sexta-feira, 6 de novembro de 2020

A pólvora é invenção chinesa

Richard Jakubaszko   

Essa todo mundo sabe, menos Bolsonaro. Então imaginem só: 



 

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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Trump perdeu 2020 e agora vai...

Richard Jakubaszko  

O mais arrogante e temerário de todos os ex-presidentes americanos não conseguiu a reeleição, fato raro na história dos EUA. Agora, além de judicializar a disputa eleitoral, imaginem o que ele vai fazer:



 

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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

A foice da lua no campo das estrelas 1

Evaristo de Miranda 2

Hoje celebra-se a memória de todos os falecidos, os finados. Eles chegaram ao fim do seu tempo. O dia é solene, consagrado à lembrança dos antepassados e de todos os mortos. Este feriado é amplamente celebrado em todo o mundo. Os feriados são dias consagrados à memória de algum evento, personalidade ou feito histórico. A consagração os faz sagrados, os coloca à parte. Não se trabalha. O país se consagra a meditar, a lembrar.

Para muitos, este feriado não lhes diz nada, não corresponde à sua perspectiva filosófica ou religiosa. Finados está além de qualquer religião. Quem profana esta data esquece seus ascendentes e antepassados. Perde a memória e, sem querer, profana a si mesmo. Que ascensão pode ter alguém na vida, quando não se lembra de seus ascendentes? Quem imagina-se só, começando em si mesmo, triunfante e vencedor, age como se fosse filho do nada. E os filhos do nada são sementes do caos.

O finar evoca o findar e o morrer. Os finados chegaram ao fim e foram ceifados no seu tempo. O feno é a erva ceifada e seca que serve de alimento aos animais em períodos difíceis de inverno ou seca. Na Bíblia, o homem é comparado com a erva do campo. Finar e fenar. Feno vem do grego phaíno: brilhar, aparecer. Epifania evoca manifestação, luz do alto que nos veio visitar. A reluzente lâmina da morte não apaga os finados, apenas os igualiza diante das leis da natureza.

A foice simboliza os ciclos das colheitas e da renovação. A colheita só se obtém cortando o caule. Esse cordão umbilical liga o fruto à dependência da terra alimentadora. A colheita é o grão condenado à morte para servir de alimento, sustentando a vida, ou para germinar como semente. A vida e os exemplos dos antepassados alimentam os viventes. São um feno de luz. Sinal da progressão temporal e individual, a foice da morte brilha na noite de nossas vidas. Essa lua crescente, nunca declina. Como diz o poeta árabe Ibn-al-Motazz: “a foice de ouro no campo das estrelas”.

No dia de finados é bom visitar cemitérios, limpar e ajeitar túmulos, acender uma vela na igreja ou em casa, pronunciar uma oração, *fazer um minuto de silêncio (pelo menos!) e meditar*. A ritualizar os mortos é terapêutico. A prática desses ritos profanos e sagrados dão outra perspectiva ao tempo. Existe um tempo para tudo.

As honras fúnebres variam entre as culturas. Sempre existem e deveriam ser cultivadas. Se uma cultura perde a capacidade de honrar seus mortos, já não sabe honrar os vivos. Honrar nobilita quem recebe e quem oferece. A eternidade começa aqui e agora. A vida não é uma ante-sala da morte. O passar dos anos anuncia o prometido a todos e para sempre: a possibilidade de evolução pessoal a cada ano, o reinício, a morte e o renascimento.

Os cristãos creem na ressurreição. A morte é sua Páscoa, sua passagem para Deus. Os Finados lembram: não se trata de viver somente a inevitável passagem do tempo, as idades e o envelhecimento. O tempo - quarta dimensão do humano - pode ser um tempo de consciência, um tempo de graça, iluminação e vida plena.

1 Agora e na Hora – Ritos de Passagem à Eternidade (Ed. Loyola)

2  o autor é doutor em ecologia, pesquisador da Embrapa

 

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domingo, 1 de novembro de 2020

Mafalda é imortal

Richard Jakubaszko  

Quino, que saudade! Mal te fostes, e a Mafalda ficou ainda mais famosa, agora é imortal a menina eternamente preocupada com a humanidade e a paz mundial, e que se rebela com o estado atual do mundo.



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sábado, 31 de outubro de 2020

Para que o Halloween?

Richard Jakubaszko   

É simples, a blogosfera dá a resposta, na lata! Vejam se não é verdade: 



 

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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Emtempodemia de corruptela

Carlos Eduardo Florence *

Doces migalhas e silêncio, ensurdeciam.

Mastigava valsa, falsete, mania.

Vida seguia sonsa, sina, em roda, encima.

Cobriam, os telhados, as casas, as mágoas, águas.

A vila amedrontava-se de em se o tempo não chegasse ou que viesse.

Amarrava-se o paradoxo no abacateiro para alimentar a desconfiança.

Por estar primavera chorava uma garoa triste, modorrenta.

Ao se fazer, fazia, assobiei tico-tico como bolero, mão no bolso.

Subi pela solidão, pelos indefinidos, pelos pensamentos, por mim.

Os caibros velhos dos forros escutaram meu avô, a mim, meu pai, a mais.

Por se darem tempos amortecidos de sinas, melodias ali morriam.

Sendo sino marcava que o depois iria chegar atrasado pontualmente.

Não tinha o que fazer agora e depois repetiria a tarefa.

Um de cada e eu tiramos a preguiça do jacá da nostalgia.

Era-se mesmo assim espontâneo e serviçal para acalantar o nada.

O pássaro preto subiu pelo pretérito para enxergar o futuro.

Trazia o porvir um igual sendo, um certo receio com sabor de jatevi.

Se colocou a esperança à janela para imitar que chegaria.

As arvores sumiam pelas ruas, vielas, vias, para quem as via.

Lembrei do colo da mãe, chorei, sonhei, sorri.

Ajustei minhas rotinas, pedi o cigarro barato.

Os vinténs se puseram enfumaçados, ordinários.

Urinou o poste apagado no cachorro e a menina surgiu.

Viu, se pôs a rir, mais sete passos, mundo seu, seguiu.

Não devia nada a ninguém ou pediu, pisou no seu desaparecer.

Nada mudava antes d’eu ordenar à tristeza ou ao azul.

Sábado, cada brisa trazia melancolia e se debruçava no ausente.

As janelas escutavam a imaginação, o sol, as mentiras para serem tomados com café.

Lavei os trapos, apaguei a vela, chorei no leite derramado, dormi um infinito miúdo.

* o autor é economista, blogueiro, escrevinhador, e diretor-executivo da AMA – Associação dos Misturadores de Adubos.
Publicado em https://carloseduardoflorence.blogspot.com/2020/10/emtempodemia-de-corruptela-doces.html

 

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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

É hoje: encontro de gigantes

Richard Jakubaszko  

Vale a pena assistir a live, para saber como é possível dobrar o PIB agrícola brasileiro na próxima década. Coordenado pelo meu amigo Décio Gazzoni, da Embrapa / Soja:  www.kforte.com.br/encontrocomgigantes 



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quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Identificação de 1,8 bilhão de árvores no deserto do Saara espanta alarmistas.

Luis Dufaur *
Na hora de pensar no Saara, habitualmente se imagina um gigantesco deserto de areia que se estende até o infinito.

De fato, é o maior deserto não polar do mundo, mas isso não quer dizer que careça absolutamente de vida e especialmente de vegetação.

Descoberta de 1,8 bilhão de árvores no deserto do Saara espanta alarmistas
E quando os alarmismos comuno-ecologistas inflacionam o espectro de uma extinção da vida no nosso planeta acenam com essa imagem de morte implacável.

Entretanto, os ecologistas que dizem amar o planeta e a natureza mostram um deprimente desconhecimento do mesmo. Recentemente se voltou a achar mais uma   prova disso. Um novo estudo mostrou que o Saara acolhe centenas de milhões de árvores. Mais precisamente 1,8 bilhão deles!

E foram contadas apenas as existentes numa área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados no noroeste da África, ou o equivalente ao 20% do mítico deserto.

Há muitos anos, nosso blog vem denunciando as distorções da propaganda ecologista. Veja aqui:

- Deserto “reverdece” na África e desmente boatos alarmistas

- Mapeados imensos aquíferos de água doce no Saara e em toda África

- A Terra está cada vez mais verde

- A Terra tem 467 milhões de hectares de florestas a mais do que se dizia!


Árvores no Saara
A região onde os pesquisadores conseguiram contar essas árvores, inclui países como Argélia, Mauritânia, Senegal e Mali, partes do Saara Ocidental e também do Sahel, nome do cinturão de savana tropical semiárida ao sul do deserto.

O trabalho, publicado na revista Nature, concluiu com um certo espanto que há “um número inesperadamente grande de árvores” nesta área.

Martin Brandt, da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, principal autor do estudo disse à BBC Mundo que, embora “a maioria esteja no Sahel, há centenas de milhões no próprio Saara”.

O cerca de 1,8 bilhão de árvores registradas constitui um número muito maior do que o esperado.

Mas não formam florestas e crescem como árvores solitárias.
 
Árvores do deserto no Saara em Marrocos
“É em média uma árvore por hectare no hiperárido Saara. Não parece muito, mas acho que é mais do que se poderia imaginar”, disse Martin Brandt.

Ele esclareceu que a área investigada representa apenas 20% do Saara e do Sahel, “então a contagem total de árvores deve ser muito maior”.

O grupo de cientistas incluiu especialistas da NASA dos EUA, do National Center for Scientific Research (CNRS) da França e do Dakar Ecological Monitoring Centre do Senegal, entre outros.

Ele analisou 11 mil imagens de satélite de alta resolução normalmente reservados para uso militar ou industrial.

Quatro satélites são da empresa Digital Globe, que pertence à Agência Nacional de Inteligência dos EUA, do Departamento de Defesa.
 
 
Árvores no deserto ajudam gado e homens
Eles usaram um tipo de inteligência artificial conhecido como aprendizado profundo, em que um computador é ensinado a fazer algo. Nesse caso, identificar árvores.

Para não confundir árvore com arbusto, os especialistas contaram apenas as copas com área superior a três metros quadrados.

Os pesquisadores estimaram que, se as árvores com copas menores de três metros quadrados ou arbustos forem incluídas, a vegetação total nesta área desértica será 20% maior.

Brandt disse à BBC Mundo que ele rotulou manualmente quase 90.000 árvores.

“Eu rotulei muitos porque o nível de detalhe nas imagens é muito alto e as árvores não parecem as mesmas, e queríamos uma medição relativamente precisa das áreas de suas copas”, explicou.

Ele enfatizou que em áreas semi-áridas e subúmidas, eles "constituem um considerável sumidouro de carbono".
Vegetação também cresce em locais inóspitos
Além disso, ele destacou a importância dessas árvores de sequeiro para as pessoas que vivem nessas áreas.

“Eles são fundamentais para a subsistência, fertilizam o solo, proporcionam maior produtividade e fornecem sombra e abrigo para humanos e animais. Geram renda e são fundamentais para a nutrição”, listou.

Os especialistas acreditam que seu sistema de rastreamento pode servir de base para encontrar árvores em outros ecossistemas.

No entanto, eles alertam que ainda não estão reunidas as condições para poder contar todas as árvores do planeta. Por certo, se conseguirem será um número astronômico.

* o autor é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs
Publicado em https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2020/10/descoberta-de-18-bilhao-de-arvores-no.html

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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Lute como um boleto...

Richard Jakubaszko  

E o Brasil continua continua o mesmo de sempre, concordam? Tinham esquecido? A inflação está aí de volta, e os boletos continuam os mesmos, muito vorazes. Enviado pelo jornalista Delfino Araújo, sempre atento com o que se passa na conjuntura social.



 

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domingo, 25 de outubro de 2020

2021 vem aí...

Richard Jakubaszko   

O que é que você acha? Tá junto na ideia ou vai pagar pra ver? Concordamos que 2020 foi um filme muito ruim, né não?


 

 

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sábado, 24 de outubro de 2020

Vai ter Natal em 2020?

Richard Jakubaszko 

É isso que a blogosfera anda se perguntando, ainda sem respostas definitivas. Quem manifestou essa inquietação foi o jornalista Delfino Araújo, lá da DBO. Mas o Noel mandou um recado, olha só:



 

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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Taxímetros de antigamente

Richard Jakubaszko 

A constatação é óbvia, se você reconhece a peça de museu aí embaixo, é porque você está véio... 



 

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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Receita de nostalgia com alienação caramelada e delírio.

Carlos Eduardo Florence *

Que amanheça em bemol, se escute o então, silêncio, o desistir de viver, o entretanto.

Sequer lave a alma com esperança, presente do subjuntivo, resignação ou premonição.

Salpique medo ou sonho. Adjetivos, crianças brincando de amarelinha, agregue logo.

Ponha as ansiedades, sem precaução, e o sol entardecido para desidratarem brandos.

Adicione pitada de fantasia, mais manteiga de garrafa, enquanto atina alterne a nota.

Pela janela entreaberta escute dois cavalos pastando na solidão, sua, com as manias.

O tempo chegou, esparrame entropias pela soleira, descortine o impossível, descreia.

Capte tais inexplicáveis pelo afetivo, esparja com moderação até começarem a sorrir.

Observe o tempo entornar capcioso, triste, como as dúvidas, intrigas e as apreensões.

Do lado do coração há um borralho, da alma, o colibri assiste, da saudade paira névoa.

Mexa os sustenidos, cuidado com o rastro do finito a pedir explicações às suas cismas.

Angustiado amadureça uma penca graúda de imprevisto enquanto nega a melancolia.

Não anote os infinitivos que não rimarem na receita com o tom maior do verbo amar.

São os fortuitos para se começar a desestruturar a sintaxe, o portanto e o tino de será.

Sinta o odor azul das sete andorinhas adentrando pelo amém trazendo a volúpia.

A janela se fecha, os cavalos findam entre os tendo sidos, a noite estrupa o entardecer.

Provoque movimentos pendulares de forma a hipnotizar o nada entre o sim e o ciúme.

É sinal que o desejo intenta parir euforia e a solidão aborta antes da sina magoá-lo.

Não esqueça que a receita de nostalgia embala o ser enquanto o sofrer aguarda o vir.

Procriando, as lamúrias pedem dois caprichos, aplique-as com instigações sensuais.

Confira se as emoções estão exaltadas e deixe fermentar as ilusões de suas fantasias.

Sua metamorfose e transe endoidarão, o subjetivo meandrará às evidências e rimas.

Brotando calmo chega ao ponto, desespero. Grite. Deixe aflorar para que a ânsia seja.

Ponha em fervura até dourar o orgasmo, despreze a censura, avive o imaginário.

Envase no inconsciente, acomode no agora, estraçalhe o passado, acalante no porvir.

Receita de nostalgia com alienação caramelada e delírio, paradoxo de desejo e pecado.

* o autor é economista, blogueiro, escrevinhador, e diretor-executivo da AMA – Associação dos Misturadores de Adubos.
Publicado em http://carloseduardoflorence.blogspot.com/2020/10/de-nostalgia-com-alienacao-caramelada-e.html

 



terça-feira, 20 de outubro de 2020

E se La Casa de Papel fosse gravada em Minas Gerais?

Richard Jakubaszko  

Hilariante a versão mineira do La Casa de Papel. Vale a pena ver, especialmente aqueles que acompanham a brilhante série espanhola na Netflix: 

 

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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Allan Savory, biólogo, mostra em palestra no TED como recuperar desertos

Richard Jakubaszko

Publiquei o vídeo abaixo em fevereiro 2016, veja aqui, mas a palestra estava legendada em espanhol. Agora está com legendas em português e me foi enviada pelo mestre Carlos Eduardo Florence, diretor da AMA - Associação dos Misturadores de Adubos.

Vale a pena assistir a palestra de Allan Savory, amplamente documentada com vídeos e fotos; mais do que isso, com argumentos lógicos. Mostra que o manejo correto dos ruminantes é a solução para evitar áreas desertificadas ou que se encaminham para isso. E não ao contrário, como acusam espalhafatosamente os ambientalistas de plantão.



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