terça-feira, 21 de agosto de 2012

Um assombro!

Richard Jakubaszko

"Dos diversos instrumentos inventados pelo homem, o mais assombroso é o livro; todos os outros são extensões de seu corpo... Somente o livro é uma extensão da imaginação e da memória."
(Jorge Luis Borges, 1899-1986)
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domingo, 19 de agosto de 2012

Jin Ji Du Li, um modismo chinês milenar.


Richard Jakubaszko
Recebi por e-mail mais de uma dezena de vezes esse Jin Ji Du Li, por isso resolvi postar aqui no blog, pois deve estar chamando a atenção das pessoas.
Andei praticando, nos primeiros dias ficava menos de 5 segundos, o tempo foi aumentando, já ando pra lá de 10 segundos. Benefícios? Ainda não senti... 
Mas a medicina milenar chinesa é poderosa.

Jin Ji Du Li
Uma prática para prevenir o envelhecimento e perda de memória. Parece fácil, certo?
Faça este exercício da cultura chinesa simples e eficaz... e verá.
A essência é que seus olhos devem estar fechados quando você pratica "Jin Ji Du Li"... preste atenção.

Eis o exercício:
Fique sobre uma só perna, com os seus olhos abertos. É só isso.
Experimente agora fechar os olhos.
Se você não for capaz de ficar em pé por pelo menos 10 segundos seguidos, isso significa que seu corpo se degenerou ao nível de 60 a 70 anos de idade.
Em outras palavras, você pode ter apenas 40 anos de idade, mas seu corpo envelheceu muito mais rápido.

Ficar sobre um pé com os olhos abertos, é uma coisa e fazer o mesmo com os olhos fechados ... a história é outra!
Não precisa levantar muito a perna. Se os seus órgãos internos estão fora de sincronia, mesmo levantando a perna um pouco vai fazer você perder o seu equilíbrio.
Os chineses estão bem avançados no conhecimento do corpo humano.

A prática frequente e regular do "Jin Ji Du Li" pode ajudar a restaurar o sentido de equilíbrio.
Na verdade, os especialistas chineses sugerem que a prática diária por 1 minuto, ajuda a prevenir a demência.
Primeiramente, você pode tentar fechar os dois olhos, não completamente. Na verdade, é isso que o especialista de saúde Zhong Li Ba Ren recomenda.
A prática diária de Jin Ji Du Li pode ajudar na cura de muitas doenças, tais como:
Hipertensão;
Altos níveis de açúcar no sangue ou diabetes;
O pescoço e doenças da coluna vertebral;
também pode impedi-lo de sofrer de demência senil.

Zhong Li Ba Ren escreveu um livro intitulado: "A auto-ajuda é melhor do que procurar ajuda dos médicos", um best seller que também foi o melhor livro de saúde à venda na China desde que foi publicado pela primeira vez no ano passado.
Seu sucesso pode ser medido pelo fato que rendeu mais de 1 milhão de cópias vendidas.
Diz-se que, de acordo com o entendimento de médicos chineses, a doença pode aparecer no corpo devido a problemas surgidos na coordenação entre os vários órgãos internos, o que faz com que o corpo perca o seu equilíbrio.

Jin Ji Du Li pode zerar esta interrelação dos órgãos e como eles funcionam juntos.
Zhong Li Ba Ren disse que a maioria das pessoas não consegue ficar sobre um pé com os olhos fechados por 5 segundos, mas depois, praticando todos os dias, são capazes de fazer por mais de 2 minutos.

Quando você conseguir ficar mais tempo, a sensação de peso desaparece.
Ao praticar Jin Ji Du Li, você vai notar que sua qualidade do sono fica melhor,
a mente limpa e melhora a memória significativamente.
A coisa mais importante é que se for praticado Jin Ji Du Li com os olhos fechados por 1 minuto todo dia, você não irá sofrer de demência senil (o que significa que o cérebro continuará saudável).

Zhong Li Ba Ren explicou que há seis meridianos principais que passam por entre as pernas.
Quando você ficar em uma perna, você sente dor devido ao exercício e, quando isso ocorre, os órgãos correspondentes a esses meridianos e suas formas começam a receber os ajustes necessários. Este método é capaz de se concentrar a consciência e canalizar o corpo até os pés.

Os efeitos benéficos da prática de Jin Ji Du Li em várias doenças como:
a hipertensão, diabetes, pescoço e coluna vertebral, começarão a ser sentidos rapidamente.
Problemas como a gota também poderá ser prevenido.
Cura doenças básicas como "Pés frios" e também pode reforçar a imunidade do corpo.

Você não precisa esperar até que você tenha uma doença para começar a praticar Jin Ji Du Li.
É adequado para quase qualquer tipo de pessoa e especialmente benéfico
em pessoas jovens, se praticadas diariamente, a probabilidade de adquirir problemas naturais da idade, será menor.
Não recomendado para pessoas cujas pernas são fracas e não podem ficar por longos períodos em pé.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A exótica e surpreendente Índia

Richard Jakubaszko
Mística, milenar, exótica, criativa, superpopulosa, é surpreendente a Índia. As fotos a seguir registram flashes do cotidiano.
A maternidade é universal...
A gambiarra é atávica...
É um país tropical, preguiçoso por natureza, mas criativo...
Na Índia há improvisação diante dos rigores da natureza, e certo desapego por confortos ocidentais.


Há conflito passivo entre o moderno e o excluído. Um não precisa do outro...
Inegavelmente, algumas tradições e hábitos são incompreensíveis para os ocidentais.
De certa forma, muitos hábitos são exóticos.
Universalidades praticadas de formas estranhas...
Ou valores espirituais e comportamentais que não conseguimos entender...
Esta lavagem nasal eu faço, aqui no Brasil, com outro tipo de vasilhame, algo semelhante. É milenar e eficientíssima.
Mas as gambiarras indianas são insuperáveis, convivem entre o moderno e o adaptado. O banco do motorista é impagável...
Não se luta contra o inevitável, aguarda-se passivamente que as águas fiquem menos revoltas...
Definitivamente, cabelos nas orelhas é algo muito estranho...
Esta gambiarra no transporte exige muito equilíbrio, força e concentração.
Já esta gambiarra de toalete inevitável é universal...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O freguês sempre tem razão

Marketing da terra
O freguês sempre tem razão
Richard Jakubaszko
O aforismo praticado pelos padeiros lusitanos jamais foi contestado pelos especialistas da mercadologia, comprovando-se como verdade insofismável. Entretanto, no mundo contemporâneo, tanto a mídia de massas, especialmente TVs e jornais, e adeptos de interesses comerciais tentam desmontar e distorcer a realidade. A tentativa de desconstrução dessa verdade encontrou respaldo nas afirmações dos ambientalistas de que o consumidor comum rejeitaria adquirir produtos que contribuíssem para a poluição ambiental ou que trouxessem perigo à sua saúde. Essas “ameaças” categóricas, causaram receios entre produtores rurais, o que é natural.
Três exemplos recentes comprovam que o consumidor não obedece a essa ótica ambientalista, ou não lê jornais e nem assiste TVs, ou ainda, o que é mais provável, definitivamente, não está nem aí para tais questões ambientais. Se não, vejamos:

1º – As sacolas plásticas de supermercados.
Conforme divulgado exaustivamente na mídia, os supermercadistas paulistas realizaram acordo político com o Governo do Estado de São Paulo para acabar com o fornecimento das mesmas aos clientes. A mídia ambientalista aplaudiu a iniciativa. Implantada a ideia houve uma reação crítica da sociedade, e as donas de casa protestaram de forma veemente (sem sequer apelar para a realização de passeatas) com a ausência das sacolinhas, mais ainda por terem de comprar outras sacolas, também de plástico (mas chamadas de biodegradáveis...).
Revelou-se, no episódio, que a “meritória” intenção dos supermercadistas nada tinha de interesse na questão ambiental, mas apenas de reduzir custos e aumentar lucros. A proibição foi revogada em junho último, e ninguém reclama mais.

2º – A paridade do etanol versus gasolina.
Há um consenso antigo de que o etanol deve custar no máximo de 65% do preço da gasolina para tornar-se vantajoso do ponto de vista econômico, mesmo tendo a vantagem de ser muito menos poluente. O etanol transmite mais potência ao veículo, mas consome mais por km percorrido, ou melhor, é mais esbanjador do que a gasolina. Desde 2011 assistimos no Brasil a uma guerra comercial do etanol versus gasolina que seria cômica, não fosse trágica. Os usineiros afirmam que o Governo sustenta preço artificial baixo da gasolina. Já o Governo acusa os usineiros de não investirem nos canaviais, o que ocasionou queda de produção, e de provocarem a anormalidade de fornecimento, para ter aumento dos preços do etanol. Na última entressafra os preços do etanol estiveram em 80% da paridade com a gasolina. Mesmo com a possibilidade de proporcionar visível benefício ambiental às cidades onde vive, o consumidor não quis saber de conversa, aderiu ao uso da gasolina, mesmo que essa não transmita tanta potência aos seus HPs. No jogo de empurra, o Governo Federal reduziu de 25% para 20% a adição de etanol à gasolina. Sobrou etanol no mercado, os preços caíram, mas os investimentos continuam baixos, e aguarda-se a próxima entressafra, quando a guerra deve continuar. O consumidor não está nem aí para a questão ambiental.

3º – Embalagens dos OGMs com avisos
 Os ambientalistas brigaram muito para tornar obrigatório o uso do triângulo amarelo com um ameaçador “T” em seu interior, nas embalagens de alimentos. Através de legislação tornou-se isso obrigatório no Brasil. Na visão idealizada dos ambientalistas o consumidor recusaria esses produtos, e os agricultores deixariam de comprar sementes GMs, liquidando com as empresas fornecedoras. A Europa, em recados através da mídia acrítica, exige do Brasil o fornecimento de alimentos não OGMs, mas jamais se dispôs a pagar um centavo a mais, comprovando a hipocrisia do discurso.

Pois vem da Europa outro exemplo da palavra final do consumidor.
Para observar consumidores em uma situação real, pesquisadores da Universidade de Otago * (Nova Zelândia), montaram barracas de frutas em ruas de 6 diferentes países: Bélgica, França, Alemanha, Nova Zelândia, Suécia e Reino Unido. As tendas vendiam morangos, uvas e cerejas que apresentavam 3 rótulos diferentes: “orgânico, certificado Biogrow” (produto que fortalece a planta), e “baixo resíduo, produzido em área potencial para conservação” e “100% livre de defensivos, geneticamente modificado".

Se os clientes perguntavam sobre as frutas GM, os fornecedores explicavam que continha genes que faziam a planta produzir seu próprio inseticida natural. Na verdade, todas as frutas tinham a mesma origem. Nas barracas de frutas, os frutos GM foram os mais escolhidos.

Com pequena redução na condição de preços, o fruto GM foi a escolha mais popular ou a segunda mais popular em 3 dos 5 países europeus nas bancas de fruta, apesar de ser a opção menos popular em pesquisas de mercado convencionais nesses mesmos países.
Depois de fazer as suas compras nas bancas, os clientes foram questionados sobre suas decisões. O preço foi um fator comum. Muitos clientes que compraram “orgânico” ou “baixo resíduo” disseram tê-lo feito por força do hábito, e alguns diziam que as frutas orgânicas pareciam melhor e mais saborosas. Mesmo tendo provado todas as frutas, alguns consumidores não acreditaram que todos os frutos eram os mesmos, com a mesma origem.

Os resultados sugerem que pesquisas feitas anteriormente podem ter exagerado o grau de sentimento negativo em relação aos produtos GM. Os investigadores concluem que “a expectativa social” leva as pessoas a fazer escolhas diferentes em uma situação de pesquisa das que fariam em uma situação de consumo real.
Em outras palavras, o consumidor pode escolher um produto mais barato, mesmo sendo GM, se acreditar que ninguém está olhando.
Entretanto, em situação de resposta a um questionário, há o desejo de optar por algo socialmente aceitável.
Os pesquisadores apontam que seu raciocínio foi inferido a partir dos comentários coletados.
No entanto, acreditam que as descobertas mostram que os GMs serão mais aceitos pelos consumidores se forem mais baratos e suas vantagens (por exemplo, ausência de resíduos de pesticidas) forem claramente identificadas ou explicadas.
Conclusão: a vontade do consumidor é soberana, pode até ser perversa, mas o freguês sempre tem razão. Revogam-se todas as boas e más intenções em contrário.
*  Fonte: European Commission – Science for Environment Policy

Publicado originalmente na revista Agro DBO / nº 36, agosto 2012 - Licença permitida de reprodução, desde que citada a fonte: www.agrodbo.com.br
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Como alfabetizar as crianças hoje em dia

Richard Jakubaszko
As gerações Y, @ e G, apresentam inegáveis dificuldades para serem alfabetizadas, muitos jovens são analfabetos funcionais, leem mas não entendem o que está escrito. Para que se possa minimizar esse problema, vejam abaixo como poderia ser facilitada a tarefa inicial dos educadores:


sábado, 11 de agosto de 2012

Amarrem a melancia no pescoço do presidente da Anvisa!!!

Moacir Japiassu (*)
O ‘Jornal da ImprenÇa’ comenta a reportagem que a jornalista da Folha, Johanna Nublat, fez com o diretor-presidente da Anvisa
Amarrem a melancia grande no pescoço do presidente da Anvisa!!!
O diretor-presidente da Anvisa, um dos mais bem preparados intelectuais do Brasil, como o mundo inteiro está careca de saber, é também um exibicionista seboso; agora, anuncia em entrevista à considerada Johanna Nublat, repórter da Folha em Brasília, que pretende "fechar o cerco às farmácias para fazer valer, na prática, a inscrição 'vendido sob prescrição médica', impressa nas tarjas vermelhas".

Entre os tais remédios encontram-se anticoncepcionais, anti-inflamatórios e drogas para combater a hipertensão. Ou seja, remédios de uso contínuo e obrigatório, os quais não podem, evidentemente, depender de receita médica uma vez por mês!

A repórter ouviu também Gustavo Gusso, professor de clínica geral da USP, o qual achou boa a idéia de exigir receita para remédios como o anticoncepcional, mas ressalva que no país há dificuldades de acesso a médicos:
"Onde não existe médico, ou vai ter um médico para assinar receitas uma vez por mês ou vai acontecer outra coisa. Entre o ideal e o real existem muitas opções"

Janistraquis, que anda mais desconfiado do que juriti de manhãzinha, estranha que a chamada "grande imprensa" não faça uma campanha contra a mania de ostentação do presidente fascista da Anvisa:
"O que a agência se intromete na vida das pessoas é algo intolerável; que democracia é essa que sempre desrespeita os cidadãos?!?!"

E meu assistente alerta desde já: mora no meio do mato e, se não puder comprar pela internet os anti-inflamatórios de que precisa para suportar as dores na coluna lombar e os anti-hipertensivos que o mantêm vivo, vai processar o diretor-presidente desse lixo autoritário, chamado Dirceu Barbano. Se não morrer antes, é claro.

 Moacir_Japiassu_(*) Paraibano, 70 anos de idade e 50 de profissão, é jornalista, escritor e torcedor do Vasco. Trabalhou, entre outros, no Correio de Minas, Última Hora, Jornal do Brasil, Pais&Filhos, Jornal da Tarde, Istoé, Veja, Placar, Elle. E foi editor-chefe do Fantástico. Criou os prêmios Líbero Badaró e Claudio Abramo. Também escreveu nove livros (dos quais três romances) e o mais recente é a seleção de crônicas intitulada “Carta a Uma Paixão Definitiva”.


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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O carro do Século XXI!


Richard Jakubaszko

A notícia do século?
Recebo lá de Porto alegre e-mail de Carlos M. Wallau, dando conta do lançamento do automóvel do Século, movido a ar. Será possível isso?
A Tata Motors Índia acha que sim. O que vão fazer as empresas petrolíferas para deter a Tata Motors? É um motor de automóvel que funciona com ar...
Assim é, só o ar que nos rodeia é o combustível dessa engenhoca. Dê uma olhada na fera. A Tata Motors da Índia  programou o carro de ar para rodar nas ruas da Índia ainda em 2012.
O Air Car foi desenvolvido pelo ex-engenheiro da Fórmula Um, Guy N., utiliza ar comprimido para empurrar os pistões de seu motor e fazer com que o carro avance.

O Air Car, chamado o "Mini CAT", deve custar ao redor de US$ 8,177. O CAT Mini é um carro simples, urbano, ligeiro, com um chassi tubular e corpo de fibra de vidro. Um microprocessador é utilizado para controlar todas as funções eléctricas do automóvel.

Um pequeno rádio transmissor envia instruções às luzes e sinais a qualquer outro dispositivo elétrico no carro. Que não são muitos. A temperatura do ar limpo expulso pelo tubo de escape está entre 0 a 15 graus abaixo de zero, o que o faz apto para uso pelo sistema de ar acondicionado interior, sem necessidade de gases nem perda de potência. Não há chaves, só um cartão de acesso que pode ser lido pelo carro desde seu bolso.

Segundo os fabricantes, o custo é de menos de US$ 1.12 por cada 100 km, que é aproximadamente um décimo do custo de um automóvel que funciona com gás. A autonomia de quilometragem é quase o dobro do carro elétrico mais avançado, um fator que o torna a opção perfeita para os automobilistas urbanos.  O carro atinge uma velocidade máxima de 105 km por hora e teria uma faixa ao redor de 300 km entre recargas.
Recarregar o carro será feito em estações de serviço adaptadas com compresores especiais de ar.
O abastecimento só demora 2 a 3 minutos e custa ao redor de US$ 2.25, e o carro estará pronto para mais 300 quilômetros.
Este carro também pode ser reabastecido em casa com o compressor de bordo.  Levará de 3 a 4 horas para encher o tanque, mas isto pode ser feito enquanto você dorme.
Como não há motor de combustão, a mudança de 1 litro de óleo vegetal só é necessário a cada 50.000 km.
Devido à sua simplicidade, é muito baixa a manutenção que se realiza no carro. Este carro movido a ar quase soa demasiado bom para ser verdade.
Será que já vamos vê-lo em agosto de 2012?
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Aventura perigosa


Rogério Arioli Silva *
Viajar de carro pelas estradas brasileiras é, antes de tudo, um exercício de coragem.  Com raríssimas exceções a grande maioria da malha rodoviária brasileira encontra-se em estado precário e, mesmo com os recursos do PAC I e do PAC II, provavelmente este quadro não se modificará num lapso de tempo razoável. Há um visível descompasso entre o crescimento da frota de veículos no país e a necessária ampliação das estradas, de modo a suportar este ingresso dos novos usuários.

Segundo o DENATRAN (2011) a frota brasileira de veículos, incluindo automóveis, caminhões, carretas, ônibus e motocicletas atingiu 70,5 milhões de unidades o que significa um crescimento de 121% nos últimos dez anos. O incremento no número de motocicletas é ainda mais espantoso e superou 300% neste mesmo período, onde a população brasileira cresceu em torno de 12%. A estabilidade econômica obtida pelo país proporcionou a milhares de pessoas adquirirem seus veículos graças às parcelas fixas e às inúmeras opções de financiamentos disponíveis. Melhor para as montadoras que aproveitaram este bom índice de crescimento e também para o governo que viu sua arrecadação engordar via ICMS e IPVA, além de todos os desdobramentos tributários incidentes em peças automotivas, pneus e combustíveis.

Enquanto a frota brasileira cresce em progressão geométrica os investimentos na recuperação e manutenção das estradas crescem em progressão aritmética, malthusianamente falando. Estimativas do DNIT dão conta de que a demanda de investimentos na restauração das estradas fique em torno de R$ 16 bilhões por ano em serviços como prevenção de quedas de barreiras e erosão dos leitos das pistas, além de tapa-buracos, consertos de ondulações e demais adequações.  Importante frisar que se tratam apenas de investimentos para consertar o que está estragado e não de construir novas vias ou mesmo duplicar as já existentes.

Dados divulgados pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) demonstram que o Brasil gasta mais com os problemas advindos dos prejuízos causados pela precariedade das estradas do que com a ampliação e modernização das mesmas.  No ano de 2010, por exemplo, o governo gastou R$ 14 bilhões de reais com as 183 mil ocorrências que resultaram em 8.516 mortos nas estradas brasileiras.  Vejam que mesmo que estatisticamente a vida humana tenha um valor financeiro, este com certeza estará sempre subestimado para aqueles afetados pela tragédia do trânsito brasileiro.

Ao observar a classificação das condições das estradas no ranking costumeiramente divulgado, verifica-se que apenas 14% das rodovias estão em situação precária, das quais 11,2% são ruins e 2,8% consideradas péssimas.  Num primeiro momento cria-se a falsa impressão que o problema não é tão grande assim. Mas e quantas estão defasadas em relação ao volume de veículos que nelas trafegam? Qualquer leigo sabe que uma rodovia congestionada torna-se muito mais perigosa do que uma com fluxo racional. Portanto os dados são incompletos, senão mentirosos.

Os problemas na qualidade das obras realizadas em rodovias, infelizmente, são regra e não exceção. A maioria dos serviços executados pelas construtoras não suporta a primeira vistoria, como foi o caso da rodovia Cuiabá-Chapada e de inúmeras outras fiscalizadas Brasil afora. Demonstra que os gastos na maioria das vezes serão em vão o que resulta em perda de tempo e dinheiro. Talvez fosse o caso de deixar a manutenção da estrada sob responsabilidade da empreiteira que executou a obra de restauração durante um longo tempo, para que a mesma arque com o resultado do serviço executado e, assim, comprometa-se mais com a qualidade da obra.

Como estes problemas de qualidade e defasagem das estradas brasileiras ainda deverão permanecer por um bom tempo tornam-se necessários alguns conselhos àqueles que necessitam arriscar-se pelas estradas brasileiras: não ter pressa de chegar; evitar viagens noturnas; realizar ultrapassagens seguras; estar em dia com a manutenção do veículo; rezar bastante e, por fim, fazer um seguro de vida beneficiando seus dependentes.
                                                                                                                                   * O autor é Engº Agrº e Produtor Rural no MT
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domingo, 5 de agosto de 2012

Templo budista construído com garrafas de cerveja

Richard Jakubaszko
Um templo budista, construído inteiramente por garrafas de cervejas reutilizadas, e por cimento branco como liga.
A curiosidade me foi enviada por Silvia Nishikawa, lá de São Gotardo, MG. Esse templo se localiza em Khun Han, na Tailândia, e foi totalmente edificado com garrafas de vidro das cervejas Heineken e Chang, as favoritas na região. Uma por ter a garrafa verde e a outra por ter a garrafa marrom. Garrafas de outras cores foram descartadas.

O povo da região atendeu ao pedido dos monges para que fornecessem as garrafas com as quais construíram esse templo original e muito bonito.
As garrafas, além de tudo, conferem ao local excelente isolamento térmico e acústico. Foram usadas mais de 6 milhões de garrafas...



sábado, 4 de agosto de 2012

Ilha de Jindo, o milagre de Moisés.

Richard Jakubaszko
Na ilha Jindo, localizada na Coréia do Sul, ocorre um dos fenômenos naturais mais incríveis do mundo, o chamado "Milagre de Moisés".

Duas vezes por ano, durante uma maré baixa, um caminho de terra de 2,8 km, com 40 metros de largura é revelado, unindo as ilhas de Jindo e Modo por um período de uma hora.

O fenômeno ocorre independentemente da velocidade da maré ou das ondas.
Pessoas de todo o mundo vão para testemunhar este milagre e andar pelo caminho marítimo.

Existe uma lenda por trás deste fenômeno coreano. Revela a lenda que uma aldeia de Jindo foi atacada por tigres e todos os moradores correram para a ilha vizinha, Modo. Todos, com exceção de uma mulher de idade, indefesa, que foi deixada para trás. No seu desespero ela orou ao Deus do Mar, que dividiu o mar e ajudou-a a escapar dos sanguinários animais.

Enviada por Silvia Susuki Nishikawa, lá de São Gotardo.
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O estado da arte do Plantio Direto no Brasil

Fernando Penteado Cardoso *
A partir dos anos 1980, o sistema de plantio direto foi aperfeiçoado e adotado progressivamente no país até ultrapassar 35 milhões de hectares. A cultura da soja, por exemplo, tem o solo quase totalmente protegido pelo sistema.A difusão do plantio direto ao longo dos últimos 30 anos deve-se, primordialmente, ao empenho dos produtores em resolver os problemas inicias do sistema. Teimaram, persistiram e conseguiram, com a devoção de alguns pioneiros incansáveis na divulgação através de eventos variados.
 
A considerar também o concurso dos fabricantes de semeadoras e a colaboração dos agrônomos, quer de atividade individual, quer participantes das cooperativas, dos órgãos públicos de pesquisa e fomento e das firmas privadas de assessoria técnica e consultoria.
 
Dispunham-se de dados isolados da adoção do sistema, dos sucessos e insucessos, mas faltava uma análise mais ampla do estado da arte dessa tecnologia, que tanto havia contribuído para controlar a erosão.
 
Quando o agrônomo André Pessoa tomou a inciativa, em 2006, de avaliar as safras antes da colheita, através de aferições nas lavouras, de acordo com modelo usado nos EUA, a Fundação Agrisus vislumbrou a oportunidade de aproveitar as visitas a campo para conferir como andava o plantio direto.
 
O projeto executado pela Agroconsult, denominado Rally da Safra, passou então a dar notas ao plantio direto nas visitas aleatórias destinadas a medir a produtividade da soja e do milho. Ao mesmo tempo foram submetidos questionários aos participantes das reuniões técnicas regionais.
 
Em 2009, além das anotações em milhares de visitas aleatórias e de centenas de questionários respondidos pelos produtores, a Agrisus contratou a coleta de amostras de terra em mais de 1.000 locais a fim de conhecer o comportamento dos nutrientes dos adubos colocados ano após ano na base de sulcos relativamente rasos, sem serem incorporados posteriormente por gradagens ou arações.
 
Dessas 8.253 observações a campo, dos 3.730 questionários respondidos e das 2.342 amostras de terra de 1.171 locais, resultaram sete Relatórios do Estado da Arte do PD no Brasil (2006 a 2012), cada um historiando os resultados anteriores, um Relatório da situação do Fósforo no ambiente do PD e um Relatório das Bases Trocáveis igualmente na mesma situação ambiental.
 
As conclusões essas pesquisas, inéditas no país, destinam-se ao conhecimento da situação atual e da evolução do sistema durante o período de estudo. Constituem um acervo precioso de dados través do qual os produtores serão estimulados a se aperfeiçoarem, enquanto entidades privadas e órgãos públicos encontrarão elementos para planejamento de suas ações.
 
A valiosa documentação, resultante da iniciativa e do apoio da Fundação Agrisus, acha-se à disposição dos interessados no site www.agrisus.org.br.

* o autor é engenheiro agrônomo, formado na turma de 1936 da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). Entre múltiplas atividades no setor agropecuário, foi fundador e presidente da Manah S.A. e fundador e ex-presidente da Fundação Agrisus, única entidade a trabalhar exclusivamente com recursos próprios no apoio a projetos educacionais e de pesquisa voltados à melhoria e conservação do solo.
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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Provérbio "latino"

Richard Jakubaszko
O provérbio "latino", abaixo, é a mais perfeita exacerbação da criatividade diante das evidências históricas do conhecimento humano, desconsiderando as adaptações da livre tradução do latim nostro de cada dia...
Enviado por Pedro Henrique Passos.












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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ode à alegria, por 10 mil japoneses.

Richard Jakubaszko
Absolutamente genial e inesquecível assistir no vídeo abaixo mais de 10 mil japoneses cantando (em alemão) "Ode à alegria", da 9ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven. Observem o maestro, no entusiasmo e no fragor da batalha de reger a orquestra e o gigantesco coral, ele também canta em alguns momentos... 
Na minha modesta opinião, a 9ª Sinfonia é o exemplo mais concreto e mais próximo que a humanidade já esteve do Criador, tal a sua perfeição. Nada a ver com o fato de que Beethoven já estava com perda de mais de 90% de sua audição quando terminou de compor esta obra prima.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Quem são nossos heróis?

Richard Jakubaszko
Quem são nossos heróis? Depende cada um, não é verdade? Nossa busca por heróis parece ser construída por um determinismo genético, desde criancinha nos apegamos a eles, e esses ideais míticos mudam conforme avançamos na escala etária da vida, estão sempre próximos daquilo que mais vivenciamos. Nos primórdios da vida os pais estão sempre incluídos entre esses heróis. A partir daí, na "segunda infância", avançamos para os super-heróis dos desenhos animados, ou das revistas em quadrinhos, ou ainda amigos, primos ou irmãos mais velhos, esportistas, e já na juventude retiramos temporariamente os pais da nossa lista de heróis, para recolocá-los no pedestal somente na vida adulta. O quando isso acontece depende de cada um. O que sei é que o retorno dos pais à lista é quase inevitável, são raras as exceções.

Na vida adulta alguns novos heróis podem surgir, na figura de estadistas, artistas talentosos ou escritores, líderes carismáticos, empresários notáveis etc. De minha parte tenho como heróis pessoas comuns, de carne e osso, todos meus contemporâneos, com os quais convivo, ao alcanço do braço ou do telefone. Volta e meia um deles me abandona, e sei vai, muitas vezes sem aviso prévio, chamado compulsoriamente por novos desafios do Divino.

Na verdade, a grande maioria de meus heróis de fato já se foram, restaram poucos ao meu convívio cotidiano, e expressei isto de forma a mais sincera que me foi possível no "dedicatória in memoriam" do livro Marketing da Terra. Uma lista quase interminável de heróis-amigos que perdi, mas que nunca deixei de admirar. No livro "Meu filho, um dia tudo isso será teu" fiz outras digressões sobre o tema dos nossos heróis, estabelecendo as diferenças sob o guarda-chuva das heranças patrimonialistas, pois concretas, e as abstratas, como são as lembranças e os exemplos.

Algumas semanas atrás troquei vários e-mails com um desses meus heróis, o conhecido, reconhecido, e respeitado engenheiro agrônomo da turma de 1936 da gloriosa ESALQ, o Dr. Fernando Penteado Cardoso, com quem tenho a alegria de usufruir contemporaneamente alguns dos prazeres e lutas desta nossa vida de batalhar pela produção de alimentos. Não me lembro exatamente a razão, mas num determinado momento, entre tantos e-mails que se foram e voltaram, que estivemos discordando ideologicamente de uma posição, ou opinião sobre determinado assunto, e passamos ao confronto.

Pois o Dr. Fernando enviou-me então algumas frases, ao estilo de aforismos, ou verdades incontestáveis, desafiando-me a identificar seus autores, também seus heróis, e me pediu os nomes dos meus heróis, os quais desejava conhecer. Respondi que meus heróis eram terrenos, palpáveis, todos ao alcance de meu abraço, e que, entre esses, ele estava incluído na minha short list. Talvez por sincera modéstia o Dr. Fernando nada respondeu ao citado e-mail, e assim continuamos nossas vidas e lutas, sempre juntos, inclusive neste espaço da blogosfera, onde ele se mantém assíduo frequentador, seja como comentarista de temas variados publicados, seja como autor de vários posts campeões de audiência.

Tudo isso para dizer aos amigos do blog que descobri na internet, lá no Youtube, um vídeo interessante, que vale a pena assistir, e que contém uma dessas inesquecíveis manifestações humanas de quem são nossos improváveis heróis do cotidiano, feita pelo testemunho do talentoso pianista João Carlos Martins, em homenagem a também um dos meus amigos-heróis desta passagem terrena. Assistam o vídeo, provavelmente vocês também conhecem o herói do Martins, é um desses de "carne e osso" que constróem com a gente a concreta poesia da vida real, tijolo por tijolo.

Desmistificando o assunto, lembro que não precisamos obrigatoriamente concordar com tudo o que dizem e fazem nossos heróis, devemos apenas admirá-los, e participar com eles de algumas batalhas.

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terça-feira, 24 de julho de 2012

Já viu um anjo cantando?

Richard Jakubaszko
Então assista, ouça um anjo cantar... Tem 10 anos, é americana, chama-se Jackie Evancho. No primeiro vídeo, com Sarah Brightman, e depois solo, numa das mais lindas e emocionantes interpretações de "Mio babbino caro" que já ouvi na minha vida. No Youtube existem inúmeros vídeos desse anjo cantador, pesquise por "Evancho".