quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Nobel da Paz para Lula, por causa do lawfare.

Richard Jakubaszko
E quem pode afirmar que não há perseguição política? Ou lawfare?

Depois de ser processado sem provas, condenado em 1ª instância por um juiz federal, com base em "vantagens obtidas de forma indeterminada", sentença exótica referendada de forma unânime no TRF4, Lula foi preso e teve negado Habeas Corpus em diversas instâncias da Justiça, inclusive no próprio STF. Tudo porque o STF legislou sobre cláusula pétrea da Constituição em relação a prisão logo após decisões de 2ª instância, em instâncias colegiadas, apesar de ainda faltarem decisões sobre recursos em instâncias superiores. O lawfare prosseguiu, e Lula continuou preso, para não participar da eleição presidencial em 2018.

Hoje, a burocracia da (in)justiça carcerária de Curitiba, onde Lula está preso, negou durante a madrugada o direito legal e constitucional do preso político Luiz Inácio Lula da Silva de ir a São Paulo para participar do velório e enterro do irmão Vavá, morto em 29 de janeiro. A defesa recorreu, ainda de madrugada, ao STF.

Às 13:00 hs de hoje o ministro Tófolli, de plantão no STF, que se encontra em recesso, concedeu em Brasília o Habeas Corpus a Lula para comparecer ao velório e enterro do irmão, desde que "o velório seja realizado numa instalação militar, com segurança aos seguranças que acompanhariam Lula, sem declarações à imprensa, sem manifestações políticas, e sem celulares próximos".

Na mesma hora em que concedia o HB, e conforme previsto desde ontem, Vavá foi enterrado num cemitério em São Bernardo, sem a presença do irmão. O STF, assim, concedeu o Habeas Corpus "humanitário", um direito legal de qualquer preso, mas depois do fato consumado. Lula desistiu de ir a São Paulo.

O Brasil enlouqueceu de vez. Nem o Nobel da Paz resolve esse lawfare, como imagina o jornal l'Humanité, que anda em plena campanha por Lula para que seja concedida essa honraria ao ex-presidente. A campanha de apoio junto aos organizadores do Nobel, registra mais de 500 mil assinaturas.
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4 comentários:

  1. José Hilário Petry Ristov - São Paulo31 de janeiro de 2019 16:56

    A Polícia Federal não dispunha de helicópteros em Curitiba (estão em Brumadinho, ajudando no trabalho humanitário), e você queria que Lula fosse a São Paulo como? De carro?

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  2. Não, de avião, fosse o avião oferecido pelo PT, que alugou um, fosse da própria Polícia Federal, que tem vários jatinhos.

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  3. José Hilário Petry Ristov31 de janeiro de 2019 17:05

    Avião é caro, e por que tinha de priorizar Lula? O Brasil vive dificuldades enormes, e vc queria fazer gastos com o enterro do irmão do Lula?

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  4. Está na Lei, preso tem direito de ir a velório e enterro de ascendente ou descendente, e irmãos. Sobre os altos custos, pergunto: vc reclamou quando a Polícia Federal mandou buscar o Battisti na Bolívia, pra ser extraditado? Se não perguntou, e nem reclamou, vc está sendo parcial, além de ser ingênuo com as desculpas da PF e dos juízes envolvidos...

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