terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Xadrez do assassinato político e o papel do MPF

O xadrez do golpe

Luis Nassif *
10/12/2016

O diabo é sábio por ser velho


Peça 1 – as peças iniciais do jogo
É curioso a rapidez do tempo histórico nesses tempos de Internet e redes sociais. Há o lado da desestruturação das informações, pela quantidade e rapidez com que se sucedem os eventos. Mas há o lado da enorme rapidez dos diagnósticos em cima de eventos históricos ainda em andamento.

É o caso da nova estratégia da geopolítica norte-americana, montada a partir do advento da Internet e das redes sociais.

Ao longo dos últimos anos, foi possível acompanhar passo a passo esse jogo. No início, dada a aparente volatilidade dos fatos, íamos registrando o passo-a-passo, mas ainda mantendo dúvidas sobre as formas de organização: havia uma lógica, algum conhecimento sistematizado, ou apenas um ou dois eventos planejados e o resto se sucedendo de forma aleatória?

Afinal, a cooperação internacional – a troca de informações entre os órgãos de segurança de vários países - é praticada há anos em várias instâncias, desde a cobrança de pensão alimentícia até extradição de criminosos. Era de conhecimento público a cooperação entre FBI e a Polícia Federal. E, desde a constituição da Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) a prática da integração dos diversos órgãos de fiscalização em forças tarefas.

A maneira como a Lava Jato investiu contra a Petrobras e as empreiteiras, como destruiu sistematicamente a cadeia do petróleo e gás e a indústria naval, parecia, no início, apenas esbirros de um país atrasado, de instituições frágeis, de uma mídia subdesenvolvida, que não conseguiram avaliar a relevância das empresas para a geração de impostos, emprego, tecnologia.

Jogava-se já no golpe do impeachment e todos os prejuízos ao país eram lançados na conta do golpe.

Com o tempo, percebeu-se que havia método no trabalho.

Peça 2 – os primeiros indícios do jogo antinacional
A ida do Procurador Geral da República Rodrigo Janot aos Estados Unidos, no início de fevereiro de 2015, chefiando uma equipe de procuradores, levando informações contra a Petrobras, despertou o primeiro alerta: a cooperação internacional se dava de forma estranha, não seguindo as formalidades.

No dia 2 de fevereiro de 2015, nosso colunista André Araújo, do alto de sua experiência, antecipava os pontos centrais de questionamento (https://goo.gl/V2Wrhv):

1. Como um agente do Estado brasileiro vai aos EUA levando informações contra uma empresa controlada pelo Estado brasileiro? Quem deveria ter ido era a AGU (Advocacia Geral da União).

2. Nenhum país minimamente consciente de sua soberania permite que suas empresas e cidadãos sejam processados no exterior. No caso brasileiro, não apenas se permitia como se alimentava a Justiça norte-americana.

3. Cooperação internacional só pode se dar através do Ministério da Justiça. A tropa de procuradores, comandada por Janot, não apenas atropelava o Ministério da Justiça como o próprio Ministério das Relações Exteriores, assumindo o controle completo da cooperação.

André estranhava, principalmente, a visita de Janot ao Departamento de Justiça: “A única coisa sobre Petrobras que existe no Departamento de Justiça é uma investigação criminal contra a empresa Petrobras, os procuradores vão lá reforçar a acusação? É a única coisa que podem fazer, defesa não é com eles, é com a AGU”.

No dia 9 de fevereiro, a Procuradoria respondeu às indagações formuladas (https://goo.gl/Vs6lqz). Foi a única vez que se dignou a dar informações para uma cobertura que não fosse chapa branca.

Na nota, duas informações significativas.

A primeira, a relação de instituições públicas que acompanharam o PGR: CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e CGU (Controladoria Geral da União), apenas instituições públicas fiscalizadoras, e não a AGU (Advocacia Geral da União) a quem caberia defender a Petrobras. Não foi um pecado solitário da PGR, mas a prova mais evidente da forma totalmente despreparada com que o governo Dilma Rousseff encarou a Lava Jato.

Não faltaram alertas para que ela entrasse em contato direto com Barack Obama, visando impedir ações contra a Petrobras – vítima da corrupção, e não autora.

A segunda, a informação de que o Ministério da Justiça não era a autoridade central exclusiva nos acordos de cooperação. Dizia a nota:

“A obtenção de provas por meio de auxílio direto ou rogatórias e a transmissão de documentos entre os Estados é feita pela autoridade central, papel que, no Brasil, é desempenhado pelo Ministério da Justiça OU pela PGR”.

De nada adiantaram os alertas de que seria suicídio o Ministério da Justiça deixar o controle total da cooperação nas mãos da PGR, que era peça da conspiração. O Ministro José Eduardo Cardozo jamais quis correr o menor risco em defesa da legalidade e do seu governo.

Em 2 de abril de 2015, dois meses após a visita de Janot aos EUA, saiu a denúncia contra o almirante Othon Luiz Pereira da Silva, figura chave no desenvolvimento nuclear brasileiro (https://goo.gl/AVPiw8 ).

A maneira como chegaram em Othon foi apertar o presidente da Andrade Gutierrez Dalton Avancini, que já havia feito uma delação. Providenciaram uma segunda delação onde o induziram a denunciar a Eletronuclear, com base nas informações conseguidas junto às autoridades norte-americanas.

A partir da reformulação de sua delação, deflagrou-se a Operação Radioatividade, para investigar suspeitas na área nuclear.

Indagamos da PGR se trouxera da visita as informações contra a Eletronuclear. A resposta, dúbia, foi de que “nós não saímos do Brasil com essa intenção”, uma maneira de dizer que voltaram com a informação. O indiciamento do Almirante se deu em tempo recorde.

No dia 2 de agosto de 2015, quando já estavam mais nítidos os sinais da articulação entre a PGR e as autoridades norte-americanas, o GGN resolveu investigar a trajetória do PGR Janot nos Estados Unidos. E descobriu que ele se encontrou com Leslie Caldwell, procuradora-adjunta encarregada da Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (http://migre.me/qZSvO ) e, até um ano antes, advogada de um grande escritório de advocacia que atendia à indústria eletronuclear norte-americana.

A partir desse episódio, ficou nítido que havia uma estreita cooperação entre autoridades de ambos os países e o que parecia uma aparente ignorância do PGR e do Ministério Público em relação aos interesses nacionais em jogo, era uma articulação pensada e antinacional.

Peça 3 – o confronto com o que ocorreu em outros países
Gradativamente, começaram a aparecer detalhes de casos envolvendo líderes socialdemocratas em outros países do mundo, sempre tendo o Ministério Público e a Justiça como elementos centrais de desestabilização.

Em Portugal e Argentina ocorreu o mesmo processo (https://goo.gl/dJZHHZ ). Em Portugal, uma campanha sistemática contra o ex-primeiro ministro socialista José Sócrates, um ano de campanha, 9 meses de prisão preventiva. No final, nenhum elemento capaz de condená-lo, mas Sócrates estava politicamente destruído.

Na Argentina, o mesmo procedimento do MPF brasileiro. Pega-se uma decisão de política econômica, identificam-se ganhadores genéricos e amarra-se com algum financiamento de campanha para criminalizar Cristina Kirchner que foi indiciada e precisou depor perante um juiz (https://goo.gl/no1iaC ).

No dia 20 de fevereiro de 2016, uma entrevista extremamente elucidativa de Jamil Chade (https://goo.gl/Bk2qJq ), correspondente do Estadão em Genebra. Autor de um livro sobre o escândalo da FIFA, com fontes no FBI, Chade contava que foram as manifestações de junho de 2013 que convenceram o FBI que o Brasil estaria preparado para enfrentar dois mega-escândalos. Um, foi a Lava Jato, com foco na Petrobras. O segundo, a FIFA, visando romper os acordos esportivos que asseguram às empresas nacionais blindagens de audiência contra a entrada de competidores estrangeiros.

Ora, a FIFA é um escândalo brasileiro, que tem na Globo seu principal formulador. Os agentes do FBI diziam que o MPF brasileiro era o menos colaborativo no caso FIFA, ao contrário da Lava Jato, onde as informações fluíam torrencialmente.

Justamente nas manifestações de junho de 2013 houve o pacto entre a Globo e o MPF no combate à PEC 37, que restringiria a capacidade de investigação do MPF.

No dia 10 de março de 2016, GGN entrevistou o cientista político Moniz Bandeira, que explicou de forma detalhada a nova estratégia norte-americana, abdicando das parcerias militares em benefício dos pactos com o Judiciário e o Ministério Público. Sob o título “Da Primavera Árabe ao Brasil, como os EUA atuam na geopolítica” (https://goo.gl/u1ISQ8 ). Moniz disseca o novo modo operacional da geopolítica norte-americana.

No dia 20 de maio de 2016 participei de um debate na Fundação Escola de Sociologia e Política com o acadêmico alemão Thomas Meyer, autor do livro “Democracia midiática: como a mídia coloniza a política”. Meyer é intelectual de peso, membro do Grupo Consultivo da União Europeia para a área de Ciências Sociais e Humanas e vice-presidente do Comitê de Princípios Fundamentais do Partido Social-democrata da Alemanha.

No debate, contou em detalhes como se deu a campanha que levou à renúncia do presidente social-democrata Christian Wullf. Durante quatro anos, houve uma campanha de mídia na Alemanha que utilizava informações inventadas, absurdas, segundo ele. Todos os veículos montaram um fluxo único de informações, massacrando o presidente até renunciar.

Peça 4 – a explicitação da metodologia do “lawfare” Nos embates contra a Lava Jato, os advogados de Lula decidiram levar a perseguição ao Acnudh (Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos). No levantamento das práticas de abusos, houve uma discussão com especialistas na Universidade de Harvard, que detalharam a tática conhecida como “lawfare”, ou guerra jurídica (https://goo.gl/28knxn ).

Ali se percebeu que o fenômeno, global, já havia sido detectado pela academia dos países centrais, que conseguiram sistematizar seu modo de operação.

Consiste em uma parceria entre Ministério Público e mídia visando gerar uma enorme quantidade de notícias e denúncias, mesmo sem maiores fundamentos. O objetivo é sufocar a defesa, destruir a imagem do réu perante a opinião pública, atingindo seus objetivos de anulá-lo para a política – seja pela destruição da imagem ou pelo comprometimento de grande parte do tempo com a defesa.

Trata-se, portanto, de um recurso utilizado em várias partes com propósitos eminentemente políticos. A mesma coisa que ocorreu em Portugal, Alemanha, na Espanha, com o primeiro-ministro Felipe Gonzales.

E, aí, se junta a última peça para a explicitação da metodologia de atuação: quem comanda o circo

No começo de tudo estão os interesses geopolíticos norte-americanos, fundados em alguns objetivos:

1. Impedir o desenvolvimento autônomo de potências regionais e de modelos de social-democracia. Não é coincidência, a crise atual da Coreia do Sul, os ataques aos líderes social-democratas em vários países.

2. Atuar firmemente contra os BRICs. O Brasil já é fato consumado. Tenta-se, agora, a Índia.

3. Consolidar o livre fluxo de capitais já que, hoje em dia, a hegemonia norte-americana se dá fundamentalmente no campo financeiro.

O governo dispõe basicamente de três estruturas.


Em azul escuro, no topo, o Departamento de Estado (na época dirigido por Hillary Clinton, estreitamente ligada ao establishment norte-americano), em cooperação com o Departamento de Justiça. Como braços operacionais, o FBI – e suas parcerias com as polícias federais – e a NSA – a organização que se especializou em espionagem eletrônica, responsável pelos grampos nos telefones de Dilma Rousseff e Ângela Merkel.

O Departamento de Estado dispõe de três ambientes de disseminação da estratégia: as redes sociais, a cooperação internacional e o mercado.

Há anos, o Departamento de Estado atua nas redes sociais de vários países. Recentemente, a Wikileaks revelou a atuação do homem de Hillary nas redes sociais atuando junto a comunicadores brasileiros.

A cooperação internacional é uma estrutura antiga, de troca de informações entre Ministérios Públicos e Policias Federais de vários países. Após o atentado às Torres Gêmeas, tornou-se peça central de colaboração contra o crime organizado. Nela, o FBI desempenha papel central, por ser o órgão mais bem aparelhado para o rastreamento de dinheiro em paraísos fiscais – onde se misturam dinheiro do narcotráfico, caixa dois, dinheiro de corrupção política. Com o controle das informações, disponibiliza aquelas que são de interesse direto da geopolítica norte-americana.

Finalmente, o mercado, com sua extensa rede de entrelaçamento com instituições financeiras, empresas e mídia nacionais, é o terceiro canal de influência.

Nos círculos vermelhos, os três fenômenos que chacoalham as democracias modernas.

O primeiro, a informação caótica, fato que aumenta com as redes sociais e, especialmente, com os grupos de mídia praticando a chamada pós-verdade – a invenção de notícias com propósitos políticos.

O desalento com a economia – após a crise de 2008 – gerou dois novos sentimentos de massa: o desânimo com a democracia e a busca de saídas autoritárias; e a exploração do mito do inimigo externo, que pode ser um membro do Islã, um imigrante indefeso ou um perigoso agente da social-democracia.

A falência do estado de bem-estar social, a falta de alternativas, promoveu um quarto sentimento, que é o do desmonte do Estado através do enfraquecimento da política em favor do mercado.

Em verde, finalmente, os agentes nacionais desse golpe: a Lava Jato e a PGR, firmemente empenhados na destruição da estrutura atual de grandes empresas brasileiras; a mídia e o mercado.

Com essas ferramentas à mão, monta-se o “lawfare”, visando exclusivamente os adversários do sistema. E, no bojo das operações, o conjunto de ideias econômicas que, no caso brasileiro, foi batizado de “Ponte para o Futuro”: desmonte do Estado social, livre fluxo de capitais, privatização selvagem.

No futuro, assim que se sair do estado de exceção atual, não haverá como não denunciar o Procurador Geral Janot, o juiz Moro e os procuradores da Lava Jato por crime contra o país. E, aí, haverá ampla documentação devidamente registrada e que possivelmente será requisitada pelo primeiro governo democrático brasileiro, pós-golpe, junto à cooperação internacional.

* o autor é jornalista
Publicado no GGN: http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-do-assassinato-politico-e-o-papel-do-mpf

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8 comentários:

  1. Não sei se vocês são patéticos ou patetas. Provavelmente os dois.
    Quer dizer que não roubaram? Não quebraram a Petrobras ?
    Os culpados são os que investigam este nojo?
    Tenham a satanica paciência...

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  2. Antonio Carlos,
    acho que o patético aqui é você. No artigo não se fala quem roubou ou não. Quem está quebrando a Petrobras e as empreiteiras, acho que ficou claro, e quem está vendendo o Brasil, bem baratinho, também... Pode crer que os que investigam, hoje, causam mais mal ao Brasil e à Petrobras do que aqueles que roubaram. Nenhum deles deve ter perdão, cadeia para todos! Mas não sejamos hipócritas (muito menos ingênuos...)de aplaudir esses que estão desmontando o Brasil por interesse político e partidário, não é? A judicialização é tão ruim, ou pior, do que a ditadura militar, você não vê isso?

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    1. Bem, eu não acredito em Deus, mas pelo amor do seu Deus, quanta "ingenuidade " dizer que os que estão investigando estão quebrando a Peteobras. Você tem noção de independente do roubo, quantos negocios estrategicos foram pessimamente feitos na Petrobras nesse tempo que passou. Ela saiu de uns 40 reais e foi a 4 quando descobriu-se as falcatruas. Já voltou a 16 na investigação. Os valores são o que mercado acha. Dizer que faz mais mal do que roubaram é piada de mau gosto. Dizer que a judicializacao é pior do que a ditadura militar, é ter medo da justiça, ou ter mau caráter. Dizer que estão desmontando o Brasil , ora, não enxerga quem desmontou o Brasil?
      Os denunciados que vão todos para a cadeia, inclusive os que se locupletaram com eles...

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  3. Antonio Carlos,
    em qualquer país civilizado a justiça pune os executivos, dá uma multa à empresa, mas não quebra a empresa para não acabar com empregos, e com a função social de uma empresa.
    Se o mercado anda "desvalorizando" a Petrobras, é porque quer comprar, né não? O que o mercado "acha" é muito suspeito... Aliás, George Soros tá comprando ações da Petrobras desde 2012...

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    1. O George Soros começou a comprar a Petrobras recentemente, depois que assumiu a atual administração tentando arrumar o que as ratazanas que lá estavam destruiram. Ela está sendo processada porque mentiram descaradamente ao não seguir as regras de "complaience" do mundo civilizado que funciona. É evidente que americanos, europeus, ou asiaticos ao fazerem negócios com o Brasil vão sempre querer levar a máxima vantagem. Cabe a nós também levar a nossa vantagem, mas sem mentiras escabrosas e corrupção desenfreada. As empresas que fazem isto não estão cumprindo nenhuma função social, mas sim concorrendo deslealmente com as empresas que tentam crescer de forma honesta e que estas sim cumprem sua função social, pagamdo seus impostos, e mantendo o salario de seus funcionarios em dia.

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  4. Antonio Carlos,
    lamento, mas vc está mal informado. O Soros vem comprando ações da Petrobras desde o affair Pasadena, que foi anterior à demissão do Paulo Roberto Costa e do Cerveró da Petrobras pela Dilma em abril de 2012. Lembro que P.R. Costa e Cerveró foram nomeados pelo Francisco Dornelles (PP/RJ, tio do Aécio, ex-ministro da Fazenda do Tancredo). Foi Dilma e a Graça (então presidente da Petrobras) que demitiram esses 2, muitos antes da CPI de então, e muito antes da Lava Jato...
    Essa administração que está aí só nomeou o Pedro Parente pra fatiar e vender a Petrobras. O Zé Serra propôs no Senado privatizar o pré-sal, e foi aprovado. Essa administração já vendeu aos franceses parte do pré-sal e vai vender o resto aos americanos. Já está privatizando o gás natural e a distribuição de gasolina. Com a venda dos ativos, mas com o declínio dos estaleiros e demais fornecedores da Petrobras ela retoma o equilíbrio, em tamanho muito menor do que era. Ou seja, estamos baratinhos para o mundo, e essa administração entrega tudo. Até a previdência vai ser privatizada aos fundos de pensão internacionais, para "reduzir despesas do orçamento" e garantir que vamos pagar juros "justos" aos banqueiros e rentistas... Definitivamente, não dá pra chamar isso de honesto, feito por um governo ilegítimo que não foi eleito, mas está lá porque a elite assim o quer...
    O Brasil continua sendo o vira-lata de sempre, submisso aos interesses dos poderosos (com apoio da mídia que só vc e a velhinha de Taubaté acreditam) e os políticos que estão hoje no poder são os lobbystas do interesse internacional, e vc quer me fazer acreditar que 5 ou 6 gatos pingados do PT são responsáveis pela maior corrupção da história desse país? Mais de 90% dos políticos condenados ou presos pelo juiz Moro pertencem ao PMDB / PP / PR...
    Ora, façamos uma auditoria da nossa dívida interna, já!!! Façamos uma auditoria dos valores recebidos pelas privatizações, pois mais da metade é "títulos do Tesouro" do tempo do Império, que têm valor facial corrigido de 10% do valor original e passam a valer 30% por quem vende, pesquise quem tem isso e vc descobre o "cui bono" do golpe de 2016, que agora deve derrubar até o Temer...

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    1. Golpe é quando você usa dinheiro roubado para se eleger o que mais aconteceu ultimamente. É obvio que não foi só o PT, mas como eles estavam no poder, foi o que mais apareceu e de forma institucionalizada. Tem que ser muito mau caráter só tentar defender essa petralha.
      Parece que só concordamos quanto ao Aquecimento Global.

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  5. Antonio Carlos, sempre foi assim, a mídia é que distorceu isso por interesses partidários e apoiou o golpe... Os tucanos é que inventaram o mensalão, o PT é inocente e fez o mesmo.
    Não defendo a corrupção, nem de petista e nem de ninguém, só afirmo que a mídia é seletiva, assim como o judiciário, e terceirizou a opinião das pessoas. É por isso que não leio mais jornais, pela mesma razão que não como salsichas, porque sei como é feito...
    Veja, pois, que não é só sobre o aquecimento que temos opinião igual.
    abs

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