segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Molion: história do clima mostra a farsa do aquecimento global antropogênico

Luis Dufaur *

Não precisamos apresentar o Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, tamanha é sua autoridade em matéria de clima no Brasil e no Exterior.

Para aqueles que desejam aprofundar mais em suas avalizadas posições sobre o clima, aquecimento global, meteorologia, ecologia, ambientalismo e temas conexos, oferecemos as publicadas em nosso modesto blog, no link: Molion.

Também oferecemos a página Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, da Universidade Federal de Alagoas, com uma coleção de vídeos que temos podido coletar com brilhantes intervenções do Professor.

Na continuação apresentamos mais uma intervenção do prof. Molion que também se destaca pela sua oportunidade, sapiência e ponderação científica, difundida pela Agência Boa Imprensa – ABIM, em dezembro de 2020.

Com matéria traduzida de Riscaldamento Globale Antropico: Realtà o Truffa em “Ambientalismo e Globalismo”: Nueve Ideologie Politiche, XII Rapporto sulla Dottrina Sociale della Chiesa nel Mondo, Oservatorio Cardinale Van Thuan, p.47-61, Edizioni Cantagalli S.r.l., Siena, Itália, 2020.

1. Breve história do Clima
O clima da Terra varia naturalmente, devido a mutações em sua órbita em torno do Sol, além de fatores internos e externos, e, no passado, sua temperatura já esteve mais alta que a atual.

Com efeito, neste último milhão de anos o Planeta Terra passou por nove glaciações.
 
Contando que cada glaciação dura cerca de 100 mil anos segundo registros geológicos e é interrompida por períodos quentes denominados interglaciais de 10 mil anos aproximadamente, nove glaciações perfazem um total de 900 mil anos.

Esse total representa, portanto, 90% desse último milhão de anos, quando as temperaturas da Terra foram inferiores às atuais.

Ou seja, o clima da Terra tem sido, em quase sua totalidade, mais frio que o atual!

Em 2009, os paleoclimatologistas Louise C. Sime e colegas conseguiram, por meio dos testemunhos de gelo [ice cores] da Estação de Vostok, Antártica, reconstruir qualitativamente o clima nos últimos 420 mil anos, tendo concluído que as temperaturas dos três últimos interglaciais, os de 130 mil, 240 mil e 320 mil anos atrás, foram entre 6°C e 10°C superiores às de hoje.

Isto é, o clima da Terra já esteve bem mais quente que o atual, e o homo sapiens, cuja existência é estimada em 150 mil anos, já sobreviveu ao pico de duas eras glaciais e a um interglacial, sem dispor das tecnologias que possuímos hoje.

Neste interglacial [Holoceno] no qual estamos vivendo, as temperaturas já estiveram cerca de 4°C mais altas que às atuais há sete/oito mil anos, de acordo com o artigo de Shaun Marcott e colegas em 2013, período conhecido como o Ótimo do Holoceno.

Posteriormente, ocorreram períodos quentes como Minoano [1.500 aC], Romano [400 aC – 300 dC] e o Medieval [900 dC – 1300 dC].

Nesse último, de muita riqueza e abundância de recursos e alimentos, floresceram as artes [Romanesco, Gótico e Árabe] e se iniciaram a construção das grandes catedrais europeias.  
De cerca de 1300 dC até o início do século XX [ca. 1915], o clima esfriou, período conhecido com Pequena Idade do Gelo [PIG], que foi desastroso para a Humanidade.

Doenças e pestes – como a Peste Negra [Yersinia pestis] que, estima-se, tenha matado mais de 70 milhões de pessoas somente na Europa — grassaram pelos continentes, além de constantes frustrações de safras agrícolas, devido aos invernos mais longos, fizeram com que a população ficasse faminta.

Tal situação gerou grandes distúrbios sociais, dos quais um excelente exemplo é a Revolução Francesa de 1789 que, na sua esteira, desencadeou uma série de revoluções, como as independências dos países latino-americanos no início do século XIX.

Depois de 1915, as temperaturas começaram a aumentar novamente.

O aquecimento global entre 1916-1945, em que a concentração e as emissões de dióxido de carbono [CO2] eram baixas, foi natural e causado pela maior atividade solar já registrada nos últimos 400 anos, além de uma possível redução da cobertura de nuvens.

No Hemisfério Norte, as observações indicam que as temperaturas da década dos anos 1930 continuam sendo os maiores valores registrados nos últimos 130 anos.

No entanto, entre 1946-1975 ocorreu um ligeiro resfriamento global, caracterizado por invernos mais rigorosos que os atuais.

Naquela oportunidade, alguns climatologistas e a mídia propalavam que “uma nova era glacial era iminente”.

A partir de 1976, os oceanos, particularmente o Pacífico, começaram a se aquecer novamente, possivelmente devido à redução de 5% na cobertura de nuvens, demonstrada pelo Projeto Internacional de Climatologia de Nuvens por Satélite [ISCCP, sigla em Inglês], que permitiu a entrada de maior fluxo de radiação solar no Planeta.  
Simultaneamente, eventos El Niño fortes — que sabidamente liberam muito calor para a atmosfera — foram mais frequentes.

Oceanos aquecidos aqueceram a atmosfera, tornando o clima global mais quente que o dos 30 anos anteriores.

Porém, em 1988, James E. Hansen, ex-diretor do Goddard Institute for Space Science [GISS/NASA/USA], testemunhou perante o Congresso Americano afirmando que o aquecimento global observado nos últimos anos havia sido provocado pelas emissões de CO2 devido à queima de combustíveis fósseis [carvão mineral, petróleo e gás natural] em decorrência das atividades humanas.

Nesse mesmo ano, foi criado o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas [sigla em Inglês, IPCC] e a histeria do aquecimento global antropogênico [AGA] se alastrou globalmente.

Na realidade, esse movimento teve sua origem em 1972 com a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, conhecida como Conferência de Estocolmo [Suécia], que não teve muita relevância na mídia por conta do período frio que persistia desde 1946.

Portanto, dessa breve história, é possível concluir que o clima varia por causas naturais e que períodos quentes são benéficos, enquanto períodos frios são ruins para a Humanidade.

2. O Efeito Estufa
O IPCC foi criado com o fim específico de demonstrar que as atividades humanas exercem influência significativa no clima global e não para determinar, com transparência, as causas físicas naturais do aquecimento entre 1976-2005.

Ou seja, o órgão já nasceu com um viés severo.
 
A irracionalidade do aquecimento global induzido pelo homem leva a absurdos

O pilar principal da teoria do AGA é o efeito-estufa.

Pela definição utilizada pelo IPCC, o efeito-estufa se assemelha ao processo que acontece numa estufa de plantas [casa de vegetação].

Os painéis de vidro da estufa permitem a passagem da radiação solar, que é composta de radiação ultravioleta [UV], radiação visível aos nossos olhos [VIS] e da radiação infravermelha [IV], de pequeno comprimento de onda [até 4 micrômetros].

A radiação solar aquece as superfícies internas da estufa e estas aquecem o ar e emitem IV térmica.

O vidro é opaco à IV térmica e aprisiona comprimentos de onda superiores a 3 micrômetros dentro da estufa.

Muitos acreditavam que esse processo era responsável pela temperatura do ar dentro da estufa ser mais elevada que a temperatura do ar fora da estufa.

Como já se sabia que as temperaturas do ar próximas à superfície terrestre são mais elevadas que as que encontram em níveis mais altos da atmosfera, passaram a fazer analogia com o que ocorria na estufa, após o pesquisador britânico John Tyndall, em 1859, ter descoberto que gases como vapor d’água [H2O], dióxido de carbono [CO2] e metano [CH4] absorvem IV térmica.

Ou seja, a superfície terrestre, aquecida pela radiação solar, emite IV térmica que é absorvida pelos constituintes minoritários da atmosfera, como CO2 e CH4, os chamados gases de efeito-estufa [GEE].

Estes reemitiriam IV térmica em todas as direções, inclusive de volta para a superfície e reduziriam a perda de IV térmica para o espaço exterior.

Os GEE, principalmente o CO2, atuariam como os painéis de vidro da casa de vegetação, “aprisionando” a IV térmica.

Essa seria a explicação para manter a temperatura do ar próximo à superfície terrestre mais elevada que nas camadas mais altas da atmosfera.

E a conclusão óbvia que vem dessa definição é que, se as concentrações do CO2 — por meio da queima de combustíveis fósseis — e as de metano — por meio do aumento do número de cabeças de gado ruminante [e.g. vaca, ovelha, cabra] — aumentarem, mais IV térmica é absorvida pelos GEE, menos IV escapa para o espaço exterior, e o clima do Planeta se aquece!

Essa definição de efeito-estufa é altamente questionável e isso pode ser demonstrado por, pelo menos, quatro argumentos.

1º) Robert W. Wood, em 1909 [111 anos atrás], provou que a temperatura do ar dentro da casa de vegetação não dependia do aprisionamento da IV térmica emitida por sua superfície e paredes internas.

Construiu dois modelos de estufa, uma com cobertura de vidro e outra com cobertura de sal de rocha [halita = rock salt]. Contrariamente ao vidro, halita é transparente à radiação IV térmica.

Expôs os dois modelos ao Sol, medindo suas temperaturas internas, e concluiu que as temperaturas finais das duas estufas foram praticamente iguais, com uma pequena diferença de cerca de 1°C entre elas.

Sua conclusão foi que a temperatura do ar dentro da estufa era maior que a do ar fora da estufa não por conta do aprisionamento da IV térmica pela cobertura de vidro, mas porque o ar estava confinado dentro da estufa.

Na atmosfera livre, quando o ar é aquecido, ele se torna menos denso, adquire flutuabilidade e sobe [convecção = transporte de calor por transporte de massa], sendo reposto por ar mais frio vindo das redondezas e/ou de camadas atmosféricas superiores.

Portanto, não se pode comparar o efeito da casa de vegetação com o que ocorre na atmosfera terrestre.

2º) Ocorreu um aquecimento global entre 1916 e 1945, observado e bem documentado, e não é possível usar a definição de efeito-estufa do IPCC para explicar esse aquecimento, pois a concentração e as emissões humanas de CO2 eram pequenas naquela época quando comparadas com as atuais.

As temperaturas da década de 1930 ainda são as mais elevadas já registradas nos últimos 130 anos no Hemisfério Norte e na Austrália.

É bem mais provável, como foi dito, que o aquecimento de 1916-1945 tenha sido natural, causado pelo aumento da atividade solar e redução da cobertura de nuvens.

Topos de nuvens refletem radiação solar de volta para o espaço exterior.

Quando a cobertura de nuvens é reduzida globalmente, como ocorreu entre 1976 e 2000 de acordo com os resultados do ISCCP, entra mais radiação solar no sistema climático e o Planeta se aquece.

Torna-se, também, difícil explicar o resfriamento ocorrido entre 1946-1975, pois as emissões de CO2 e sua concentração aumentaram pós-guerra devido à expansão industrial.

3º) A lei de Beer-Bouguer-Lambert afirma que a absorção de radiação por um gás diminui logaritmicamente com aumento de sua concentração.

Esse conhecimento científico é de maneira conveniente ignorado pelos IPCC e apoiadores do AGA.

Com a atual concentração de 400 partes por milhão por volume [ppmv], o CO2 já absorve 87% da IV térmica em sua principal linha espectral ou banda de absorção centrada no comprimento de onda 15 micrômetros.

Ou seja, a contribuição restante na absorção de IV térmica por essa banda seria de, no máximo, 13% mesmo se a concentração de CO2 passar dos 1200 ppmv, o pior dos cenários futuros de concentração de GEE produzidos pelo IPCC, o RCP 8.5 [Representative Concentration Pathway 8.5], que muitos concordam ser impossível de ser atingido com a atual taxa de crescimento de sua concentração.

Em 2013, Murry L. Salby estimou que, aumentando as emissões de CO2, digamos para 1.000 ppmv, i.e. 2,5 vezes a atual, o efeito na temperatura global seria de apenas 0,14°C.

A média do aumento da temperatura estimados por alguns outros pesquisadores, como Richard Lindzen, Ian Plimer, Robert Carter, Timothy Ball e David Archibald, não passa de 0,5°C.

Uma analogia para se entender a redução da absorção da radiação IV térmica com o aumento da concentração de CO2 seria a pintura de uma janela de vidro com sucessivas demãos de tinta branca.

Após a aplicação da primeira demão de tinta, o vidro ainda permite a passagem da luz.

Uma nova demão sobre a primeira reduz ainda mais a passagem da luz e, assim, sucessivamente até que o vidro fique opaco e demãos de tinta adicionais não terão efeito algum, pois o vidro já não permite a passagem da luz.

Finalmente, é a explicação que a Mecânica Quântica apresenta com relação à absorção de IV térmica pelo CO2.

A atmosfera terrestre é composta de Nitrogênio [N2 = 78%], Oxigênio [O2 = 21%] e Argônio [Ar = 0,9%, um gás nobre], esses três gases constituem 99,9% do ar, enquanto o CO2 apenas 0,04%.

Existem, portanto, cerca de 2.500 moléculas desses gases para cada molécula de CO2.

A molécula de CO2 é poliatômica [mais de 2 átomos] e sem polaridade.

Ela absorve radiação IV por meio de sua rotação ou por vibração de seus átomos.

Ao absorver um quantum de radiação IV térmica, a molécula de CO2 passa de seu estado básico para um estado energético mais elevado, vibra/roda e se choca com algumas das 2.500 moléculas a sua volta, transferindo a energia IV absorvida por meio da colisão e retornando ao seu estado básico.

A Mecânica Quântica afirma que colisões inelásticas são 10 mil vezes mais eficientes para trazer a molécula de CO2 de volta a seu estado básico do que sua emissão de IV.

Portanto, se a molécula de CO2 normalmente perde a energia absorvida por meio de colisões, ela não pode emitir radiação IV térmica e aquecer a superfície terrestre como explica a teoria do AGA defendida pelo IPCC.

Não há dúvida de que o CO2 aquece a atmosfera.

Mas, a sua concentração atual é tão minúscula, muito pouca massa, 400 ppmv [= 0,04%], que é impossível medir sua contribuição para o aquecimento do ar.

É o ar [mistura gasosa, principalmente N2 + O2 + Ar] que se aquece como um todo e irradia IV térmica em direção à superfície terrestre.
Como dito acima, se a concentração de CO2 dobrar até o final deste século como apregoa o IPCC [cenário RCP8.5], ainda assim seu efeito será insignificante.

Em outras palavras, na hipótese [ridícula] de se retirar todo CO2 da atmosfera, as temperaturas do ar na superfície terrestre seriam semelhantes às de hoje.

Em adição, CO2 não é um gás tóxico ou venenoso, CO2 é o gás da vida.

Plantas fazem fotossíntese com CO2 e, com concentrações abaixo de 200 ppmv, a maioria das plantas não conseguem fazer a fotossíntese e morrem e, com elas o ser humano e os animais.

Portanto, quanto maior for a concentração de CO2, maior será o benefício para a Terra e seus habitantes.

A frase ouvida com frequência da boca de políticos, burocratas e pretensos ambientalistas “temos de reduzir as emissões de CO2 para evitar que o mundo se aqueça acima de 2°C até o ano 2030”, não faz sentido algum.

O “limite de 2°C” foi inventado por Hans “John” Schellenhuber, diretor do Instituto de Impactos Climáticos [IPK], Potsdam, Alemanha, sem comprovação científica alguma.

Tirou esse valor da “cartola”! Conforme comentado acima, o clima global já esteve mais aquecido que isso no passado e nada de catastrófico aconteceu.

Lamentavelmente, esse mesmo pesquisador foi o assessor do Papa Francisco para assuntos de clima na elaboração da Encíclica Laudato Si, que contém vários parágrafos com afirmações que o homem está aquecendo o mundo com suas emissões de CO2, resultando em aumento do nível dos mares, degelo dos polos, aumento de eventos atmosféricos extremos, todas sem comprovação científica [ver Laudato Si, Cap 1 “Clima como bem comum”, itens 23 a 26].

Afirmações semelhantes também são encontradas no Instrumentum Laboris — publicado outubro de 2019 por ocasião do Sínodo da Amazônia — em particular nos itens 9, 16 e 54.

Esses documentos dão mais munição para alarmistas do clima e para ambientalistas doutrinados.

Em resumo, a concentração de CO2 na atmosfera não controla o clima global.

A atmosfera não “cria” energia para aquecer o planeta, ela apenas retarda a perda de IV térmica, emitida pela superfície, para o espaço exterior.

Reduzir as emissões humanas de CO2 seria inútil, pois não teria algum efeito sobre o clima.

A COVID-19 é um exemplo disso.
Houve uma redução significativa das atividades industriais e nos transportes devido à redução de mobilidade das pessoas durante a pandemia que resultou na redução das emissões e ainda não se vê impacto algum na concentração de CO2.

Concomitantemente, protocolos que visam a redução de emissões humanas de CO2, como o Protocolo de Kyoto [1997] e o Acordo Climático de Paris [2015] não surtirão efeito algum, pois o CO2 não controla o clima global.

Logo após a promulgação do Acordo, Bjorn Lomborg afirmou que se todas contribuições nacionais prometidas forem cumpridas fielmente até 2030, e continuarem a mantê-las por mais 70 anos depois de 2030, a redução total na temperatura global obtida pelo Acordo de Paris será de 0,17°C em 2100.

Por outro lado, os combustíveis fósseis [petróleo, carvão mineral, gás natural] são responsáveis por 85% da geração de energia elétrica mundial.

Reduzir as emissões humanas de CO2 significa gerar menos energia elétrica e obstruir o desenvolvimento de países subdesenvolvidos, aumentado a miséria e a desigualdade social no mundo.

Continua no próximo post: Prof. Molion: “Não podemos comandar a Natureza, apenas obedecê-la”

* o autor é escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs.

Publicado no blog https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2020/12/prof-molion-historia-do-clima-mostra.html



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domingo, 20 de dezembro de 2020

Para que a pressa com a vacina?

Richard Jakubaszko   

Eu respondo pra você, Bolsonaro. A pressa não é só dos brasileiros, é de todos os líderes do mundo. Como você não é líder, não consegue entender isso. Não tem empatia nem com as pessoas e nem com os brasileiros, e lança mais uma suspeita sobre quem está tentando resolver o problema, pois a vacina, no curto prazo, é a única solução para que as pessoas voltem a viver, a respirar um ar mais puro. Somente com a vacina vamos conseguir fazer o Brasil ir em frente, conseguir empregos, ganhar o dim-dim necessário pra comprar carne, leite, feijão com arroz, e reduzir a fome de quase 70 milhões de brasileiros.

Você é vaso ruim, Bolsonaro, vaso ruim não quebra, já teve até o Covid-19, que teve pena de você, e que os médicos mais caros do Brasil te ajudaram a vencer o problema, por isso você não entende a pressa.

Eu também tenho pressa, sim, não apenas da vacina, mas de fazer com que o seu tempo na presidência seja o mais breve possível. Eu tenho pressa, sim, de acabar com esse tempo que atravessamos de ouvir e ler tantas asneiras e imbecilidades que você inventa todos os dias, porque você não tem a mínima sensibilidade para com seres humanos, muito menos com os brasileiros. Seu tempo na presidência indica apenas um trabalho árduo para defender seus filhos de tantas encrencas, tantas rachadinhas, tanto dinheiro achocolatado entrando pelos bolsos bolsonarianos.

O que eu não entendo, Bolsonaro: por que os brasileiros não têm pressa de evacuar você da presidência? A única coisa que você conseguiu fazer em seu governo foi acabar com o direito dos brasileiros de se aposentarem com um mínimo decente para sobreviver na velhice. Acho que você queria aliviar o caixa do INSS, não é? Claro, porque você já tem aposentadoria de R$ 11 mil como capitão aposentado no exército, afora os R$ 28 mil como deputado federal, e agora na expectativa de ter outra aposentadoria como ex-presidente, quem sabe mais uns R$ 35 mil por mês. Tá bom, não é ilegal, mas é imoral, presidente sem pressa de vacina, mas com pressa de matar mais velhinhos para aliviar ainda mais o caixa do INSS, né não?

Vai te embora pro quinto dos infernos, cara, mais vai com pressa, tá bom? A gente não suporta ver mais a tua cara na TV e nos jornais, você parece um jacaré...

 

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Quantas imbecilidades acontecem neste nosso Brasil

Richard Jakubaszko   

Todo dia tem uma imbecilidade nas manchetes dos jornais. Seja do tosco bolso, seja de ministros ou governadores. Parece haver um campeonato para ver quem diz a maior barbaridade, especialmente sobre a pandemia, com variáveis que vão das vacinas ("não vou tomar", "não vamos usar a vacina chinesa"), às proibições de vender bebida alcoólica depois das 20h00 - e se a cerveja chegar na mesa às 19h45, vai poder consumir depois da 20h00?

Troféu kimbecil neles! Cloroquina em todos eles!!! Olha o campeão aí embaixo:



 

 

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Moro: muito mais que simples suspeito

Richard Jakubaszko  

O tempo tem mostrado os erros judiciais do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro e do grupo que ficou conhecido como lava-jato. Moro é agora consultor de uma empresa americana que administra o espólio da OAS e Odebrecht, empresas que tiveram suas situações empresariais destruídas pelas decisões de Moro. Para condenar Lula, e impedir sua candidatura à presidência em 2018, o ex-juiz destruiu quase tudo à sua volta e depois foi ser ministro da Justiça de Bolsonaro. O lawfare praticado contra Lula ficou escancarado e o julgamento sobre tornar ou não Moro suspeito está no STF há 2 anos, aguardando uma decisão.

No vídeo-documentário abaixo o Instituto Lula mostra os erros cometidos por Moro e a lava-jato ao longo dos julgamentos. 

Que cada um julgue conforme sua consciência as intenções de Moro e da lava-jato: https://www.youtube.com/watch?v=m7PxI68Xq_U&feature=youtu.be



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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Por sintonia ao amanhecer que chegando em sustenidos.

Carlos Eduardo Florence *

Veio, grito, feio.

Horror.

O ano afastou o abraço, o laço, o ser, o se ter.

Asco.

Prudência criou angústia.

A tese ânsia.

Amorteceu em nós o nós.

Lúcifer cuspiou, colhemos solidão.

Mas o homem cria, crê, cresce.

Mais um dia ou do amém surge, por alguém ou sim, do talvez, enfim, do além, por sina ou sorte, a vacina, a rima, o sorriso, o por fim.

E deste, assim, enfim, revoa e volta o achego, o afeto, o traço, o abraço.

De véspera e espera, segue de antemão este então de que nos vejamos muito no ano que se dará de saúde e remissão.

Tudo de melhor a todos os seus.

Até um breve.

Desejo e sonho.

 

 

 

 

 

 

 


* o autor é economista, blogueiro, escrevinhador, e diretor-executivo da AMA – Associação dos Misturadores de Adubos
Publicado em http://carloseduardoflorence.blogspot.com/2020/12/sintonia-ao-amanhecer-que-chegando-em.html

 


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sábado, 12 de dezembro de 2020

Primeira fase da vacina reduz mortes, antes de evitar pandemia

Fernando Brito * 

Muita gente tem pensado na vacinação – que, lamentavelmente ainda não está próxima para os brasileiros – como uma solução imediata para a pandemia do novo coronavírus.

Infelizmente não é e isso torna mais fácil de compreender a opção de quase todos os países de estabelecer cronogramas de vacinação que combine o máximo possível de ganhos com a indisponibilidade de vacinas em quantidades suficientes para todos e a viabilidade de aplicá-las.


A razão essencial de vacinar os mais idosos em primeiro lugar é a de reduzir o número de casos graves e fatais, mais comuns nesta faixa etária. Nesta etapa, não há, em escala significativa, redução da transmissão, não só porque o efeito de pessoas vacinadas é pequeno quando pelo fato de, com menor circulação, os idosos são vetores menores de contágio que a população mais jovem, mais ativa socialmente (trabalho, transporte, escolas etc.).


Para haver bloqueio da transmissão, será preciso que a cobertura vacinal vá muito além disso. Dependendo da eficácia da vacina usada e de condições sobre as quais não temos ainda conhecimento (clima, características genéticas das populações, grau de adensamento urbano etc.) será preciso que a imunização vá a patamares muito altos.


Os imunologistas desenvolveram modelos matemáticos para determinar esta taxa de cobertura, conhecida como “Teorema dos Limiares”, que leva em conta a taxa de transmissão da doença (R0,“erre-zero”) e a taxa de eficácia do imunizante para determinar qual a percentagem da população precisa estar imunizada para cessar, em escala, a transmissão. Mas não é tão simples, porque há outros fatores que influenciam nisso.


É por isso que, mesmo quando chegarmos na fase da vacinação massiva, até que esta atinja percentagens muito altas, teremos de continuar com as medidas de distanciamento social e com o uso de máscaras.


É por isso que – ao contrário das bobagens que diz o general da Saúde sobre “se houver demanda” – a recusa ou temor de vacinar-se (inclusive com a estúpida “razão” ideológica de ser uma “vacina chinesa”) não é uma questão meramente de “liberdade individual”, mas do direito da coletividade em estar protegida contra uma doença letal.


Cada pessoa que não se vacina é, potencialmente, mais que um possível doente: é um possível transmissor da doença. Pode até, “por seu histórico de atleta” (o que já se viu ser uma outra bobagem) alguém que não desenvolva os sintomas, mas ser também quem leve a doença para outros.


Outros não imunizados ou, mesmo tendo sido vacinado, estarem no intervalo de duas doses ou, por serem as “exceções” na formação de defesas, serem aqueles poucos que não serão protegidos com a vacina.


No Brasil burro e egoísta em que vivemos nos últimos anos e com um negacionista a pregar que estamos “no finalzinho” de uma praga sem igual em nossa história recente, esclarecer as pessoas é um dever de humanidade.


* o autor é jornalista, editor do blog Tijolaço

Publicado em https://tijolaco.net/primeira-fase-da-vacia-reduz-mortes-antes-de-evitar-pandemia/

 

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Pandemia vai de mal a pior

Richard Jakubaszko  

E pode piorar mais ainda caso as autoridades continuem "administrando" a pandemia com o descaso que têm demonstrado desde o seu início, como se fosse uma "gripezinha". A segunda onda já chegou, vários países mundo afora iniciam as campanhas de vacinação, mas aqui a discussão é política e "ideológica" (vacina chinesa, não!), todos os eleitos se programando para 2022, levando vantagem desde já. Natal não vai ter, para muita gente, não há o que comemorar. As pessoas que levam a sério o assunto estão fechadas em casa, protegem-se dentro do possível, mas a grande maioria parece acreditar que a pandemia acabou, e circula afoita, muitos sem máscaras, ou com as mesmas cobrindo o queixo e a papada. Acreditam naquilo que o Messias, o mito de suas imbecilidades, tem dito de que todos vamos morrer um dia, portanto, não haveria com o que se preocupar. Agora, vai judicializar a vacinação, era só o que faltava...

O Brasil imbecilizou de vez, e definitivamente. Brasileiros, acordem!



 

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Safra de vinho 2020 foi muito ruim

Richard Jakubaszko   

Antes que os enólogos reclamem, aviso que o meme abaixo é uma metáfora filosófica contemporânea, enviada pelo meu amigo Delfino Araújo, jornalista lá da DBO, e que apesar das maledicências da web e das redes sociais, continua bebericando seus vinhos, assim como eu. 



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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Como será o Natal da pandemia?

Richard Jakubaszko  

As chamadas e - acredite - autoridades eleitas deste país estão trabalhando muito por causa da pandemia do coronavírus. Regulam e administram tudo o que possa dizer respeito à novas contaminações, até mesmo  o nosso direito de nos encontrarmos com amigos e parentes.

O Natal não vai ficar de fora do festival de besteiras que andam fazendo em termos de decisões políticas. Será proibido comemorar o Natal em clubes e restaurantes, e até mesmo reunir grande número de pessoas em sua própria casa. Teremos que ser seletivos ao convidar os parentes mais próximos para celebrar o Natal. Quem tiver quatro filhos, por exemplo, todos casados, terá de deixar os netos de fora, ou os filhos, pois andam calculando um máximo de 10 pessoas por festa. Enfim, será um Natal diferenciado, haverá economia na aquisição de presentes e menos despesas com comidas e bebidas.

Para as famílias pequenas, mas com numerosos amigos, olha só o que a web e as redes sociais andam falando:



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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Escritor norueguês analisa a relação ambígua de seu país com a Amazônia: “Somos parte da solução e do problema”

Débora Pinto

Estação de tratamento de água da Alunorte, refinaria da mineradora norueguesa Hydro em Barcarena (PA). Foto: Anders Vindegg/Hydro.   
Em seu novo livro, ‘A luta pela floresta’, o geógrafo social Torkjell Leira faz umbalanço dos 40 anos de relação da Noruega com a Amazônia. Uma relação ambígua, segundo ele, já que o mesmo país que investe bilhões em preservação também subsidia empreendimentos industriais que aceleram a degradação da floresta.

A Noruega investiu cerca de 900 milhões de dólares em conservação na última década através do Fundo Amazônia e outras iniciativas. Mas, segundo Leira, investimentos de companhias e instituições estatais norueguesas em atividades prejudiciais à floresta alcançaram um valor cinco vezes maior.

O geógrafo social norueguês Torkjell Leira é conhecido como um dos principais especialistas sobre o Brasil em seu país. Desde a experiência de um intercâmbio, há aproximadamente trinta anos, o também escritor passou a direcionar seus estudos e atividades de trabalho para as terras e gentes brasileiras — seu foco na Amazônia o levou a trabalhar por seis anos na Fundação Rainforest, além de coordenar projetos junto a comunidades para organizações e empresas na região. Há décadas Leira acompanha de perto as relações entre Brasil e Noruega no que se refere às questões ambientais e climáticas, sendo uma importante voz em defesa da floresta também quando está em sua cidade, a capital Oslo.

É a partir dessa perspectiva que o escritor lança no Brasil o livro A luta pela floresta: como a Noruega ajuda a proteger — e a destruir — o meio ambiente no Brasil, pelo selo Hiperbórea, da editora Rua do Sabão. Quase como um suspense, a narrativa parte das tubulações da mineradora semi-estatal norueguesa Hydro — às quais Leira teve acesso após escândalo ambiental de vazamento de rejeitos que ganhou proporções internacionais.

No desdobrar, vão sendo relatados os muitos pontos de conexão entre os dois países, desde os tempos dos chamados ciclos da borracha, em que representantes noruegueses da habilidade nórdica de navegação praticamente monopolizavam o transporte de produtos e pessoas na região, até as mais íntimas e contemporâneas relações entre agentes de poder político e econômico que fazem do Brasil, e mais especificamente do solo amazônico, um território de farto investimento nem sempre alinhado com a proteção à floresta.

Leira trata, com a mesma intensidade, da forma como a preservação da floresta tropical consolidou-se ao longo de décadas como uma prioridade na cultura dos noruegueses, destacando ainda o processo que levou à criação, em 2008, do Fundo Amazônia, maior projeto de colaboração entre Brasil e Noruega em prol da conservação, encerrado pelo governo Jair Bolsonaro em 2019.

Nesta entrevista exclusiva para a Mongabay, Torkjell Leira repercute a as informações publicadas em seu livro, analisa as delicadezas das relações atuais entre os dois países e rebate a narrativa que coloca as regulações a iniciativas internacionais em prol da floresta como ações de natureza neocolonial.

Escritor norueguês Torkjell Leira. Foto Siw Pessar

Mongabay: Em seu livro, você detalha o protagonismo e as ambiguidades da atuação da Noruega na Amazônia. Como é lançar essa obra no Brasil no momento em que o discurso governamental vigente demoniza iniciativas estrangeiras em território amazônico?

Torkjell Leira: É algo que me preocupa muito. Quando falamos da relação entre Brasil e Noruega hoje no que se refere ao meio ambiente, eu acredito que é difícil piorar. Mas, mesmo percebendo a delicadeza do momento, que envolve ainda o pior ataque aos povos indígenas provavelmente desde a época da ditadura militar — além de toda a drástica piora nas políticas ambientais sob Bolsonaro —, eu não posso deixar de tornar públicas as ações do governo e do setor industrial norueguês que são prejudiciais à floresta. Porém, eu também descrevo a íntima relação dos noruegueses com a causa da conservação amazônica e as muitas ações positivas em uma colaboração de pelo menos quarenta anos entre os dois países para a região. Realmente espero que o livro não seja usado para supostamente embasar críticas unilaterais à Noruega.

O escândalo ambiental ocorrido em 2018 envolvendo a gigantesca mineradora semi-estatal norueguesa Hydro na comunidade paraense de Barcarena é o fio condutor da narrativa que percorre de forma fortemente embasada outros aspectos questionáveis do investimento norueguês na floresta. Como os noruegueses receberam essas informações?

As pessoas ficaram chocadas. Eu mesmo fiquei bastante surpreso quando percebi, após um estudo rigoroso, o tamanho dos recursos que foram destinados para as forças e os atores que ajudam a destruir a floresta e a desproporção em relação ao que é destinado para a conservação. A Noruega investiu aproximadamente 8 bilhões de coroas [900 milhões de dólares, no câmbio atual] em conservação na última década, através do Fundo Amazônia e outras iniciativas. Mas se formos somar os investimentos em empresas brasileiras que degradam advindos do nosso fundo soberano do petróleo, os investimentos diretos das companhias norueguesas e a importação da soja brasileira que alimenta o nosso salmão, temos um valor pelo menos cinco vezes maior. Somos parte da solução, mas também parte do problema. Eu espero que as informações que estão no livro de alguma forma possam ajudar a reduzir o problema e a ampliar a solução.

Em 2019 os repasses noruegueses destinados ao Fundo Amazônia foram congelados após divergências com o governo brasileiro. Já em maio de 2020 foi a vez do fundo soberano noruegês excluir a Vale e a Eletrobrás de sua lista de investimentos por impactos negativos ao meio ambiente e aos direitos humanos. Como você avalia essa intensa retirada de recursos — e a narrativa que insinua tratar-se de uma estratégia neocolonial, um modo indevido de intervenção externa nas políticas ambientais brasileiras?

Sobre a retirada dos recursos por parte do fundo soberano, a pergunta que fica é: como empresas que sabidamente degradam o meio ambiente e prejudicam as populações locais estavam recebendo esse investimento até agora? É necessário que esses critérios sejam melhor elaborados, não adianta só querer fazer o papel bonito na história. O governo Bolsonaro fechou os comitês que cuidavam do Fundo Amazônia, levando o governo noruguês a encerrar o seu apoio e dissolvendo uma década de colaboração. Ninguém acha bom tirar dinheiro do Brasil. A única coisa que está sendo solicitada é que a legislação ambiental brasileira seja respeitada. É importante perceber que o discurso sobre neocolonialismo vale para entidades estrangeiras que atuam na proteção da floresta, enquanto as empresas de capital estrangeiro seguem sendo bem-vindas para explorá-la de maneira predatória.

Diante deste cenário estarrecedor é possível observar, do seu olhar, algum caminho para interromper a escalada de destruição na Amazônia?

Com certeza. Há dez anos o Brasil era uma referência mundial no combate ao desmatamento ao mesmo tempo em que experimentava crescimento econômico — e o sistema capitalista selvagem era o mesmo. Claro que hoje temos um cenário global distinto, mas o país sabe exatamente quais são as práticas que dão certo porque ele mesmo já implementou e teve bons resultados. Outros fatores favoráveis são a intensificação da pressão internacional e — algo que é novo — a importância que hoje é dada à questão ambiental por parte dos investidores estrangeiros, muitos deles inclusive noruegueses. É possível transformar a realidade desde que se tenha um governo que coloque a questão da conservação na centralidade da pauta e que aja com a intenção real de manter a floresta em pé. Eu realmente acho que é fundamental sabermos valorizar o que foi construído, aprendido — e não apenas lamentar o que estamos perdendo, mesmo que tantos esforços estejam sendo comprometidos. Para finalizar com uma expressão em português, eu diria: muita calma nessa hora.

Publicado originalmente em https://envolverde.com.br/escritor-noruegues-analisa-a-relacao-ambigua-de-seu-pais-com-a-amazonia-somos-parte-da-solucao-e-do-problema/


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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

27ª Agrishow anuncia nova data: 21 a 25 de junho de 2021

Richard Jakubaszko 
  
A feira estava prevista para acontecer no final de abril do próximo ano. Entretanto, devido à pandemia do coronavírus, e da ameaça da segunda onda que se mostra cada vez mais real, os organizadores discutiram a alteração de data.

A Agrishow é um evento propulsor de geração de negócios e relacionamentos entre fabricantes e produtores rurais, estabelecendo uma comunicação direta entre eles, proporcionando o crescimento contínuo do agronegócio brasileiro.

Após uma análise minuciosa e conversas com os expositores, as realizadoras do evento (Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB - Sociedade Rural Brasileira), juntamente com a Informa Markets, decidiram realizar a Agrishow no período de 21 a 25 de junho de 2021, quando o anúncio do Plano Safra 2021/2022 já terá sido realizado e os recursos, disponibilizados.

Espero poder encontrar por lá todos os amigos, vivos e saudáveis, durante a próxima Agrishow.

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domingo, 29 de novembro de 2020

Boulos, impedido de votar, pede a virada da sacada de sua casa.

Richard Jakubaszko  

O que parecia impossível no meio deste mês, hoje, dia de votação do 2º turno, as pesquisas mostram que é viável a virada em São Paulo. Boulos apareceu hoje na sacada do prédio onde mora, e exibiu cartaz com o "Vamos virar!". Ele tem 46% dos votos válidos, e se considerarmos o viés de 3% para mais ou para menos a virada pode acontecer, e aí teremos mudança. No final do dia saberemos quem será o novo prefeito de São Paulo.

Boulos foi diagnosticado com o Covid-19, e não pode votar hoje.

 

 

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sábado, 28 de novembro de 2020

Vacina: nem tão cedo, nem para tantos.

Fernando Brito *  

Vacina contra Covid-19 não deve ser oferecida para toda a população, diz Ministério da Saúde, estampa a manchete da Folha esta manhã.

É admissão, afinal, do que era óbvio, por várias razões e a maior delas é a lentidão do Governo Federal em procurar acordos com os fabricantes das potenciais vacinas, a demora em quase três meses da adesão brasileira à iniciativa Covax, da Organização Mundial de Saúde e a recusa ideológica em apoiar os testes da vacina chinesa.

Claro que agora se junta mais um complicador: a necessidade de uma nova bateria de testes da vacina Astrazêneca-Oxford, o que deve atrasar em pelo menos dois meses a sua aprovação sanitária.

Já tinha sido dito aqui e é claro que não haveria possibilidade de cobertura vacinal em curto e nem mesmo a médio prazo.

Agora, fala-se em imunizar um terço da população até o fim do primeiro semestre e a metade até o final de 2021, ambas hipóteses otimistas, porque demandariam, respectivamente, pouco mais de 200 e 400 milhões de doses e tudo o que temos contratado até agora são 140 milhões (100 milhões da vacina de Oxford e 46 milhões da Coronavac).

Todo o resto é intenção e intenção não vai bastar diante da demanda mundial.

A verdade é que um governo negacionista em relação à pandemia como o que temos não iria – e não vai – dar à aquisição e à produção local de vacinas a prioridade que deveria ter.

E é o mesmo nas declarações presidenciais absurdas de que quem não quiser tomar a vacina está decidindo apenas sobre sua vida. A cadeia de transmissão pode passar por alguém – como ele se diz – com “histórico de atletas” sem maiores problemas e se transmitir para seu pai, sua mãe ou seu amigo com resultados letais.

Esperemos, portanto, que tenhamos todos vacinados apenas em 2022. E, preferencialmente, vacinados também para a estupidez que contaminou o país.

* o autor é jornalista e editor do blog Tijolaço.
Publicado em https://tijolaco.net/vacina-nem-tao-cedo-nem-para-tantos/

 

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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Aprovação de Bolsonaro vai caindo...

Richard Jakubaszko  
Como sempre, bem humorada e perversa, a web mostra em memes o que acha da política brasileira. E não é que é verdade mesmo:



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