segunda-feira, 26 de março de 2012

Não há um amanhã

Richard Jakubaszko
Lamentavelmente não há um amanhã para a humanidade. O crescimento demográfico, que nos empurra para previstos 9 bilhões de habitantes no planeta para dentro de 35 anos, é a causa única e principal do problema. Antes do fim, o consumismo irá esgotar a maioria dos suprimentos, especialmente fósseis, como petróleo e carvão, e a falta destes irá impedir ou limitar de forma crítica o chamado desenvolvimento sustentável, a começar pela produção de alimentos. Teremos um período de transição doloroso antes do colapso final, previsto para dentro de 35 a 50 anos, mas o fim parece inexorável. Teremos, na transição, fome, guerras, doenças, migrações e miséria. Depois, quando terminar o ciclo desta "era da energia", o planeta irá se recompor ambientalmente, com certeza, mas isso irá demorar alguns milhares de anos.

É tudo isso o que afirma o documentário abaixo (legendado em português), numa linguagem clara e objetiva, implícita e explicitamente, sem ser piegas, em que ignora as tentativas miraculosas de ambientalistas com a estratégia de "proibir e proibir" para se alcançar a utopia da sustentabilidade. 
Tenho escrito, aqui no blog, nesse sentido, sobre a necessidade de se reduzir a velocidade do crescimento demográfico no planeta. É um tema doloroso para se abordar ou debater, mas necessário, para se mitigar os problemas futuros, enquanto as ciências não desenvolvem alternativas salvadoras, aspecto que o documentário abaixo indica como improvável, além de inútil. A produção de energia elétrica, e de combustíveis automotivos e industriais, é o foco do problemaço.

A propósito, discordo de algumas "evidências" apontadas no referido documentário, como a de que o petróleo é finito a curto prazo. O ex-presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, por exemplo, afirmou no Roda Viva, na TV Cultura, agora em março, de que "temos petróleo para mais de 350 anos, mesmo considerando o aumento populacional e o cescimento do consumo".

O vídeo me foi indicado pelo leitor do blog, Gerson Machado, apicultor e ambientalista, engenheiro e cidadão do mundo.

Um comentário:

  1. Richard,
    este filme toca como voce disse em temas polemicos mas necessarios. Quanto ao comentario do ex-presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, o contexto do comentario dele [1] nao se referia apenas a o tipo de petróleo convencional mas 'a soma deste com o petróleo não-convencional, a areia betuminosa do Canadá, os petróleos extra-pesados da Venezuela e os petróleos do ártico, tipos de mais dificil acesso, maior custo e menor eficiencia energetica total (ele tambem nao fez referencia ao crescimento populacional...). O tema da regeneracao do petroleo embora plausivel certamente nao acontece na velocidade com a qual a humanidade cresce e o consome atualmente, o que tende no momento a piorar... Alguns documentos oficiais de governos indicam o 'peak oil' ja' em torno de 2017 [2] embora outros digam que os numeros de cada pais sejam imprecisos e possa ser pior [3].

    Mas ha' tambem varios documentos e pesquisas universitarias indicando a possibilidade de geracao de energia livre, se comprovados na pratica isso seria uma revolucao e tornaria o acesso 'a energia abundante praticamente universal a custos baixissimos [4]. Quanto 'a producao de hidrogenio, embora varios tenham dito, como no filme, que tal economia nao faria sentido se baseada em eletricidade nao renovavel [5], ha' metodos naturais de producao biologica que podem ser viaveis [6], ou tecnologias simples que usam recursos 100% renovaveis como movimento da agua [7] ou ainda tentativas de imitar plantas usando nanotecnologia para gerar hidrogenio e consumir CO2 [8]. Finalmente, embora a agroecologia nao seja solucao para superpopulacao, ao menos ela ja' foi demonstrada pela ONU em 57 paises mostrando aumento medio de rendimento de 80% de forma mais sustentavel que as atuais... Mas ha' muitos problemas a solucionar e um grande nivel de ignorancia do alcance dos mesmos para o futuro da humanidade...
    SDS
    Gerson Machado
    PS Parabens pela segunda edicao de seu livro.

    [1] Presidente da Petrobas, Sergio Gabrielli, fala ao Roda Viva
    http://blog.brasilacademico.com/2012/02/presidente-da-petrobas-sergio-gabrielli.html
    [2] Peak Oil Around 2017
    http://ianmcpherson.com/blog/audio/Australian_Govt_Oil_supply_trends.pdf
    [3] Oil: In perpetuity no more Industrial civilisation's entire economy is based on a finite resource we treat as infinite. Dahr Jamail 21 Feb 2012
    http://www.aljazeera.com/indepth/features/2012/02/201222051514575294.html
    [4] New Energy Technology
    http://www.thrivemovement.com/the_code-new_energy_technology
    [5] Does a Hydrogen Economy Make Sense?
    http://www.fuelcellforum.com/reports/E21.pdf
    [6] Hydrogen production
    http://en.wikipedia.org/wiki/Hydrogen_production
    [7] http://slowmovingwater.com/smw-tech.htm http://slowmovingwater.com/animation.htm
    [8] Solar energy-harvesting “nanotrees” could produce hydrogen fuel on a mass scale
    http://www.gizmag.com/hydrogen-fuel-production-using-nanotrees/21769/
    [9] Agroecology and the right to food_crop yield increase of 80% in 57developing countries
    http://www.srfood.org/index.php/en/component/content/article/1174-report-agroecology-and-the-right-to-food

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