo um vídeo que mostra um homem que vive nas ruas de Santa Bárbara (Califórnia, EUA) com seus animais. Todos os dias estão na rua State, e as pessoas lhe dão dinheiro para tirar fotos. Os animais estão bem alimentados, são mansos e sociáveis. São uma família. O cachorro carrega o gato, que fica bonachão e preguiçoso em seu dorso. O rato rodeia por todo canto.
O homem revela que uma vez alguém ofereceu US$ 20 para deixar tirar uma foto com seus animais, e, desde este momento, os 4 "trabalham" na rua mostrando ao mundo que é possível que seres historicamente vistos como inimigos, vivam juntos em harmonia.

Seria tão bom se petistas e tucanos fizessem assim, o Brasil agradeceria...


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domingo, 2 de setembro de 2012

Mensalão: quem é o maior culpado?

Richard Jakubaszko
O atual julgamento do dito "Mensalão", lá no STF, está longe de ser "o maior da história", e mais distante ainda de ser, como querem a mídia e os partidos da oposição, "a maior corrupção da história do Brasil". 
É um julgamento de interesses políticos, partidário, nada mais do que isso. Não há pretensão alguma de mudar qualquer coisa. Instalou-se um circo, para deleite de alguns grupos.
Nossos chargistas e humoristas retratam bem isso.
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sábado, 1 de setembro de 2012

Como a "Spirit" chegou em Marte

Richard Jakubaszko
Claro, a Spirit chegou lá com muita tecnologia, muito investimento e um enorme trabalho, exacerbada criatividade nas imagens virtuais da viagem, desde a saída até a chegada, e, depois disso, mais tecnologia, e agora nos chegam imagens e informações reais de Marte. Estamos aprendendo, a humanidade inteira, talvez venhamos a precisar nos mudar para algum lugar, num futuro não muito longínquo... Quem sabe?
Não podemos, ainda, mesmo com as tecnologias já conhecidas, afirmar que isto seja impossível.

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Qual é o rio mais sujo do planeta?


Richard Jakubaszko
O mais sujo do planeta parece ser o rio Citarum, situado no Oeste da ilha de Java, na Indonésia.
O rio mais sujo do Mundo?
Quantos peixes morrerão hoje?
E pensa-se que a Terra ainda nos suportará muito tempo?
É assim que os ambientalistas interessam-se pela ecologia?
E isto vai parar ao mar…  Contaminando tudo por onde passa…
Quantos morrerão por causa disto?
Os urbanos culpam o agronegócio de ser o maior poluidor, e nem olham para eles próprios, seja na poluição dos rios, do ar (pelos possantes automóveis), e do solo, impermeabilizado pelo asfalto e cimento.

Que se reduzam os índices de crescimento demográfico...
Somos um formigueiro humano, depredando tudo à nossa volta. Uma cidade como São Paulo, onde vivem perto de 20 milhões de pessoas, é um ambiente inóspito e degradado.
 
O problema do planeta não é a mentira do aquecimento, nem as mudanças climáticas. Essas são demandas de uma agenda política e econômica.
O problema maior é o excesso de gente, o consumismo, a poluição exacerbada das grandes cidades e dos rios.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mineirices

Richard Jakubaszko
Mineiros são únicos, inigualáveis. Lá na DBO Editores sou cercado de mineiros por todos os lados, mas há gaúchos e catarinenses, além de originários de outras plagas. Com os mineiros, a gente convive.
Mineiro é um "estado de espírito"...







quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Como eram os patins, em 1923.

Richard Jakubaszko
Patinar sobre rodinhas, em 1923, em Paris. Delicioso filme, que mostra o ancestral dos modernos patins.
Curiosidade enviada por Silvia Nishikawa, lá de São Gotardo, MG.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Competitividade ao largo

Rogério Arioli Silva *
A imagem de dezenas de navios aguardando para atracarem nos portos brasileiros demonstra a vexatória situação por que passa a subdimensionada logística do país. Duzentos e poucos anos após a “abertura dos portos às nações amigas”, efetivada logo após a chegada da família Real ao Brasil, em Janeiro de 1808, parece que ainda segue negligenciado nosso gigantismo pela própria natureza, eternamente adormecido em berço esplêndido, diga-se de passagem.

Como foram vários os portos congestionados, entre eles Santos, Paranaguá, Vitória e Suape, só para citar alguns, cada um dos seus administradores correu à imprensa argumentar que o problema não se tratava de ineficiência na operação portuária e sim na greve da ANVISA, ou quem sabe na falta de caminhões, ou bem poderia ser no excesso de burocracia característico à internalização de produtos no país. Segundo foi noticiado, somente no porto de Paranaguá havia 113 navios aguardando para atracar, dos quais 49 carregados com fertilizantes. O custo médio da diária de cada navio (chama-se demurrage), dependendo do seu tamanho, fica em torno de U$ 30 mil. Em caso de um atraso de 30 dias no desembarque, o que não é fato muito raro, haveria um custo de U$ 900 mil, a serem debitados na conta dos consumidores destes produtos, no caso os produtores rurais.

De fato, muitos navios cederam a sua vez de atracar pelo fato de não haverem produtos a serem carregados no porto, provavelmente graças ao descompasso ocorrido pela limitação nas horas de tráfego de caminhões. Aliás, esta medida num primeiro momento é muito positiva, pois, forçados a viajarem de 12 a 18 horas por dia, muitos caminhoneiros estavam exacerbando seus limites de resistência física, o que acabava colocando em risco outros usuários das já precárias rodovias brasileiras. Resta saber quais as melhorias de condições serão oferecidas a estes profissionais, no que diz respeito à qualidade, segurança e infraestrutura dos locais de descanso entre jornadas.

Durante a safra é comum observar-se filas quilométricas (às vezes mais de cem quilômetros) de caminhões aguardando para descarregar grãos nos portos, o que já é uma demonstração de falhas no sistema. Quando a administração portuária é privada obtêm-se um ganho de eficiência com melhores índices de desempenho. Por outro lado quando esta gestão é delegada a estados e municípios evidenciam-se questões de difícil resolução, principalmente ao entrarem na pauta as exigências dos sindicatos.

Qualquer aumento na quantidade de produto disponível à exportação ou uma maior demanda de matéria-prima importada já são suficientes para instalar o caos na estrutura portuária existente. A exportação de milho poderia aumentar sobremaneira neste ano, como forma de abrir e consolidar mercados que não poderão ser atendidos pelos EUA devido a sua significativa quebra de safra. Provavelmente isto não ocorrerá uma vez que existe uma limitação física na exportação de milho que, segundo alguns especialistas, situa-se em torno de 15 milhões de toneladas.

Se estiverem corretas as previsões da ABIOVE (Associação Brasileira de Óleos Vegetais) na próxima safra o Brasil poderá atingir uma produção superior a 80 milhões de toneladas de soja e, pela primeira vez na história, superar a produção americana desta oleaginosa. Fato histórico e inimaginável há poucos anos atrás. Havendo, efetivamente, a consolidação desta produção é possível que o apagão logístico já pré-anunciado atinja contornos ainda mais dramáticos. No momento em que as obras da rodovia Cuiabá-Santarém estiverem prontas haverá possibilidade de exportação de dez milhões de toneladas de grãos através daquele corredor, que hoje exporta menos de um milhão de toneladas, o que ajudará a desafogar os portos do Sul, principalmente Paranaguá.

Enquanto novas opções de logística ainda fazem parte do futuro, permanece a constatação de que a competitividade brasileira ainda passa ao largo da costa, temendo menos o calado baixo do que a visão estreita da potencialidade latente.

* Engº Agrº e Produtor Rural no MT.
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sábado, 25 de agosto de 2012

A genialidade através dos tempos

Richard Jakubaszko
A genialidade através dos tempos: Beethoven deixou sua marca para a eternidade com a sua 9ª Sinfonia. Neste post, "Ode à Alegria" (do poema de de Friedrich von Schiller) tem uma performance em praça pública, simplesmente genial. Não me canso de ouvir. Mas as cenas das pessoas, homens e mulheres, que vão se aproximando, especialmente crianças e velhos, e depois as suas manifestações, são simplesmente humanas, engraçadas, belas ou comoventes.
Ganhei este presente por e-mail, enviado pela doutorinha lá de casa, a Daniela Jakubaszko.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

De onde vem a impunidade?

Richard Jakubaszko
De onde vem a impunidade? Da Justiça? Da legislação? Ou vem da política partidária, com o amplo apoio da mídia? Analisem vocês, visitantes do blog, e tirem suas conclusões, no comentário do jornalista Bob Fernandes, comentarista político da TV Gazeta, sobre o julgamento do "Mensalão" pelo STF nestes dias.