sábado, 30 de abril de 2022

Agrishow e o novo normal

Richard Jakubaszko 
Depois de 2 anos sem ser realizada, a maior feira do agronegócio voltou a despontar. Os encontros e reencontros dos amigos, parceiros e conhecidos de longa data, e não foram poucos, mostraram-se emocionantes. Muita gente, depois dessa pandemia (que ainda não acabou...), retornou ao nosso convívio gregário com algo a mais, mais amigo, mais gente, como um ser humano mais lapidado e mais fraterno. São pessoas que deixam a vida da gente mais leve.

Outros retornaram mais hipócritas e imbecis, mais ambiciosos e mais vaidosos do que nunca, exacerbando as diferenças. A beleza e o encantamento do convívio humano, para aqueles que a sentem, foi inesquecível. Aos que já eram pessoas avinagradas a pandemia parece ter acelerado esse processo. Alguns lances e episódios mostro aqui nesse rápido descritivo, evitando ao máximo revelar os autores, porém denunciando alguns feitos episódicos que comprovam a natureza humana de ser também um predador de sua própria espécie.

De uma forma geral a Agrishow foi a mesma de sempre. Tudo é superlativo nessa feira, palco de exibição de muita tecnologia para a agricultura.

Excetuando os grandes expositores, as empresas maiores fabricantes de tratores, porque difícil a gente falar com os diretores responsáveis, todos os amigos que contatei reclamaram das condições impostas pela Agrishow aos expositores e aos visitantes. Condições que são melhores em outras feiras, mais bem estruturadas, como o Show Coopavel ou a Cotrijal.

Ora, na Agrishow tem muita gente, mais de 35 mil pessoas por dia, que é um público de clássico de futebol, e isso traz encrenca de tudo o que é jeito, a começar pelo acesso por automóvel, seja no início do dia, desde antes das 8 da manhã ou no fim do dia depois das 18 horas. Entrar ou sair da feira é um enorme pesadelo. Os que deveriam ajudar o fluxo do tráfego parecem receber ordens para complicar ainda mais o visitante da feira, seja expositor ou visitante. Houve muitos casos de gente que ficou mais de 3 horas em filas de carros à procura de uma vaga para estacionar. Debaixo de um sol escaldante... Para sair do parque, eu mesmo, depois de um dia cansativo, por volta de 19:00 horas, demorei mais de duas horas para ter a sorte de entrar na rodovia, num trânsito que na feira era afunilado, parece que propositalmente. Na segunda, em dia de visita do presidente Bolsonaro, o caos foi perfeito, provocado pela segurança. Cheguei de São Paulo na feira menos de 9h00, mas só consegui entrar no parque 11h40. Bolsonaro entrou a cavalo na feira, e provocou tumultos de toda ordem, evidentemente, porque pensa de forma urbana, e acredita que aquilo lá é um imenso rodeio de peões.

A queixa acima foi observada e vi relatos mil comprovando que os administradores da Agrishow (a Informa) não estavam num bom ano, ou, o mais provável, contrataram gente com pouca prática pra gerenciar um evento daquela magnitude. Se a gente diagnostica mal um problema, qualquer solução será paliativa e pode até piorar o problema.

O trânsito a pé na feira é perverso, pois apenas a avenida central é asfaltada, e a praça central é coberta com blocos de concreto, cerca de uns 500 m2, as demais ruas (95% da feira) são de terra com brita. A caminhada na brita é penosa, cansativa, até mesmo perigosa. Destruí, este ano, literalmente, um par de sapatos e uma botina, ambos ainda de pouco uso, por conta do piso. A poeira chega a ficar sem importância no final do dia, ou mesmo o calor e a baixa umidade da atmosfera, típicos da época em Ribeirão Preto. A brita esgota os visitantes.

Outra reclamação, bastante antiga, foram os banheiros, sempre cheios, e cujas equipes de limpeza parecem ser incapazes de manter os locais sempre limpos. É muita gente, isso é verdade, mas a administração parece ignorar as reclamações dos expositores quanto a isso. E pior, o incompetente ou pouca prática que estava mandando este ano, mandava fechar os banheiros a partir de 19h00, provocando um fenômeno de descartes de urina a céu aberto na Agrishow, de gente que ficava nos estandes tomando uma cervejinha e conversando, esperando o trânsito amainar e quando queria ir ao banheiro não tinha nada aberto. Na emergência os apertados faziam xixi em qualquer grama por perto, deixando por conta do sol quente do dia seguinte ferver os líquidos indevidos e disseminando esses odores aos nossos narizes. 

Queixas contra os organizadores da Agrishow sempre existiram. Que era uma feira muito mais cara que as outras, que os hotéis e restaurantes exploravam com preços até 10 ou 20 vezes maiores, além da arrogância típica daqueles que possuem o monopólio de algum mercado ou segmento. Críticas de que os expositores não podiam, por exemplo, usar um guindaste próprio dentro do espaço da feira, porque devem usar - e pagar - por um guindaste de alguém de dentro da feira, e um serviço desses de R$ 200,00 reais ou 300,00 num mercado normal, dentro da feira saia sempre por R$ 2.000,00 ou mais, deixando raiva e indignação em quem era obrigado a pagar por isso. Muitas outras queixas sempre existiram pelo excesso de burocracia, altíssimo volume de normas - só se pode entrar na feira, no período de montagem, equipado com botas, capacete e óculos especiais -, e que este ano incentivou aos "fiscais" da feira a ameaçarem e cobrarem multas de alguns expositores que "transgrediam" essas normas e regras. Há queixas mais graves, de que alguns funcionários causavam dificuldades propositalmente, durante o período de montagem da feira, para depois aparecer com uma solução, um dia depois, desde que o expositor pagasse 2, ou 5 mil, conforme o caso. Os relatos de alguns expositores indicavam cobranças até maiores de 8, 10 mil reais, ou mais. A coisa, ou exploração, como queira o leitor, tinha até nota fiscal para oficializar o achaque, em forma de prestação de serviços. Como é prática, ao que parece generalizada, pode ser que algumas empresas expositoras tenham essas notas fiscais para mostrar à empresa organizadora a pilantragem que andam fazendo.

A maior queixa, entretanto, foi generalizada, e concentrou-se no wi-fi, porque só aqueles que pagaram muito caro tinham internet na feira. Como cliente fui reclamar no estande da Vivo, também uma das expositoras da feira, e eles também reclamaram que o wi-fi deles era insuficiente para as necessidades deles. Compraram mais de 500 megabytes por segundo e recebiam menos de 30, ou nem isso em alguns momentos.

A questão do sinal fraco, apontavam todos os analistas, seria para uma decisão administrativa equivocada dos organizadores da feira, que optaram por conceder exclusividade de mercado dentro da feira a um único provedor. Este cobrava o que queria, e conforma a cara do freguês. Tive relatos de gente que estava pagando 32 mil, mas a pedida original tinha sido de 55 mil reais, por apenas 5 dias de uso; típico caso de exploração de um fornecedor exclusivo. Ou seja, se alguém descobre um grupo de 200 pessoas com sede no meio de um deserto, o copinho de água mineral geladinha pode custar uns 5 mil reais, quem sabe 20 mil se o cliente tiver cara de rico. Com certeza alguns seres humanos são predadores de outros, e na Agrishow 2022 isso não foi diferente na questão da internet.

Foram generalizadas as queixas, e críticas. Teve empresa expositora de pequeno porte que sujeitou-se a pagar 5 mil reais pelos 5 dias para ter internet para uso exclusivo de 5 pessoas, diretores e gerentes. Dá para entender que a região é de baixa demanda (é área rural) de uso de internet nos demais 360 dias do ano, o que não incentiva nenhuma empresa a investir lá apenas para o período da Agrishow, o que torna a encrenca mais difícil de resolver. Isso deve piorar com a chegada da internet 5G, porque as antenas do 5G possuem envio de sinal com menor distância do que a do 4G. Me parece, entretanto, que conceder o privilégio de exclusividade a apenas um fornecedor incentiva a prática da exploração. O que se observou na prática é que alguns expositores mais espertos conseguiram pagar "preços até que razoáveis" de 10 ou 12 mil reais por 5 dias, enquanto que outros pagaram o dobro ou o triplo disso, mas o provedor não conseguiu entregar a todos o que tinha vendido. Com isso, ninguém tinha internet, e, sem celular, a alegria da vida, dos encontros e negócios fechados, chegou a entrar em colapso em alguns momentos. Conforme a Vivo, mediram picos de 1.200 acessos por segundo, e o sistema - parece que ainda provisório, depois de 27 anos - tem capacidade máxima para um pico de 200 / 300 acessos.

Venderam a mãe, bem caro, e não entregaram, o que provocou mais irritação ainda dos expositores, que se sentiram explorados. Conversei em público - mais de 5 pessoas ao redor - com um dos altos dirigentes da feira. Apresentei as queixas de forma resumida, especialmente a de custos, internet, e ele me disse que só via um grupo de pequenos / médios empresários descontentes e críticos, e que as empresas de tratores e outras grandes até concordavam que alguns preços estavam caros, mas não iriam abandonar o barco por causa disso, porque entendiam as dificuldade do gigantismo e das distâncias da feira. Afora isso, me informou ele que há uma fila de 200 empresários esperando para entrar na Agrishow. Fechou a conversa esclarecendo que os incomodados é que se mudam. Não contestei publicamente meu interlocutor, até porque é um amigo, mas acho que mentiram para ele, a Agrishow 2022 tinha alguns espaços nobres vazios na feira, um deles até mesmo na avenida principal, e mais ainda, alguns amplos espaços nas avenidas G e H. A não ser que esses 200 ansiosos expositores candidatos queiram espaços ainda melhores.

Fiquei pensando com os meus botões que essa é a resposta de quem não quer resolver os problemas. Argumenta que o problema não existe. Minimiza, sem nenhuma empatia, o problema dos outros. É um sintoma também do "novo normal". no pós pandemia. O processo de liderança, no caso de omissão, permite as distorções e barbaridades que acontecem na feira, tornando a questão muito desagradável.

 

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sexta-feira, 22 de abril de 2022

A 3ª edição do livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?” segue mudando opiniões.

Richard Jakubaszko

Com 410 páginas o livro continua a provocar debates sobre a maior mentira do século XXI, o propalado aquecimento que nos ameaçam pelas mudanças climáticas. Os seguidores do IPCC – Intergovernmental Panel Climatic Changes agora nos informam da urgência de zerar as emissões de CO2 para permitir uma elevação de no máximo 1,5ºC na média do aquecimento sob pena de o planeta derreter.

Ora, quantas mentiras estão embutidas nas afirmações acima, repetidas por quase todos os repórteres quando fazem qualquer reportagem sobre os problemas causados pela mais recente chuva tropical? Um desabamento de terras em morro com mau uso do solo, ou um alagamento de água em áreas de baixadas provoca escandalosas manchetes, anunciando o início do fim do mundo.

São as seguintes:
1 – aumento de 1,5ºC ou 2ºC na temperatura média não significam nada, pois temperatura média não provoca nenhum problema. Nesta época do ano a temperatura de São Paulo, capital, amanhece com 19ºC e chega no período da tarde a mais de 30ºC, com diferença de 10ºC e nada acontece quando à noite cai para 20ºC.

2 – o CO2 é o gás da vida, pois é o principal elemento da nossa atmosfera que provoca a fotossíntese quando as plantas ficam expostas ao Sol. O CO2 não é poluente, quem polui é o dióxido de Carbono emitido pelos automóveis e fábricas, ou as queimadas.

3 – É uma utopia a pretensão de zerar a emissão de CO2, porque as atividades humanas provocam a emissão de apenas 3% do CO2 existente na atmosfera, e os 97% “restantes” são emissões da própria natureza, como as florestas tropicais, vulcões, e, especialmente, pelas algas marinhas existentes nos mares. Lembro que estes representam 71% da superfície do planeta.

4 – o CO2 não controla o clima, e sem ele a humanidade desapareceria. O CO2 é parte do CHONSP, a fórmula “secreta” da vida (representada na sigla pelas letras iniciais de Carbono, Hidrogênio, Oxigênio, Nitrogênio, S de Enxofre e P de Fósforo), que, somados ao Sol, representam o suporte para a vida no planeta. A inexistência de qualquer um desses elementos, mais o Sol, significaria o fim imediato da vida no planeta, na forma como a conhecemos. O CO2 está presente na nossa atmosfera com meros 0,038%, ou 380 ppm – partes por milhão - e um percentual com essa magnitude não altera o todo.

5 – O CO2 é um ridículo e insignificante gás de efeito estufa (GEE), com 10% de importância no aquecimento do ar de uma estufa, pois a água é a grande responsável, com mais de 60% de relevância como causa do aquecimento. Atente-se que GEE é fator relevante dentro de uma estufa, e não é um efeito possível de ser registrado na atmosfera aberta e livre em que vivemos, pois não existem janelas, muros ou paredes para limitar a circulação dos elementos atmosféricos. Há apenas a troca de energia na atmosfera, de calor e frio, fatores que provocam ventos e outras consequências na atmosfera, pois o clima é, por natureza, caótico e incontrolável, apesar de previsível com até uma semana de antecedência. Prever o clima com antecedência de 50 ou 80 anos é piada de mau gosto, sem nenhuma base científica, temperada com interesses econômicos, políticos e geopolíticos.

6 – Outra questão é a impossibilidade física de se aplicar o GEE na atmosfera livre e sem fronteiras em comparação com a atmosfera de uma estufa, limitada pelas paredes fechadas, por plástico ou vidro, que aprisionam o ar interno, aquecido pelo Sol. Daí que houve a necessidade de os agentes e seguidores do IPCC criarem a ameaça das “mudanças climáticas”, pois esta traria o suposto aquecimento. Parece lógico, mas é uma falsa afirmação científica, porque mudanças climáticas acontecem, mas levam décadas ou séculos para serem registradas. E até mesmo para serem reconhecidas. Prova é que nos anos 1970 e 1980 afirmava-se que o planeta estava esfriando, e entre outras coisas provocaram as geadas no Brasil, no Sul e Sudeste, que erradicaram o plantio de café no Paraná e parte de São Paulo. Essas ameaças foram registradas em várias capas da revista Time, num período de 10 anos.
  

7 – ler o livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, confirmará as questões acima, que são inquestionáveis na ciência, e permitirá a existência de debates, hoje inexistentes.

8 - para comprar o livro envie e-mail para co2clima@gmail.com que informaremos como fazer o pagamento de R$ 50,00 (inclusas as taxas postais) e pedimos dados de endereçamento: você receberá o livro em casa, autografado pelo autor.

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quinta-feira, 21 de abril de 2022

Os 4 cavaleiros do Apocalipse

Richard Jakubaszko 
Qualquer coisa que se diga é desnecessária. Quem sabe possamos imaginar os cavaleiros do Apocalipse tropical brasileiro como o imbecil que nos governa, e seus zero quatro filhos como comunistas. Ainda bem que teremos eleições neste ano, pois nem o STF nos poderia salvar dessas pragas do fim dos tempos, como acabou de fazer com o merdinha do já ex-deputado federal Daniel Silveira...

ET: menos de 24 horas após o STF condenar o deputado em questão, o presidente (?) Bolsonaro usa as prerrogativas do cargo para afrontar o STF e concede a graça de perdão ao deputado condenado. Tenho a impressão de que isso pode dar em uma enorme merda. O indulto do presidente é uma cusparada na cara de 10 dos ministros que condenaram e na Justiça. A Justiça, especialmente a suprema corte no Brasil, não tem o respeito do Executivo.

 



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quarta-feira, 13 de abril de 2022

O aumento da miséria nos últimos anos

Richard Jakubaszko 
As nossas calçadas no Brasil, quando comparadas com as calçadas da maioria das grande cidades do mundo não são nada boas, quem já viajou sabe muito bem.

No Brasil de hoje em dia, no Brasil de Bolsonaro (e Temer), é um ato de terrorismo caminharmos por nossas calçadas. Para nós e, especialmente, aos seres humanos jogados como lixo nessas áreas. Concordo que as tecnologias estão desempregando muita gente, mas as políticas públicas erráticas ainda desempregam muito mais, colocando nas ruas ainda mais gente, famílias inteiras, que se desagregam, pela fome, pela bebida, pelas drogas, pela insensibilidade dos governos. Há muitas grandes cidades mundo afora com essa mesma problemática, mas no Brasil somos campeões insuperáveis.

Se a tela de vídeo que aparece aí embaixo estiver mal enquadrada, aparecendo apenas parte da tela, a responsabilidade é da incompetência do Youtube, que não me permite editar o tamanho da tela a ser mostrada em meu blog. O problema é que o desemprego tecnológico não se dá pela incompetência dessa gente, mas só atinge os mais pobres, sempre mais despreparados. O que foi feito do velho embed?

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Exército brasileiro tá cheio de impotentes! E o que é que nós temos com isso?

Richard Jakubaszko 
Quando li essa notícia hoje, estampada em notinhas dos principais jornais do país, cheguei a dar gargalhadas: Ministério da Defesa divulgou a compra de 35 mil comprimidos de Viagra, isso mesmo, a tal da pílula azulzinha para uso dos militares.

Ora, se os militares estão tendo que usar tal incentivo farmacêutico, é porque houve recomendação médica, em decorrência de estarem impotentes, porque esse remédio, ao que me consta, só serve para quem está com sinais de impotência. Pois um deputado federal pediu explicações ao Ministério da Defesa, e a resposta foi de que será para tratar de "hipertensão arterial pulmonar", sem explicar qual o efeito colateral desejado do uso.

Sei não, essas explicações aí não me convencem, acho que os militares estão mesmo é estressados com tantos colegas atuando no governo federal e só fazendo bobagem, jogando pra baixo a boa imagem das Forças Armadas. Diante dessas alegorias em ano eleitoral, melhor prevenir, né não?

ET. Hoje, 12 de abril, leio nas redes sociais e nos sites de notícias dos jornais que o Ministério da Defesa autorizou a compra de 5 mil e poucas próteses penianas, o que, convenhamos, pode ser pouco para o tanto de gente que as nossas Forças Armadas aglutinam, mas é revelador de que nem usando Viagra a situação deve melhorar.

 

 

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domingo, 10 de abril de 2022

São as entranhas brasileiras

Janio de Freitas
na Folha SPaulo

Nenhum presidente legítimo, desde o fim da ditadura de Getúlio em 1945 — e passando sem respirar sobre a ditadura militar — deu tantos motivos para ser investigado com rigor, exonerado por impeachment e processado, nem contou com tamanha proteção e tolerância a seus indícios criminais, quanto Jair Bolsonaro. Também na história entre o nascer da República e o da era getulista inexiste algo semelhante à atualidade. Não há polícia, não há Judiciário, não há Congresso, não há Ministério Público, não há lei que submeta Bolsonaro ao devido.

As demonstrações não cessam. Dão a medida da degradação que as instituições, o sistema operativo do país e a sociedade em geral, sem jamais terem chegado a padrões aceitáveis, sofrem nos últimos anos. E aceitam, apesar de muitos momentos dessa queda serem vergonhosos para tudo e todos no país.

Nessa devastação, Bolsonaro infiltrou dois guarda-costas no Supremo Tribunal Federal. Um deles, André Mendonça, que se passa por cristão, na pressa de sua tarefa não respeita nem a vida. Ainda ao início do julgamento, no STF, do pacotaço relativo aos indígenas, Mendonça já iniciou seu empenho em salvá-lo da necessária derrubada.

São projetos destinados a trazer a etapa definitiva ao histórico extermínio dos indígenas. O pedido de vista com que Mendonça interrompeu o julgamento inicial, “para estudar melhor” a questão, é a primeira parte da técnica que impede a decisão do tribunal. Como o STF deixou de exigir prazo para os seus alegados estudiosos, daí resultando paralisações de dezenas de anos, isso tem significado especial no caso anti-indígena: o governo argumentará, para as situações de exploração criminosa de terras indígenas, que a questão está subjudice. E milicianos do garimpo, desmatadores, contrabandistas e fazendeiros invasores continuarão a exterminar os povos originários desta terra.

Muito pouco se fala desse julgamento. Tanto faz, no país sem vitalidade e sem moral para defender-se, exangue e comatoso. Em outro exemplo de indecência vergonhosa, nada aconteceu à Advocacia-Geral da União por sua defesa a uma das mais comprometedoras omissões de Bolsonaro. Aquela em que, avisado por um deputado federal e um servidor público de canalhices financeiras com vacinas no Ministério da Saúde, nem ao menos avisou a polícia. “Denunciar atos ilegais à Polícia Federal não faz parte dos deveres do presidente da República”, é a defesa.

A folha corrida da AGU é imprópria para leitura. Mas, com toda certeza, não contém algo mais descarado e idiota do que a defesa da preservação criminosa de Bolsonaro a saqueadores dos cofres públicos. Era provável que a denúncia nada produzisse, sendo o bando integrado pela máfia de pastores, ex-PMs da milícia e outros marginais, todos do bolsonarismo. Nem por isso o descaso geral com esse assunto se justifica. Como também fora esquecido, não à toa, o fuzilamento de Adriano da Nóbrega, o capitão miliciano ligado a Bolsonaro e família, a Fabrício Queiroz, às “rachadinhas” e funcionários fantasmas de Flávio, de Carlos e do próprio Bolsonaro. E ligado a informações, inclusive, sobre a morte de Marielle Franco.

Silêncio até que o repórter Italo Nogueira trouxesse agora, na Folha, duas revelações: a irmã de Adriano disse, em telefonema gravado, que ele soube de uma conversa no Planalto para assassiná-lo. Trecho que a Polícia Civil do Rio escondeu do relatório de suas, vá lá, investigações. O Ministério Público e o Judiciário estaduais e o Superior Tribunal de Justiça não ficam em melhor posição, nesse caso, do que a polícia. São partes, no episódio de implicações gravíssimas, de uma cumplicidade que mereceria, ela mesma, inquérito e processo criminais. O STJ determinou até a anulação das provas no inquérito das “rachadinhas”, que, entre outros indícios, incluía Adriano da Nóbrega.

Desdobrados nas suas entranhas, os casos aí citados revelariam mais sobre o Brasil nestes tempos militares de Bolsonaro do que tudo o mais já dito a respeito. Mas não se vislumbra quem ou que instituição os estriparia.

 

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sábado, 2 de abril de 2022

Nobel da Física 2021 afirma: "A ideia de que podemos impedir alterações climáticas é absurda"

Richard Jakubaszko  
Vem de além mar, lá da terrinha lusitana, o texto abaixo, que me foi enviado pelo amigo Luis Amorim, cético do aquecimento.

Uma parte cada vez mais importante da ciência moderna não se baseia na realidade e sim em modelos simplificados da mesma.

Syukuro Manabe
Mas um modelo não é uma prova científica. Não demonstra nada; é algo que está para ser demonstrado.
Concederam o Prêmio Nobel 2021 a Syukuro Manabe por ter concebido em 1964 um modelo sobre o clima [1], que é o utilizado pelo IPCC nos seus relatórios. Tal como tantos outros, o referido modelo fundamenta-se no “efeito estufa”, como se na atmosfera houvesse muros transparentes capazes de isolar umas regiões de outras, em vez de correntes de ar.

Se a teoria de Manabe fosse correta, o “efeito estufa” seria mais intenso nas regiões baixas da estratosfera, a uns dez quilômetros de altura, onde ficaria “retido” o calor.

Décadas depois de expor o seu modelo foram postos em órbita satélites meteorológicos que forneceram medições de temperatura nas regiões baixas da estratosfera onde Manabe esperava que o calor se houvesse acumulado.

Mas isso não estava a ocorrer. Ano após anos os resultados não deixavam dúvidas: desde 1993 não se observou nenhuma mudança significativa na temperatura à referida altura. O modelo de Manabe não superou a prova.

A constância da temperatura na referida altura era ainda mais significativa pelo fato de que as emissões de CO2 na atmosfera haviam aumentado substancialmente desde 1993.

O tempo continuou a decorrer inexoravelmente. O modelo de Manabe cumpriu mais de meio século e, contudo, é agora que lhe concedem o Prêmio Nobel, o que é como ganhar as 500 milhas de Indianápolis com um Simca 1000. Não é possível sem uma transformação importante no motor e na carroceria. O Prêmio Nobel agora concedido a Manabe foi mais por razões políticas do que científicas: aproxima-se a cimeira climática de Glasgow.

Em 2011 o próprio Manabe teve de corrigir o seu modelo a fim de adaptá-lo a essa evidência. “Modelos frente a observações” intitulava-se o artigo publicado pela Geophysical Research Letters [2] que, em 2016, declarou numa entrevista surpreendentemente lúcida [3].

“Não entendemos o clima, o clima é muito complicado e só estamos começando a entender quais podem ser os efeitos do dióxido de carbono. Pode ser que sejam bons ou pode ser que sejam maus”, salientava Manabe. O CO2 não é um poluente. É bom para nós, é bom para as plantas e bom para a comida. Na realidade é um fertilizante, acrescentava.

“O dióxido de carbono permite diretamente o crescimento de todo tipo de plantas. Assim, mais dióxido de carbono significa que é bom para a vida silvestre, é bom para os bosques e é bom para os alimentos, para a agricultura de todo o mundo. Salva um grande número de pessoas de morrer de fome. Os efeitos são mais graves que os efeitos do dióxido de carbono no clima. E isso é o que nunca se diz em público”, dizia também o geofísico.

Além de produzir diretamente o crescimento das plantas, o CO2 “torna-as mais resistentes à seca. Porque o dióxido de carbono é um substituto da água. Veja a forma como uma planta realmente respira. Tem pequenos buracos na superfície da folha que se podem abrir e fechar. E cada vez que a molécula de dióxido de carbono entra na planta a partir do ar, uma centena de moléculas de água escapa. Isso acontece, não se pode evitar. Assim, absorver dióxido de carbono implica sempre perda de água. Mas se o ar externo for mais pobre em dióxido de carbono, a planta perderá mais água para poder respirar. Assim, de fato, está-se a fazer com que a planta seja mais susceptível à seca. E esse é o grande assassino das plantas, naturalmente. Desta maneira, convertem-se terras verdes em desertos”.

“Durante a história da Terra, na maior parte do tempo o CO2 na atmosfera era muito mais elevado do que agora. O mundo neste momento está como meio morto de fome por não ter dióxido de carbono suficiente. A vegetação preferiria que houvesse três vezes mais” CO2 na atmosfera.

“Por que não vemos isso nos meios de comunicação? Por que só vejo anúncios apocalípticos? Não sei muito bem a resposta. Por alguma razão os meios de comunicação sempre amam os desastres. As catástrofes vendem jornais. Também vendem a televisão e as boas notícias não”.

“A ideia de que podemos travar as alterações climáticas é absurda. Não sabemos o suficiente nem sequer para imaginar como fazê-lo”. Estamos de acordo com Manabe. Se alguém acredita que por reduzir a concentração atmosférica de CO2 ficará mais fresco, equivoca-se. E se acredita que o termómetro subirá por reduzi-la, também se equivoca.

[1] https://www.gfdl.noaa.gov/bibliography/related_files/sm6401.pdf
https://journals.ametsoc.org/view/journals/atsc/24/3/1520-0469_1967_024_0241_teotaw_2_0_co_2.xml
[2] https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1029/2011GL048101
[3] https://www.marijnpoels.com/single-post/2019/03/05/we-don-t-understand-climate-its-very-complicated-and-were-only-at-the-beginning-to-unders

Ver também:
http://resistir.info/climatologia/impostura_cientifica.html artigo do Prof. Marcel Leroux
https://resistir.info/climatologia/entrev_leroux.html entrevista do Prof. Marcel Leroux
Global Warming - Myth or Reality? : The Erring Ways of Climatology, livro do Prof. Marcel Leroux
https://resistir.info/v_carvalho/descarbonizacao_30mai21.html artigo de Daniel Vaz de Carvalho
https://resistir.info/climatologia/impostura_global.html artigo de Jorge Figueiredo
http://mitos-climaticos.blogspot.com/ O mito do aquecimento global explicado em pormenor pelo Eng. Rui Moura
http://wattsupwiththat.com/page/3/ Sobre a religião do "aquecimento global", agora rebatizada como "alterações climáticas".
https://agfdag.wordpress.com A grande farsa do aquecimento global.
http://www.co2science.org Os efeitos do CO2, expurgados da sua demonização.
https://pcc15.org The Paris Climate Challenge.
http://www.skyfall.fr L’association des climato-réalistes
https://jddomingos.tecnico.ulisboa.pt/#2a Página do Prof. J.J. Delgado Domingos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Milutin_Milankovitch Verbete acerca de Milutin Milankovitch.

O original encontra-se em https://mpr21.info/




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quarta-feira, 30 de março de 2022

Para Carta Capital, revista de esquerda e engajada na mentira

De Richard Jakubaszko
29/03/2022

Tomei conhecimento somente hoje da matéria da revista Carta Capital, de autor(a) anônimo(a) (https://www.cartacapital.com.br/sustentabilidade/youtube-ganha-dinheiro-e-desobedece-as-proprias-regras-com-negacionismo-climatico/ ), sobre o tema aquecimento global, em que sou citado algumas vezes e qualificado genericamente como negacionista. Peço, como jornalista e escritor, com a devida vênia, a resposta abaixo da matéria injuriosa e engajada, e dos equívocos nela apontados. Parece que nos novos tempos, o novo normal, nos revela e nos traz preconceitos radicais, só pela simples razão de que pensar diferente do outro é algo abjeto e odioso. Chegamos aos tempos de perguntar o que seria do amarelo se todos fossem vermelhos. Nada mais bolsonarista do que isso, que é aterrador para quem pensa. E sofre, por causa da perseguição e patrulhamento, até mesmo de uma revista de esquerda, como Carta Capital, que reproduziu matéria da Agência Pública. Se vocês têm certeza do aquecimento, por que não me ouviram, para tentar derrubar minhas ideias?

Sou cético, não um negacionista, pois acredito em Deus, acredito nas vacinas (todas elas), tenho comprovações científicas de que o planeta é um globo de terra quase esférico que orbita ao redor do sol, e de que os seres humanos nascem em dois gêneros, ou é feminino ou é masculino. O resto é mentira, seja ideológica ou não.

Sim, sou o autor, conforme cita Carta Capital, do livro “CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?”, que a partir de abril de 2022 entra em 3ª edição ampliada e atualizada, com 410 pg, onde tenho a companhia de diversos cientistas brasileiros e internacionais que são também céticos do aquecimento e de que este seja provocado pelo homo sapiens. Claro, mudanças climáticas sempre existiram, a mentira é só do aquecimento. Entre os brasileiros está Odo Primavesi, engenheiro agrônomo, ex-pesquisador da Embrapa, signatário do Relatório IV do IPCC de 2007, e que pediu para seu nome ser retirado como tal, pois não apenas o relatório final (mais de 4 mil pg) distorce fatos, assim como a sua sinopse (cerca de 40 pg). Da mesma forma, presente em meu livro, Richard Lindzen, meteorologista e professor emérito (isso não é pouca coisa) do MIT – Massachusetts Institute of Tecnology, que precisou entrar na Justiça americana para ter seu nome retirado dos chamados signatários do relatório do IPCC, daquilo que ficou conhecido como “a maior mentira do século XXI”, o famigerado aquecimento global.

Se o autor da matéria da Agência Pública, reproduzida na Carta Capital tivesse tido a curiosidade profissional de ler meu livro, ou de me ouvir, saberia do fato acima apontado. Saberia também que essa questão nada tem de ideológica, mas envolve interesses comerciais, políticos e, especialmente, objetivos geopolíticos. Porque o mundo quer roubar a nossa Amazônia.

O que os autores do livro buscam é um debate. Isso tem sido negado de várias formas. No livro mostro uma polêmica provocada pelo jornal O Estado de SP, na seção Estadão verifica, conteúdo que contestamos, mas o jornalão não teve a dignidade profissional de publicar minha carta, escrita junto ao professor Ricardo Felício. Este sim, um perseguido, e sabem por que não dá mais aulas na USP? Porque cortaram 90% do salário dele, corte feito pelo pessoal aquecimentista, e essas perseguições não acontecem somente no Brasil. Isso mostra a maioria dos cientistas absolutamente calada, com medo de represálias, e com receios de ter verbas cortadas para pesquisas que não sejam para confirmar o interesse de seus financiadores.

Simplesmente porque em ciência não há “consenso” como opina de forma unilateral e equivocadamente Carta Capital e a Agência Pública. Ciência é debate, ciência é evolução, é contraditório, é somatório de crescimento intelectual, científico e cultural. A questão do aquecimento é um milenarismo que poderíamos, no máximo, qualificar como hipótese, degrau inferior ao status da teoria, em se tratando de ciência. Vejam que a teoria da Relatividade (Einstein) ainda é uma teoria, bem como a da Evolução das Espécies (Darwin), e são tratadas como tal pelos cientistas, sobre elas não há consenso, nunca houve, mas a hipótese do aquecimento, que nem é teoria, atinge na revista Carta Capital, e em toda a mídia engajada, o status de lei, como a Lei de Newton sobre Gravidade. Por isso, e só por isso, a matéria de Carta Capital tem a autoria de um jornalista engajado, e que não disfarça essa parcialidade, fato que, em jornalismo, como sabemos, é vital para se obter credibilidade. Não apenas engajado, mas ignorante de várias questões da ciência. Sou jornalista há 55 anos, e dedicado estudioso do tema ambiental desde 2007.

Em meu livro, que demorei 4 anos escrevendo, solicito, com procuração de minha única neta: cadê as provas, ou melhor, que nos apresentem uma única prova científica de que esteja acontecendo o aquecimento. Basta de mentiras, chega de falsificações como as confessadas pelos cientistas da Universidade de East Anglia (Inglaterra), ou admitidas pela Austrália, que falsificaram dados primários de medição de temperatura para comprovar o falso aquecimento. Isso redundou no famoso e malfadado gráfico apelidado Taco de Hóquei, mostrado por Al Gore em suas Verdades inconvenientes (e mentirosas...). Consenso científico é mentira. Consenso é coisa de políticos mal-intencionados e de mafiosos. Como está em meu livro, o IPCC convidou cerca de 2.500 cientistas em todo o mundo, no início dos anos 2 mil, de todas as áreas do conhecimento humano, médicos, advogados, agrônomos, sociólogos, jornalistas, físicos, economistas, e lamentavelmente apenas 3% deles eram meteorologistas ou climatologistas. Esses “cientistas” estudaram os dados durante mais de 3 anos, contestaram as conclusões do IPCC. E hoje, cerca de 90% daqueles cientistas, pediram a retirada de seus nomes, por discordar das ações e do discurso do IPCC. A imprensa, engajada na questão ambiental, nada fala sobre isso. O ex-diretor geral do IPCC, Rajendra Pachauri, morto há alguns anos, foi processado em seu país, a Índia, como corrupto e também como estuprador, mas a mídia dava apenas notinhas a respeito, ignorando e menosprezando o fato de como uma pessoa com esse curriculum pudesse ter tido tão alto cargo.

Sim, o CO2 é o gás da vida. Sem ele não haveria vida no planeta, Trata-se de uma imbecilidade (imbecilidade é termo médico que indica um adulto que pensa igual a um garoto de 12 anos) humana contestar isso e afirmar a busca do zero carbono. CO2 não é poluente, ele é a base para a fotossíntese. 97% do carbono existente no planeta é emitido pela natureza (vulcões, algas marinhas) e apenas 3% pelas atividades humanas (automóveis, fábricas, queimadas, navios). Nada vai mudar, meus caros não cientistas da Carta Capital, se reduzirem a zero a atividade humana emissora de CO2. O Brasil e o mundo precisam de mais cientistas, e de menos jornalistas engajados, sejam eles de esquerda ou de direita.

Disponho-me a debater, a confrontar ideias, com quaisquer cientistas e com qualquer colega da Carta Capital, em debate aberto, sério, científico, para comprovar de N maneiras a grande mentira do século XXI, a do aquecimento, que só trará energia elétrica e aquecimento de ambientes gerada através da energia nuclear, a única que pode substituir a eletricidade eficiente e barata das hidrelétricas, pois a solar e a eólica ainda são ineficientes e muito caras. Estas são as patrocinadoras da grande mentira, apoiadas desde Ronald Reagan e Margareth Thatcher, ícones da extrema direita americana e europeia, conforme relato em meu livro, obra que tem 89% de 4 e 5 estrelas de aprovação entre os leitores e compradores da Amazon. Meu livro não é o 41º livro mais vendido, a posição é randômica e muda de hora em hora. Tivesse o repórter de Carta Capital voltado por lá algumas horas depois, o livro poderia estar em 1º ou 5º lugar como mais vendido.

Vocês não sabem, mas foi Thatcher, a dama de ferro, quem cometeu assassinato de reputação com o CO2 e com os carvoeiros do UK, pois todo pré-inverno entravam em greve por melhores salários, porque os donos das minas incentivavam a greve para subir os preços do carvão. Thatcher e Reagan iam para a marca do pênalti, mas ganhavam dinheiro das usinas nucleares para financiar suas campanhas políticas de reeleições.

Então, o que entende Carta Capital de esquerda ou de direita? Eu era um moleque da esquerda, há 50 anos, quando vi Cuba ser amaldiçoada por Kennedy e seus sucessores, e Fidel por falta de opção se aliou aos soviéticos, e estes chegaram a Cuba para instalar mísseis e foram rechaçados sob ameaça nuclear pelos americanos, nada diferente do que a Otan e EUA fazem hoje contra Putin e a Rússia, na guerra contra a Ucrânia, e estes que nem defendem o tal do comunismo, pois João Paulo II, que era da terra de meu pai, a Cracóvia, derrubou os muros da cortina de ferro com um simples sopro.

Como Carta Capital, que se considera de esquerda, explica que Al Gore, ex-vice-presidente americano, neoliberal, bilionário, acionista da AES americana, ex-dona da nossa Eletropaulo, seja do grupo dos ambientalistas? Ele dividiu o Nobel da Paz, com o IPCC, ganhou Oscar de melhor documentário, e ainda comprou uma nada desprezível mansão de US$ 7,5 milhões dólares à beira-mar em Malpacito, Califórnia. Ele, que anunciou a elevação de 7 metros no nível dos mares, não acredita nas mentiras dos biodesagradáveis.

Nem podia, faz mais de 40 anos que essa mentira roda por aí, de jornal em jornal, de revista em revista, de TV em TV. A direita acusa a esquerda de ser ambientalista, ecochata e biodesagradável. A esquerda acusa a direita de ser do agronegócio, quando foi a direita que plantou a fake news do ambientalismo através de James Lovelock, em 2006; Lovelock, hoje com mais de 100 anos, já se desmentiu, em 2015, pediu desculpas, mas ninguém, inclusive Carta Capital, noticiou isso. E o meio ambiente, que é defendido pela esquerda, no final das contas uma hipótese não científica e não comprovada, inventada pela direita para conquistar votos, poderes políticos e ganhar dinheiro. Vocês sabem por que estão brigando? Acho que os seres humanos deveriam abominar esses rótulos de esquerda e direita e procurar conhecer a verdade, ela não está no meio, não, ela está fora das imbecilidades e dos padrões moralistas de julgamento que ambos, esquerda e direita usam a seu próprio favor, num Fla-flu ou Gre-nal, de importância medíocre.

Desafio Carta Capital para que escale alguém com bom senso para ler meu livro e depois aplauda ou desminta o seu conteúdo. Isso é debate construtivo, positivo, o resto é politicalha esquerdopata ou direita neurotizada. Será que é isso que vai prevalecer no novo normal? Quanta mediocridade!

 

ET. Fui obrigado a responder e contestar neste espaço sobre a matéria da Carta Capital, pois em seu site não há espaço para comentários ou debates, muito menos para contestações. Os jornais Estadão e Folha de S.Paulo agem da mesma forma.

 

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terça-feira, 29 de março de 2022

Agora a Nasa vem: STF vai discutir a qualidade futura do ar no Brasil

Richard Jakubaszko  
Diante de uma ADI - Ação Direta de Inconstitucionalidade, a nossa suprema corte terá de julgar dia 30 de março próximo, amanhã, portanto, o futuro da qualidade do ar no Brasil. Aparentemente trata-se de uma ADI interposta pelo ISS - Instituto Saúde e Sustentabilidade, depois de uma provável querela conflituosa com o Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente, e que teve guarida em nosso Ministério Público que interpôs o assunto para decisão do STF. O ISS afirma que a OMS determina níveis de segurança de qualidade do ar não cumpridas pelo Brasil.

Ora, não custa e não ofende ninguém a gente perguntar: o que é que os doutos juízes entendem de qualidade do ar? Se até os cientistas mais juramentados da OMS, ISS e Conama possuem divergências sobre isso, como querem que os ministros, que são advogados, decidam sobre uma matéria tão técnica e ao mesmo tempo tão polêmica? Em minha opinião o STF nem deveria ter aceito a ADI. Entretanto, como é matéria constitucional, função primordial do STF, deve ser discutida pelos ministros.

Fiquei pensando com meus botões que deve haver algum interesse econômico muito forte, e/ou político, para se interpor uma ADI, uma questão importante, porém como guarda-chuva de um assunto absolutamente estranho ao STF, como a qualidade do ar.

Não precisa nem ser alfabetizado para reconhecer ou saber que a poluição do nosso ar anda horrorosa. Mas o que o STF vai fazer? Vai mandar o Conama trocar o nosso ar? Vai determinar que todo mundo ande de máscaras especiais acopladas a tanques de oxigênio? Pode ser que o STF mande a Petrobras refinar o óleo diesel com presença de enxofre a menos de 3%, o que seria louvável, mas saibam que existe lei determinando isso e que não é obedecida pela estatal, e fica tudo por isso mesmo. Ou esperam que o STF determine uso de filtros especiais nos escapamentos dos automóveis?

Para confirmar o refrão, o Brasil vai de mal a pior, e com esse assunto, não sei não, mas acho que dessa vez a Nasa vem e toma conta disso daqui.

 

segunda-feira, 28 de março de 2022

Oscar com tapa na bochecha

Richard Jakubaszko  
Quando dois brigam, nenhum deles tem razão, e ambos são culpados. Ou seja, deu barraco na festa, com ti-ti-ti pra ninguém botar defeito e olha que era festa black tie, cheia de grã-fino metido a besta. Entretanto, a polêmica permanece, pois os apoiadores de Will Smith aplaudem o tapa na cara que ele deu em Chris Rock, e afirmam que fariam a mesma coisa se estivessem no lugar de Will. De outro lado, que Chris demonstrou ser um panaca juramentado ninguém tem dúvidas, merecia ter levado a cacetada, o problema é que o ato em si é de fato altamente politicamente incorreto. 

Tá certo que Will poderia simplesmente ter levantado e ido embora. Mas perderia a festa, logo ele indicado e ganhador do troféu de melhor ator do ano, um dos quatro mais importantes da premiação do Oscar, junto com o de melhor filme, melhor diretor e melhor atriz. Ou Will poderia simplesmente ter dito em alto e bom som ao Chris Rock que ele era um péssimo apresentador, humorista horroroso e ser humano desprezível, e com isso acabaria com a carreira do deselegante, sem nenhum piedade e com o aplauso de toda a galera.

Como herança, fica a lição de que nunca se diga impropriedades como fez Chris com a alopécia de Jada Pinkett Smith, a mulher de Will, porque um tabefe bem dado na bochecha pode estar a caminho...

Evidentemente que estou com Will Smith, eu faria a mesma coisa, mesmo sendo um ato politicamente incorreto.

Definição de politicamente correto: "Pegar um pedacinho de merda pela parte mais limpinha da coisa".

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sexta-feira, 25 de março de 2022

Agrishow 2022 confirmada, será presencial

Richard Jakubaszko 
 
Confirmada hoje em coletiva de imprensa a realização da Agrishow 2022 a partir de 25 de abril, em Ribeirão Preto (SP). Será a 27ª mostra desde que se iniciou em 1994, mas que teve cancelados os eventos de 2020 e 2021 por causa da pandemia do coronavirus.

Vai ter chuva de novidades e tecnologias, com muitos lançamentos represados também por causa da pandemia nesses 2 anos. 

Um dos principais assuntos da feira será a incógnita do abastecimento de fertilizantes para a safra de inverno e da safra 21/22 por causa da guerra da Rússia e Ucrânia. Eduardo Daher, diretor executivo da Abag, chegou a sugerir aos produtores rurais que fizessem orações, além de cálculos, sobre as compras de fertilizantes. O produtor brasileiro, efetivamente, terá de ser bom nas duas coisas, nas orações e nas contas, porque os preços já andam estourando a boca do balão.

Francisco Matturro, presidente da Agrishow, e ainda diretor executivo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo demonstrou enorme otimismo com a próxima Agrishow. Não foi comentado na coletiva de imprensa, mas ele deve ser confirmado como secretário da Agricultura de São Paulo a partir da próxima semana, substituindo Itamar Borges, que sai candidato nas eleições de 2022.

Os organizadores pediram aos interessados que entrem no site da feira - www.agrishow.com.br e comprem seus ingressos antecipadamente para evitar tumultos. 

Participei de todas as Agrishows anteriores, e esta poderá ser a primeira feira que deixarei de participar.

 

segunda-feira, 21 de março de 2022

Verão acabou ontem, estamos no Outono

Richard Jakubaszko  
O Equinócio aconteceu ontem, logo após o meio dia. O verão aqui no Sul e Sudeste do país terminou com frio anormal para esta época do ano, a ponto de esta primeira noite do Outono exigir uso de uma colcha, ou edredom/cobertor leve, que usei a partir de metade da noite, pois acordei com frio.

Ou seja, as ameaças do ambientalismo engajado, de que teremos eventos extremos cada vez mais frequentes, mostram-se avisos vazios. Tudo isso me incentiva a prosseguir na luta contra a grande mentira do século XXI sobre o aquecimento do planeta, provocado pelas mudanças climáticas, que seria supostamente causado pelo ser humano.

A partir desta semana entra em gráfica a 3ª edição do livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", com versão ampliada e atualizada. Um dos capítulos, assinado pelo físico e meteorologista Luiz Carlos Baldicero Molion, tem o título revelador de "Perspectivas de invernos rigorosos nos próximos 15 anos".

Outro capítulo do livro, autoria do jovem biólogo Jamil Soni Neto, mostra que não há espécies com perigo de extinção no planeta, conforme apregoam alarmistas ambientais. Há um capítulo novo de minha autoria que vai arrepiar os adeptos da energia nuclear, em que mostro a maior imbecilidade coletiva da humanidade com o que aconteceu em Chernobyl. E tem muito mais, além de um brilhante posfácio do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, ex-professor, por isso mesmo um homem adepto de debates, que recomenda aos cientistas que discutam sobre a controvertida polêmica do aquecimento.

Quando sair o livro de gráfica avisarei todo mundo.

 

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terça-feira, 15 de março de 2022

Hoje, no dia do consumidor, o UOL mostra que vale a pena fazer picaretagem

Richard Jakubaszko  
Assinei o serviço "Estádio", do UOL, em abril ou maio do ano passado. Trata-se de transmissão pela internet de jogos de futebol do mundo inteiro. Paguei em suaves prestações de R$ 13,90 através do cartão de crédito, num contrato que venceria em dezembro. O que me chamou a atenção eram os jogos a serem transmitidos de meu time, o Internacional, cerca de 5 jogos do brasileirão 2021, apenas no primeiro semestre. A partir do início do segundo semestre, sem explicações, os jogos do meu time pararam. Imaginei que viriam mais adiante. Não ocorreu. Em final de setembro, por telefone e pela internet, por diversas vezes, tentei cancelar o serviço, mas não obtive sucesso, em nenhum dos canais aparece essa alternativa como opção. Deixei vencer o contrato, e paguei as mensalidades até dezembro.

Em dezembro apareceu uma cobrança no boleto do cartão de crédito, de R$ 180,00. Em contato com o banco não reconheci a cobrança e pedi cancelamento. Isso me gerou um problema paralelo, pois ao não reconhecer o débito o banco cancelou o cartão e emitiu outro cartão com outro número, pois poderia se tratar de uma clonagem, mas não foi isso que houve.

A partir de janeiro recebi telefonemas de cobrança, primeiro da UOL e depois de um escritório especializado de cobranças, e não adiantava dizer que nada devo, porque não renovei. Os telefonemas se tornaram mais "agressivos" e repetitivos, e embutem ameaças de envio do meu nome e CPF ao Serasa e protesto em cartório.

Semana passada dei queixa no Procon - SP, relatando a cobrança indevida, o assédio agressivo e ameaçador. Como foi denúncia virtual, via internet, estou acompanhando o seu desenrolar. Mas hoje recebi nova cobrança telefônica, de pendência em aberto. Liguei para um serviço do UOL, como cliente, digitando meu CPF. Nada, fiquei 45 minutos ouvindo uma gravação, sem ser atendido.

De uma coisa tenho certeza: jamais voltarei a comprar qualquer produto UOL, seja livros ou serviços de TV, pois a empresa não é séria, não respeita os direitos do consumidor, e ainda faz ameaças. Ando até torcendo para que o UOL envie meu nome ao Serasa, ou que faça o protesto da "dívida". Vão receber um processo por difamação moral, dos bons, e terão de me garantir uma suplementação financeira adicional em minha aposentadoria.

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