quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O preconceito das elites

Richard Jakubaszko
O discurso do apedeuta (em Mato Grosso do Sul, esta semana) é emocional, é muito forte, lúcido, de um raciocínio limpo e direto, cadenciado, rítmico. Explica a sua popularidade sem paralelo na história deste país, mesmo ao fim de dois períodos de governo, quando já deveria estar com índices em queda. Mostra uma capacidade de comunicação que raramente se vê em políticos e mesmo em profissionais da arte da representação, aliás, os políticos são profissionais desta área tammbém. Caso não sejam bons atores não sobrevivem.
Mas Lula é a exceção à regra, comprovado pela sua capacidade de transferência de votos. E não me digam que "é a economia, estúpido", pois não é só isso, é muito mais, transcende, é uma admirável capacidade de se comunicar com o povo, com os mais simples e humildes, numa linguagem direta, acessível, emocional, e que convence.
Um fenômeno a ser estudado no futuro, por sociólogos, comunicadores e historiadores.
Lamentavelmente conheço muitas pessoas e tenho amigos que ainda possuem uma enorme resistência ao cara. Será um simples preconceito?

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