Richard Jakubaszko
Como sempre, diversificada de assuntos relevantes para agricultura, a Agro DBO de maio já está circulando entre os assinantes. Irrigação foi o tema de capa.
José Augusto Bezerra dá um depoimento em vídeo sobre os assuntos abordados na edição.
No editorial mostramos a preocupação com o Plano Safra, afinal divulgado pelo MAPA na semana passada, mas que recebeu críticas (em minha opinião infundadas) de alguns líderes do agronegócio, hoje mais preocupados com a evolução política do país.
Definitivamente, a crise não chegou ao agronegócio, os agricultores mostram estar com as barbas de molho e reduziram compras de máquinas, mas a Agrishow 2016 superou as vendas da mostra do ano anterior.
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terça-feira, 10 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Maranhão dá um House of Cards no Temer
Richard Jakubaszko
Virou o jogo e o vento, de novo... O impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados foi suspenso e cancelado pelo presidente interino Waldir Maranhão (PP/MA), a pedido da AGU - Advocacia Geral da União. A decisão sairá publicada amanhã no Diário do Congresso.
A política ferve a atmosfera em Brasília com mais essa reviravolta do impeachment.
Já há notícias de que o presidente do Senado, Renan Calheiros, vai devolver o processo para a Câmara. A Câmara terá que realizar nova votação após 5 sessões extraordinárias.
Maranhão alega para a sua tomada de decisão de que houve vícios, erros e distorções na votação do dia 17 de abril, quando muitos dos deputados teriam sido cooptados por Cunha para votarem a favor do impeachment.
Como o STF suspendeu o mandato de Cunha, e este se sente abandonado por Temer, parece haver um dedinho de Cunha contra Temer nesse processo. Quem sabe onde está a verdade? The House os Cards, a série, parece ter sido incorporada e assimilada pela política brasileira.
Há surpresa com essa reviravolta? Não, mas quem esperava alguma ação do governo via STF para anular o processo de impeachment, o que ainda não aconteceu, parece vibrar com o desenrolar do pastelão golpista. Maranhão é aliado do governador Flávio Dino (PC do B-MA), um dos principais correligionários de Dilma. Mas é também aliado incondicional de Eduardo Cunha.
Com isso, a votação em plenário da admissibilidade de processo de impeachment no Senado, para quarta-feira, dia 11/5, será cancelada. E na quinta-feira Lula terá decisão do STF para assumir (ou não) a Casa Civil...
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Virou o jogo e o vento, de novo... O impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados foi suspenso e cancelado pelo presidente interino Waldir Maranhão (PP/MA), a pedido da AGU - Advocacia Geral da União. A decisão sairá publicada amanhã no Diário do Congresso.
A política ferve a atmosfera em Brasília com mais essa reviravolta do impeachment.
Já há notícias de que o presidente do Senado, Renan Calheiros, vai devolver o processo para a Câmara. A Câmara terá que realizar nova votação após 5 sessões extraordinárias.
Maranhão alega para a sua tomada de decisão de que houve vícios, erros e distorções na votação do dia 17 de abril, quando muitos dos deputados teriam sido cooptados por Cunha para votarem a favor do impeachment.
Como o STF suspendeu o mandato de Cunha, e este se sente abandonado por Temer, parece haver um dedinho de Cunha contra Temer nesse processo. Quem sabe onde está a verdade? The House os Cards, a série, parece ter sido incorporada e assimilada pela política brasileira.
Há surpresa com essa reviravolta? Não, mas quem esperava alguma ação do governo via STF para anular o processo de impeachment, o que ainda não aconteceu, parece vibrar com o desenrolar do pastelão golpista. Maranhão é aliado do governador Flávio Dino (PC do B-MA), um dos principais correligionários de Dilma. Mas é também aliado incondicional de Eduardo Cunha.
Com isso, a votação em plenário da admissibilidade de processo de impeachment no Senado, para quarta-feira, dia 11/5, será cancelada. E na quinta-feira Lula terá decisão do STF para assumir (ou não) a Casa Civil...
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sábado, 7 de maio de 2016
Agrisus: 15 anos
Richard Jakubaszko
Estive lá no IAC para comemorar com o engenheiro agrônomo Fernando Penteado Cardoso, sua família e amigos, os 15 anos de fundação da Agrisus.
A gente tem orgulho de ser contemporâneo desse centenário cidadão brasileiro, às vésperas de completar 102 anos, forte e lúcido.
No Portal DBO reproduzimos mais informações e o vídeo abaixo, com um depoimento sintético e objetivo do Dr. Cardoso.
Fundação Agrisus completa 15 anos
Criada pelo engenheiro agrônomo, entidade financia pesquisas de conservação do solo
Com a presença de lideranças e técnicos da área agrícola como o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, Amauri Dimárzio, Orlando Melo de Castro (coordenador da Apta), Sérgio Carbonell (diretor geral do IAC), Alfonso Adriano Sleutjes presidente da Febrapdp (plantio direto), John Landers, Mário Barbosa (ex-diretor da Bunge), Roberto Cano de Arruda (diretor da SRB), José Peres Romero, Mário Von Zuben (diretor executivo da Andef), muitos professores e pesquisadores dos diversos institutos de pesquisa, comemorou-se na tarde de 5 de maio os 15 anos da Fundação Agrisus. O evento aconteceu no anfiteatro do Instituto Agronômico de Campinas (IAC).
Iniciativa da família do engenheiro agrônomo Fernando Penteado Cardoso e hoje presidida pelo professor da Esalq, doutor Antonio Roque Dechen, a Agrisus – Agricultura Sustentável foi fundada em 24/4/2001. É a única entidade privada que destina recursos próprios a pesquisas de conservação e melhoria da fertilidade do solo.
A missão da Fundação Agrisus (www.agrisus.org.br) é estimular a capacitação e o aperfeiçoamento profissional, bem como incentivar a pesquisa agronômica e a extensão rural, com a finalidade de gerar, desenvolver e difundir tecnologias destinadas a otimizar a fertilidade dos solos de forma sustentável e favorável ao ambiente.
Nesses 15 anos de atividades, recebeu 1.798 projetos, dos quais 795 foram aprovados e receberam recursos para execução. O maior número de solicitações se refere a pedidos de apoio para desenvolvimento de pesquisas agronômicas.
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A gente tem orgulho de ser contemporâneo desse centenário cidadão brasileiro, às vésperas de completar 102 anos, forte e lúcido.
No Portal DBO reproduzimos mais informações e o vídeo abaixo, com um depoimento sintético e objetivo do Dr. Cardoso.
Fundação Agrisus completa 15 anos
Criada pelo engenheiro agrônomo, entidade financia pesquisas de conservação do solo
Com a presença de lideranças e técnicos da área agrícola como o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, Amauri Dimárzio, Orlando Melo de Castro (coordenador da Apta), Sérgio Carbonell (diretor geral do IAC), Alfonso Adriano Sleutjes presidente da Febrapdp (plantio direto), John Landers, Mário Barbosa (ex-diretor da Bunge), Roberto Cano de Arruda (diretor da SRB), José Peres Romero, Mário Von Zuben (diretor executivo da Andef), muitos professores e pesquisadores dos diversos institutos de pesquisa, comemorou-se na tarde de 5 de maio os 15 anos da Fundação Agrisus. O evento aconteceu no anfiteatro do Instituto Agronômico de Campinas (IAC).
Iniciativa da família do engenheiro agrônomo Fernando Penteado Cardoso e hoje presidida pelo professor da Esalq, doutor Antonio Roque Dechen, a Agrisus – Agricultura Sustentável foi fundada em 24/4/2001. É a única entidade privada que destina recursos próprios a pesquisas de conservação e melhoria da fertilidade do solo.
A missão da Fundação Agrisus (www.agrisus.org.br) é estimular a capacitação e o aperfeiçoamento profissional, bem como incentivar a pesquisa agronômica e a extensão rural, com a finalidade de gerar, desenvolver e difundir tecnologias destinadas a otimizar a fertilidade dos solos de forma sustentável e favorável ao ambiente.
Nesses 15 anos de atividades, recebeu 1.798 projetos, dos quais 795 foram aprovados e receberam recursos para execução. O maior número de solicitações se refere a pedidos de apoio para desenvolvimento de pesquisas agronômicas.
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quinta-feira, 5 de maio de 2016
É golpe, sim! Mas o que os senadores vão dizer aos próprios netos?
Richard Jakubaszko
O jurista e professor de direito constitucional Geraldo Luiz Mascarenhas Prado, deu depoimento no Senado sobre o impeachment, que será votado até a próxima semana. O vídeo pode ser assistido, abaixo. A posição é clara: golpe político e judiciário. Um delírio, como ele classifica várias vezes, e ainda deu uma aula, em linguagem simples, sobre as pedaladas e a mudança das regras feita pelo TCU no apagar das luzes de 2015, com efeito retroativo ao que antes não era nem proibido e tampouco inconstitucional, mas passou a ser, de acordo com a conveniência dos interessados no golpe.
Se votarem pelo impeachment, o que será que os senadores dirão aos seus netos? O que a história vai registrar sobre esse enorme imbróglio? A imprensa internacional, como já registrei aqui no blog, nos antecipa como será esse julgamento, aqui no país do jeitinho.
Depois desse episódio, a elite brasileira jamais poderá afirmar que tem vergonha do nosso Brasil e dos brasileiros.
Uma vergonha o que está sendo praticado!
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O jurista e professor de direito constitucional Geraldo Luiz Mascarenhas Prado, deu depoimento no Senado sobre o impeachment, que será votado até a próxima semana. O vídeo pode ser assistido, abaixo. A posição é clara: golpe político e judiciário. Um delírio, como ele classifica várias vezes, e ainda deu uma aula, em linguagem simples, sobre as pedaladas e a mudança das regras feita pelo TCU no apagar das luzes de 2015, com efeito retroativo ao que antes não era nem proibido e tampouco inconstitucional, mas passou a ser, de acordo com a conveniência dos interessados no golpe.
Se votarem pelo impeachment, o que será que os senadores dirão aos seus netos? O que a história vai registrar sobre esse enorme imbróglio? A imprensa internacional, como já registrei aqui no blog, nos antecipa como será esse julgamento, aqui no país do jeitinho.
Depois desse episódio, a elite brasileira jamais poderá afirmar que tem vergonha do nosso Brasil e dos brasileiros.
Uma vergonha o que está sendo praticado!
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quarta-feira, 4 de maio de 2016
Agro DBO visitou a Agrishow
Richard Jakubaszko
Gravei um rápido vídeo com as principais impressões observadas na visita à Agrishow 2016, realizada na última semana em Ribeirão Preto. A principal é de que a crise ainda não chegou ao agronegócio, os produtores rurais só estão com as barbas de molho por causa da crise política, enquanto curtem e compram muita tecnologia.
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Gravei um rápido vídeo com as principais impressões observadas na visita à Agrishow 2016, realizada na última semana em Ribeirão Preto. A principal é de que a crise ainda não chegou ao agronegócio, os produtores rurais só estão com as barbas de molho por causa da crise política, enquanto curtem e compram muita tecnologia.
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segunda-feira, 2 de maio de 2016
A mídia internacional denuncia o golpe no Brasil
Richard Jakubaszko
A mídia internacional contesta em bloco os motivos alegados para o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Em especial a mídia denuncia a frágil acusação jurídica e a alegação de que esse processo é democrático, em razão de o estatuto do impeachment "estar na Constituição", conforme afirmam aqueles que são favoráveis ao golpe.
Entretanto, quando a campanha contra Dilma Rousseff encontra apoio na chamada classe média alta, e o afastamento do poder se aproxima com a votação no Senado, a mídia internacional começa a prestar mais atenção ao Brasil e a ter um olhar mais crítico sobre o impeachment, que ameaça jogar o país em uma crise política profunda.
Veja alguns exemplos da mídia internacional:
The New York Times
Um artigo no NYT na última semana, informa que “Impopular e sob investigação, o vice-presidente do Brasil se prepara para governar”, e aponta questões sobre o impeachment como uma tentativa paralela de acabar com a corrupção. O artigo destaca as acusações de corrupção que rondam o vice-presidente Michel Temer, que assume a presidência caso Rousseff seja destituída. O New York Times não afirmou que a tentativa de impeachment é uma tomada de poder por políticos da oposição, com apoio do judiciário, mas forneceu informações detalhadas para levar o leitor a essa conclusão.
“Uma pesquisa recente mostrou que apenas 2% dos brasileiros votariam em Temer”, registrou o artigo do jornalista Simon Romero. “Ele está sob investigação em razão de denúncias que o conectam a um escândalo de valores colossais. Um juiz da suprema corte brasileira determinou que a Câmara dos Deputados receba a denúncia e avalie um processo de impeachment contra ele”.
Romero comentou ainda o absurdo de uma campanha anti-corrupção ser liderada por uma gangue composta por políticos corruptos. O artigo explica que Temer confirmou apoio político ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, seu colega de partido (PMBD), “acusado por inúmeros escândalos” e que será “o segunda na linha de sucessão para a presidência” caso Temer venha a assumir o cargo.
The Guardian
Após a votação pró-impeachment na Câmara dos Deputados, em editorial, o jornal inglês The Guardian destacou a questão fundamental que sustenta a tentativa de destituí-la pela oposição da presidente Dilma Rousseff: apesar do uso do movimento anticorrupção e da opinião popular para justificar o seu impeachment, mas acentua que ela não está realmente envolvida nos escândalos, não é suspeita e nem está sendo investigada.
"A presidente não está envolvida no escândalo da Petrobras”, afirmou o editorial, referindo-se ao foco das investigações anticorrupção. “Os motivos para o impeachment se referem a manipulação do orçamento, antes das últimas eleições – fato que para a legislação brasileira, não passava de uma pedalada, mas agora o Tribunal de Contas, alterou a concepção legal no meio do jogo, tentando tornar a questão ilegal”.
O editorial destacou que o líder da campanha pró-impeachment, foi acusado de receber propinas multimilionárias. “Porém, todos os envolvidos na coordenação do processo de impeachment são suspeitos de corrupção, inclusive o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha”.
O editorial do The Guardian classifica o processo de impeachment, como hipócrita, e profetiza que esse espetáculo político fará com que o Brasil “sofra consequências por um longo período".
The Economist
A revista inglesa The Economist publicou uma lista das razões dadas pelos deputados para votarem em favor do impeachment, indicando que raros deles apontaram as acusações que fundamentam o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff. A Economist diz que "'A acusação é que a presidente brincou com a contabilidade do orçamento, escondendo seu estado lamentável”. “Mas raríssimos deputados federais mencionaram essa acusação na estrondosa e feroz sessão especial do Congresso, mostrada ao vivo pela televisão”.
Forbes
A revista Forbes questionou os reais motivos por trás do pedido de impeachment, apontando que o processo objetiva impedir que os políticos corruptos que pedem a saída de Dilma Rousseff sejam depois julgados.
“O motivo é muito simples. É o de terminar as investigações da Lava Jato no Supremo Tribunal”, dia a revista, referindo-se à principal investigação sobre o escândalo da Petrobras. “É para aprofundar os acordos de impunidade, para salvar carreiras políticas. É, em sua forma mais sinistra, para obstruir a justiça”.
“A aprovação do impeachment levanta uma pergunta: Dilma foi condenada por manipular as contas ou porque metade do congresso está desesperadamente tentando se salvar de um linchamento na Lava Jato?”, indagou a Forbes.
O artigo aborda o fato de que políticos corruptos estão usando o discurso anticorrupção como pretexto para evitar serem responsabilizados pela própria corrupção. A revista finaliza que “Essa é a verdadeira razão por trás do impeachment de Rousseff”.
The Globe and Mail
O prestigioso jornal canadense The Globe and Mail destacou os motivos políticos e incoerentes do processo de impeachment. Em artigo anterior à votação na Câmara dos Deputados, apontou que Rousseff “não enfrentava acusações de irregularidades financeiras”. O jornal enfatizou que “dos 549 (sic) membros do Congresso que votaram o pedido de impeachment, 318 deles são investigados ou respondem à acusações”.
Em outro artigo, logo após a votação, explicou como a luta contra a corrupção tem sido usada como desculpa para compensar o fracasso dos conservadores nas urnas.
“Rousseff enfrenta o impeachment sob a acusação de ter mascarado as contas, ou que praticou uma pedalada no orçamento federal por meio de empréstimos de bancos estatais, violando a lei de responsabilidade fiscal”, escreveu o articulista. “Ela reiterou na terça-feira que não fez nada que governos anteriores não tivessem praticado rotineiramente, e disse que o impeachment foi usado politicamente como chantagem, por uma oposição que jamais aceitou a perda das eleições de 2014”.
O jornal Globe and Mail sugeriu outro fator pouco abordado no processo de impeachment contra a primeira presidente mulher do Brasil: a misoginia.
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A mídia internacional contesta em bloco os motivos alegados para o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Em especial a mídia denuncia a frágil acusação jurídica e a alegação de que esse processo é democrático, em razão de o estatuto do impeachment "estar na Constituição", conforme afirmam aqueles que são favoráveis ao golpe.
Entretanto, quando a campanha contra Dilma Rousseff encontra apoio na chamada classe média alta, e o afastamento do poder se aproxima com a votação no Senado, a mídia internacional começa a prestar mais atenção ao Brasil e a ter um olhar mais crítico sobre o impeachment, que ameaça jogar o país em uma crise política profunda.
Veja alguns exemplos da mídia internacional:
The New York Times Um artigo no NYT na última semana, informa que “Impopular e sob investigação, o vice-presidente do Brasil se prepara para governar”, e aponta questões sobre o impeachment como uma tentativa paralela de acabar com a corrupção. O artigo destaca as acusações de corrupção que rondam o vice-presidente Michel Temer, que assume a presidência caso Rousseff seja destituída. O New York Times não afirmou que a tentativa de impeachment é uma tomada de poder por políticos da oposição, com apoio do judiciário, mas forneceu informações detalhadas para levar o leitor a essa conclusão.
“Uma pesquisa recente mostrou que apenas 2% dos brasileiros votariam em Temer”, registrou o artigo do jornalista Simon Romero. “Ele está sob investigação em razão de denúncias que o conectam a um escândalo de valores colossais. Um juiz da suprema corte brasileira determinou que a Câmara dos Deputados receba a denúncia e avalie um processo de impeachment contra ele”.
Romero comentou ainda o absurdo de uma campanha anti-corrupção ser liderada por uma gangue composta por políticos corruptos. O artigo explica que Temer confirmou apoio político ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, seu colega de partido (PMBD), “acusado por inúmeros escândalos” e que será “o segunda na linha de sucessão para a presidência” caso Temer venha a assumir o cargo.
The Guardian
Após a votação pró-impeachment na Câmara dos Deputados, em editorial, o jornal inglês The Guardian destacou a questão fundamental que sustenta a tentativa de destituí-la pela oposição da presidente Dilma Rousseff: apesar do uso do movimento anticorrupção e da opinião popular para justificar o seu impeachment, mas acentua que ela não está realmente envolvida nos escândalos, não é suspeita e nem está sendo investigada.
"A presidente não está envolvida no escândalo da Petrobras”, afirmou o editorial, referindo-se ao foco das investigações anticorrupção. “Os motivos para o impeachment se referem a manipulação do orçamento, antes das últimas eleições – fato que para a legislação brasileira, não passava de uma pedalada, mas agora o Tribunal de Contas, alterou a concepção legal no meio do jogo, tentando tornar a questão ilegal”.
O editorial destacou que o líder da campanha pró-impeachment, foi acusado de receber propinas multimilionárias. “Porém, todos os envolvidos na coordenação do processo de impeachment são suspeitos de corrupção, inclusive o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha”.
O editorial do The Guardian classifica o processo de impeachment, como hipócrita, e profetiza que esse espetáculo político fará com que o Brasil “sofra consequências por um longo período".
The Economist
A revista inglesa The Economist publicou uma lista das razões dadas pelos deputados para votarem em favor do impeachment, indicando que raros deles apontaram as acusações que fundamentam o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff. A Economist diz que "'A acusação é que a presidente brincou com a contabilidade do orçamento, escondendo seu estado lamentável”. “Mas raríssimos deputados federais mencionaram essa acusação na estrondosa e feroz sessão especial do Congresso, mostrada ao vivo pela televisão”. Forbes
A revista Forbes questionou os reais motivos por trás do pedido de impeachment, apontando que o processo objetiva impedir que os políticos corruptos que pedem a saída de Dilma Rousseff sejam depois julgados.
“O motivo é muito simples. É o de terminar as investigações da Lava Jato no Supremo Tribunal”, dia a revista, referindo-se à principal investigação sobre o escândalo da Petrobras. “É para aprofundar os acordos de impunidade, para salvar carreiras políticas. É, em sua forma mais sinistra, para obstruir a justiça”.
“A aprovação do impeachment levanta uma pergunta: Dilma foi condenada por manipular as contas ou porque metade do congresso está desesperadamente tentando se salvar de um linchamento na Lava Jato?”, indagou a Forbes.
O artigo aborda o fato de que políticos corruptos estão usando o discurso anticorrupção como pretexto para evitar serem responsabilizados pela própria corrupção. A revista finaliza que “Essa é a verdadeira razão por trás do impeachment de Rousseff”.
The Globe and Mail
O prestigioso jornal canadense The Globe and Mail destacou os motivos políticos e incoerentes do processo de impeachment. Em artigo anterior à votação na Câmara dos Deputados, apontou que Rousseff “não enfrentava acusações de irregularidades financeiras”. O jornal enfatizou que “dos 549 (sic) membros do Congresso que votaram o pedido de impeachment, 318 deles são investigados ou respondem à acusações”.Em outro artigo, logo após a votação, explicou como a luta contra a corrupção tem sido usada como desculpa para compensar o fracasso dos conservadores nas urnas.
“Rousseff enfrenta o impeachment sob a acusação de ter mascarado as contas, ou que praticou uma pedalada no orçamento federal por meio de empréstimos de bancos estatais, violando a lei de responsabilidade fiscal”, escreveu o articulista. “Ela reiterou na terça-feira que não fez nada que governos anteriores não tivessem praticado rotineiramente, e disse que o impeachment foi usado politicamente como chantagem, por uma oposição que jamais aceitou a perda das eleições de 2014”.
O jornal Globe and Mail sugeriu outro fator pouco abordado no processo de impeachment contra a primeira presidente mulher do Brasil: a misoginia.
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domingo, 1 de maio de 2016
Leis ambientais inconsistentes permitem o avanço do desmatamento
Richard Jakubaszko
Certas notícias que saem em jornais parecem jornalismo, mas disfarçam um press release recebido de alguma assessoria de imprensa ou de relações públicas, sempre "preocupadas com o meio ambiente".
A notícia abaixo recebi na redação da Agro DBO, onde sou editor. Mostra a "opinião" de um grupo de pesquisadores americanos da Universidade de Stanford (Califórnia, EUA), liderados por um professor que é uma estrela internacional do ambientalismo. Eles analisam a questão do desmatamento em regiões do Pantanal através de uma "pesquisa" de opinião, e não de uma pesquisa de fato, apontando as causas dos desmatamentos na América Latina, o Brasil incluso na lista, porque consideram que somos os bandidos criminosos ambientalistas dos séculos XX e XXI, Apontam legislações inconsistentes como causa desse "imenso problema" que "preocupa o mundo civilizado", esquecendo que os americanos desertificaram todo o oeste americano, especialmente a Califórnia, e agora querem que a gente limite a produção de alimentos, querem que a gente pare de desmatar, porque eles não fizeram isso.
Em verdade, a notícia abaixo é só mais um passo nessa maratona mundial ambientalista para criar um "corredor ecológico" em nossa Amazônia, conforme se pode ver no mapa cima. A região se tornará "área internacional", e o Brasil poderá perder a soberania dessa imensa área amazônica tão logo seja assinado o tal do "acordo" ambientalista pós COP21, fato que aconteceu em abril último, ao qual compareceu a presidnete Dilma Rousseff. Ou seja, vai acontecer depois que a ONU crie a Agência Internacional Ambiental, o que ainda leva alguns meses.
A verdade, portanto, é que se os brasileiros não aprenderem a ler e interpretar o que sai publicado nos jornais e TVs, nas entrelinhas, é claro, vamos continuar sendo o cachorro vira-lata que abana o rabo pra tudo que vem do primeiro mundo, seja EUA ou Europa.
Faça o jogo dos "7 erros", leia o texto abaixo e descubra onde se escondem as patifarias não declaradas, escondidinhas no press release e contendo bondades vindas diretamente da sacristia... (Pra facilitar marquei o texto em negrito)
Abaixo a sugestão de pauta capciosa:
Eric Lambin, Stanford University, USA e University of Louvain, Belgium
Pesquisadores da Universidade de Stanford concluem que leis ambientais inconsistentes na América do Sul abrem brechas para o avanço do desmatamento na região.
Controlar o desmatamento requer harmonização de leis em diferentes países
Empresas agrícolas(sic) que estão fortemente ligadas ao desmatamento preferem operar em áreas com menores restrições ambientais, aponta um estudo publicado em 28 de Março na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. A pesquisa da Universidade de Stanford – Escola de Ciências Ambientais, Energia e Terra, conduzida pelo professor Eric Lambin e sua equipe, também aponta que as empresas geralmente preferem atuar em áreas com baixa aplicação e fiscalização das leis. Essas tendências podem levar o desmatamento a migrar de uma região para outra. Os autores concluem que isso pode ser evitado por meio da padronização das regulamentações em diferentes países e, simultaneamente, com o incentivo à intensificação sustentável da agricultura.
"Os estudos sugerem que, comparado com o ano 2000, serão necessários, pelo menos, mais 100 milhões de hectares de terras agrícolas para atender à demanda global por alimentos até 2030", disse o Prof. Lambin, que também é professor do Stanford Woods Institute for the Environment. "Portanto, é primordial encontrar maneiras para atender essa demanda sem destruir os ecossistemas naturais."
Algumas políticas de conservação parecem funcionar, mas os sinais podem ser enganadores. Há indícios de que a imposição de limites na expansão de commodities como soja e carne em um local podem simplesmente resultar no avanço do desmatamento em outros locais. Esse fenômeno, conhecido como vazamento (sic) de desmatamento, poderia ter importantes implicações para políticas públicas, mas atualmente esses processos permanecem amplamente ignorados.
As terras da região do Grande Chaco e Chiquitano, que abrangem Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai proporcionam um experimento natural para a análise de processos de vazamento de desmatamento. O uso da terra nestas áreas permaneceu em grande parte não regulamentado até meados da década de 2000. Posteriormente, a criação de novas políticas públicas estabeleceu diferenças regulatórias significativas entre as regiões que compõe o Grande Chaco e o Chiquitano.
Para analisar como as empresas direcionaram seus investimentos nas regiões do Grande Chaco e Chiquitano, foram realizadas entrevistas com 82 empresas(sic) de soja e gado na Argentina, Bolívia e Paraguai, cujas propriedades somam 2,5 milhões de hectares. Os pesquisadores questionaram o quanto as regras contra o desmatamento afetaram o destino de seus investimentos e se a falta de padrão e diferenças nessas leis abriram brechas para os vazamentos de desmatamento.
Os pesquisadores descobriram que essas decisões foram tomadas influenciadas predominantemente pela proximidade com investimentos preexistentes feitos pelas empresas e a disponibilidade de terras com florestas, mas regiões com leis menos severas sobre o desmatamento foram efetivas em atrair empresas agrícolas mais fortemente associadas ao desmatamento.
“Embora os efeitos da regulamentação do desmatamento nas decisões de investimentos possam ter sido minimizados por outros fatores, eles ainda continuam significativos”, diz Yann le Polain de Waroux, pesquisador pós-doutorado da Stanford University School of Earth, Energy, and Environmental Sciences. "Para evitar mais vazamento(sic) de desmatamento, precisaríamos de uma maior harmonização das leis contra desmatamento causado pela expansão de commodities em todas as regiões, e de práticas de pecuária mais eficiente e sustentável."
Essa última solução é proposta porque a prática da pecuária mais eficiente e sustentável pode resultar em maior produtividade e rentabilidade em regiões com políticas públicas mais rigorosas que, por sua vez, poderiam reduzir o ímpeto das empresas em migrar para outras regiões.
A auto-regulamentação pelos setores agropecuário e financeiro para implementar padrões de sustentabilidade pode contribuir diretamente para a harmonização das leis em todas as regiões
“Se as empresas internacionais e os bancos adotassem padrões harmonizados de sustentabilidade em todos os países em que atuam, o vazamento de desmatamento seria menos comum”, diz o Dr. Le Polain. Nos últimos anos, tem acontecido uma onda de compromissos corporativos e com investidores para remover o desmatamento nas cadeias de abastecimento e carteiras de investimento. O Consumers Goods Forum (CGF), um grupo de varejistas e marcas com uma receita combinada de mais de USD 2,8 trilhões (R$ 10,2 tri), que incluem gigantes como Unilever e Walmart, está comprometido em alcançar o desmatamento zero em suas cadeias produtivas até 2020. Dez bancos estão alinhando seus objetivos com o compromisso do CGF, e também pretendem alcançar o desmatamento líquido zero até 2020, como parte do Soft Commodities Compact ligados à Iniciativa Bancária Ambiental (Banking and Environment Initiative – BEI). Outras empresas como a Cargill e McDonalds estão comprometidas com o desmatamento zero como parte da Declaração de Nova Iorque sobre as Florestas, de 2014.
“O movimento de redução de desmatamento está crescendo entre os grandes varejistas e compradores globais da cadeia de soja e carne, e os nossos resultados sugerem que a harmonização de padrões entre essas empresas poderiam(sic) contribuir no alcance a meta de desmatamento zero", conclui o Prof. Lambin.
Esta pesquisa recebeu o apoio da Fundação Gordon e Betty Moore por meio da concessão GBMF4263.
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sábado, 30 de abril de 2016
Pai, afasta de mim esse cálice...
Richard Jakubaszko
Meu sentimento diante da atual situação política é de que, mais uma vez, o Brasil será estuprado, desrespeitando-se a Constituição e a democracia. A história deste país nos últimos decênios comprova isso de forma incontestável. Cego é quem não deseja ver.
Não se conhece a história, por isso, os erros são repetidos ad eternum. Ou esquece-se, convenientemente, que sempre se praticou a hipocrisia em defesa de interesses exploradores e predatórios.
Como desiderato, espero que não haja sangue derramado entre irmãos. Uma guerra civil é infinitamente mais sangrenta e dolorosa quando praticada entre irmãos, entre amigos e vizinhos, do que quando se combate um invasor.
Para relembrar, assistir e ouvir Chico Buarque é sempre salutar e esclarecedor:
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Meu sentimento diante da atual situação política é de que, mais uma vez, o Brasil será estuprado, desrespeitando-se a Constituição e a democracia. A história deste país nos últimos decênios comprova isso de forma incontestável. Cego é quem não deseja ver.
Não se conhece a história, por isso, os erros são repetidos ad eternum. Ou esquece-se, convenientemente, que sempre se praticou a hipocrisia em defesa de interesses exploradores e predatórios.
Como desiderato, espero que não haja sangue derramado entre irmãos. Uma guerra civil é infinitamente mais sangrenta e dolorosa quando praticada entre irmãos, entre amigos e vizinhos, do que quando se combate um invasor.
Para relembrar, assistir e ouvir Chico Buarque é sempre salutar e esclarecedor:
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terça-feira, 26 de abril de 2016
Fotos históricas, e desconhecidas.
Richard Jakubaszko
Fotos históricas de pessoas, de lugares, instantâneos mágicos da vida, são mostradas nas imagens a seguir, a maioria absolutamente inéditas, e que me foram enviadas pelo amigo engenheiro agrônomo Hélio Casale, um presente justo no dia em que ele comemorou seus 78 verões, em 13 de março último.
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Fotos históricas de pessoas, de lugares, instantâneos mágicos da vida, são mostradas nas imagens a seguir, a maioria absolutamente inéditas, e que me foram enviadas pelo amigo engenheiro agrônomo Hélio Casale, um presente justo no dia em que ele comemorou seus 78 verões, em 13 de março último.
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| Boletim de Einstein no pre-universitário. Nota máxima era 6 = excelente. |
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| Cadáver do Presidente Kennedy - 1963 |
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| Bonde na av São João - São Paulo - 1940 |
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| Lançamento do controle remoto - 1962 |
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| Desempregados, fila para café/rosquinhas grátis de Al Capone, Chicago, 1931 |
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| Enforcamento de Saddam Hussein |
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| Evolução das garrafas de Coca-Cola |
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| Hollywood se chamava Hollywoodland em 1949 |
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| Lennon dando autógrafo a Chapman, seu assassino |
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| Lula e FHC, panfletando juntos: acredite, eram amigos... |
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| Mary Quant - lançamento da minissaia - 1960 |
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| Ônibus inglês 2 andares, em 1928 |
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| Capa da Playboy - Marilyn Monroe - 1960 |
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| Policial mede maiô: era ilegal mais de 15 cm acima do joelho - Califórnia |
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| Primeiro computador IBM com 5 Mb |
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| Hora do rush, na Chicago de 1909 |
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| Primeira e única viagem do Titanic - 1912 |
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| Você podia comprar um Big Mac por US$ 0.65 centavos em 1970 |
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| William Harley e Arthur Davidson exibem suas motocicletas 1914. |
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domingo, 24 de abril de 2016
Profissional transgênico tem emprego garantido
Richard Jakubaszko
Entrevistei para o Portal DBO o engenheiro agrônomo Jeffrey Abrahams, um dos head hunters mais respeitados do agronegócio, especializado em recrutar talentos para trabalhar no setor.
Jeffrey revela que os profissionais mais procurados pelas empresas são os que revelam "transgenia" em especialidades e ainda conhecimentos genéricos. Vale a pena assistir ao vídeo abaixo:
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Entrevistei para o Portal DBO o engenheiro agrônomo Jeffrey Abrahams, um dos head hunters mais respeitados do agronegócio, especializado em recrutar talentos para trabalhar no setor.
Jeffrey revela que os profissionais mais procurados pelas empresas são os que revelam "transgenia" em especialidades e ainda conhecimentos genéricos. Vale a pena assistir ao vídeo abaixo:
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sexta-feira, 22 de abril de 2016
O verdadeiro motivo dos inimigos de Dilma Rousseff para querer impeachment
por David Miranda
The Guardian
A história da crise política do Brasil e a percepção rápida na mudança da opinião global começam com seus meios de comunicação nacionais. A transmissão televisiva dominante do país e o jornalismo impresso são de propriedades de um pequeno punhado de algumas das famílias mais ricas do Brasil e que são solidamente conservadoras. Durante décadas, os meios de comunicação têm sido utilizados para estimular os ricos brasileiros, garantir que a riqueza grave desigualdades (e a desigualdade política que disso resulta), e permanecem firmemente no mesmo lugar.
Efetivamente, a maioria dos meios de comunicação – que aparece como respeitável para forasteiros – apoiou o golpe militar de 1964, que marcou o início de duas décadas de ditadura de direita e enriqueceu os oligarcas da nação. Este evento histórico chave ainda lança uma sombra sobre a identidade e a política do país. Essas corporações – lideradas pelos múltiplos braços de mídia da organização Globo – anunciavam o golpe como um nobre ato contra um governo corrupto e liberal, eleito democraticamente. Soa familiar?
Por mais de um ano, esses mesmos meios de comunicação divulgaram uma narrativa de autosserviço: uma cidadania com raiva, conduzida pela fúria sobre a corrupção do governo, contra e exigindo a derrubada da primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff e seu partido (PT). O mundo viu infinitas imagens de multidões de manifestantes nas ruas, o que é sempre uma visão inspiradora.
Mas o que mais não se viu fora do Brasil foi que a mídia plutocrática do país passou meses a incitar esses protestos (fingindo meramente "cobrir"). Os manifestantes não eram remotamente estratos representativos da população brasileira. Eles eram, em vez disso, desproporcionalmente brancos e ricos: as mesmas pessoas que se opuseram ao PT e aos seus programas de combate à pobreza por duas décadas.
Lentamente, o mundo exterior começou a superar a caricatura agradável, bidimensional, fabricada pela sua imprensa nacional e para reconhecer que serão habilitados depois que Dilma Rousseff for removida. Tornou-se claro que a corrupção não é a causa do esforço para expulsar duas vezes o eleito Presidente do Brasil; pelo contrário, a corrupção é apenas o pretexto.
O partido de esquerda moderada de Dilma Rousseff ganhou a Presidência em 2002, quando seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, conquistou uma vitória retumbante. Devido a sua popularidade e carisma, e reforçado por um crescimento econômico em expansão no Brasil sob a sua presidência, o PT ganhou quatro eleições presidenciais sucessivas – incluindo a vitória de Dilma em 2010 e então, só há 18 meses, a reeleição com 54 milhões de votos.
A elite do país, e seus órgãos de mídia, falharam repetidamente nos seus esforços para derrotar o partido nas urnas. Mas plutocratas não são conhecidos por aceitarem gentilmente a derrota, nem para jogar pelas regras estabelecidas. Aquilo que eles foram incapazes de alcançar, e de forma democrática, agora estão tentando alcançar antidemocraticamente: por ter uma mistura bizarra de políticos – de evangélicos extremistas, de apoiadores da extrema-direita de um retorno ao regime militar, de agentes não ideológicos de bastidores – para simplesmente removê-la do gabinete presidencial.
Com efeito, aqueles que lideram a campanha para a destituição e que estão na fila para assumir – notadamente o Presidente da Câmara Eduardo Cunha – estão muito mais implicados em escândalos de corrupção pessoal do que ela está. Eduardo Cunha foi flagrado no ano passado com milhões de dólares em subornos em contas bancárias secretas na Suíça, após ter negado falsamente ao Congresso que tivesse quaisquer contas bancárias estrangeiras. Cunha também aparece nos Panamá papers, um trabalho para esconder seus milhões ilícitos para evitar a detecção e a responsabilidade de impostos.
É impossível marchar convincentemente por trás de um banner de "anticorrupção" e "democracia" quando trabalham simultaneamente para instalar no país mais contaminado por corrupção, e que amplamente não gosta de figuras políticas. Palavras não podem descrever a surrealidades de assistir a votação para autorizar e enviar a cassação de Dilma ao Senado, durante o qual um membro muito corrupto do Congresso, levantou-se para abordar Cunha, proclamando com uma cara séria que votava para remover Dilma devido a sua raiva sobre corrupção.
Como o The Guardian relatou: "Sim!”, votou Paulo Maluf, que está na lista vermelha da Interpol por corrupção. “Sim”, votou Nilton Capixaba, que é acusado de lavagem de dinheiro. “Pelo amor de Deus, ‘sim’!”, declarou Silas Camara, que está sob investigação por forjar documentos e apropriação indevida de fundos públicos.
Mas estes políticos têm exagerado a mão. Nem mesmo no Brasil mestres do universo podem convencer o mundo que a cassação de Dilma é realmente sobre combate à corrupção – seu esquema seria capacitar os políticos cujos próprios escândalos seriam um fim de carreira em qualquer democracia saudável.
Um artigo do New York Times na semana passada informou que "60% dos 594 membros do Congresso do Brasil" (513 na Câmara e 81 no Senado) – as votações para acusar Dilma – "enfrentam acusações graves como suborno, fraude eleitoral, desmatamento ilegal, rapto e homicídio". Por outro lado, disse o artigo, Dilma "é algo de uma raridade entre grandes figuras políticas do Brasil: ela não foi acusada e nem é suspeita de roubar para si mesma".
O espetáculo televisivo estridente do último domingo na câmara dos deputados recebeu atenção mundial por causa de algumas observações repulsivas (e reveladoras) feitas por defensores da cassação. Dentre eles, o proeminente deputado direitista Jair Bolsonaro – estimulado para concorrer à Presidência e que, mostra uma pesquisa recente, é o principal candidato do Brasil mais rico – disse que estava lançando seu voto em homenagem a um coronel que abusou de direitos humanos na ditadura militar do Brasil, e que foi pessoalmente o responsável pela tortura física de Dilma quando ela esteve presa. O filho de Jair, Eduardo, também deputado, orgulhosamente votou em honra dos "homens militares de 64" – aqueles que lideraram o golpe de estado de 1964.
Em última análise, a elite do Brasil político e as empresas de mídia estão brincando com a mecânica da democracia.
Até agora, os brasileiros tiveram sua atenção exclusivamente direcionada para Dilma, que é bastante impopular devido à grave recessão do país. Ninguém sabe como os brasileiros, especialmente os pobres e a classe trabalhadora, vão reagir quando virem deposta sua Presidente recém-empossada: a nulidade pró-negócios, corrupção-manchada de um vice-presidente que, as enquetes mostram, de quem a maioria dos brasileiros quer impeachment.
Mais volátil de todos, muitos, incluindo o Ministério Público e os investigadores da Polícia Federal, que conduziram as perfuratrizes da corrupção, temem que o plano real por trás de cassação de Dilma é para acabar com a investigação em curso, protegendo assim a corrupção, e não punindo. Existe um risco real que uma vez que ela seja cassada, a mídia do Brasil já não será tão focada na corrupção, dissipará o interesse público, e a facção recém-catapultada em Brasília será capaz de explorar suas maiorias no Congresso para inviabilizar o inquérito e proteger-se.
Enfim, a elite do Brasil político e as empresas de mídia estão a brincar com a mecânica da democracia. Isso é um jogo perigoso, imprevisível para jogar em qualquer lugar, mais particularmente numa democracia muito jovem, com uma história recente de instabilidade política e tirania, e onde milhões estão furiosos sobre sua privação económica.
Publicado originalmente no The Guardian, em 21/abril/2016: http://www.theguardian.com/commentisfree/2016/apr/21/dilma-rousseff-enemies-impeached-brazil
Tradução livre do blogueiro.
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quinta-feira, 21 de abril de 2016
A “multa-bomba” de 7 bilhões
Mauro Santayana *
(Revista do Brasil) - Finalmente, depois de meses de pressão desumana, gestapiana, sobre o empresário Marcelo Odebrecht, o juiz Sérgio Moro levou-o a julgamento, condenando-o – baseado não em provas de sua participação direta, mas na suposição condicional de que um empresário que comanda uma holding com mais de 180 mil funcionários e que opera em mais de 20 países tem a obrigação de saber de tudo que ocorre nas dezenas de empresas que a compõem – a 19 anos e quatro meses de prisão.
Não satisfeito com a pena, e com a chantagem, que prossegue – já que o objetivo é quebrar a moral do réu – um dos poucos que não se dobraram à prepotência e ao arbítrio – com o aceno ao preso da possibilidade de “fazer delação premiada a qualquer momento”, os responsáveis pela Lava-Jato, na impossibilidade de provarem propinas e desvios, ou a existência de superfaturamento da ordem dos bilhões de reais alardeados aos quatro ventos desde o princípio da operação, pretendem impor ao grupo Odebrecht uma estratosférica multa “civil” que pode chegar a R$ 7 bilhões – mais de 12 vezes o lucro da empresa em 2014 – que, pela sua magnitude, se cobrada for, deverá levá-lo à falência, ou à paralisação destrutiva, leia-se sucateamento, de dezenas de obras e de projetos, a maior parte deles essenciais, estratégicos, para o futuro do Brasil nos próximos anos.
Com a imposição dessa multa, absolutamente desproporcional, da ordem de 30 vezes as quantias que a sentença afirma terem sido pagas em propina pela Odebrecht, por meio de subsidiárias situadas no exterior, a corruptos da Petrobras que já estão, paradoxalmente, soltos, o juiz Sérgio Moro – e seus colegas do Ministério Público de uma operação que deveria se chamar “Destrói a Jato” – prova que não lhe importam, em nefasto efeito cascata, nem as dezenas de milhares de empregos que ainda serão eliminados pelo grupo Odebrecht, no Brasil e no exterior, nem a quebra de milhares de acionistas e fornecedores do grupo, nem a paralisação das obras com que a empresa se encontra envolvida neste momento, nem o futuro, por exemplo, de projetos de extrema importância para a defesa nacional, como os submarinos convencionais e o submarino nuclear brasileiro que estão sendo fabricados pela Odebrecht em parceria com a DCNS francesa, ou o míssil ar-ar A-Darter, que está sendo construído por sua controlada Mectron, em conjunto com a Denel sul-africana, além de outros produtos como softwares seguros de comunicação estratégica, radares aéreos para os caças AMX e produtos espaciais.
Considerando-se que se trata de uma decisão meramente punitiva, ao fazer isso o juiz Moro age, no comando da Operação Lava Jato, como agiria o líder de uma tropa de sabotadores estrangeiros que colocasse, diretamente, com essa sanção – e uma tremenda carga de irresponsabilidade estratégica e social – centenas de quilos de explosivos plásticos no casco desses submarinos, ou nos laboratórios onde ficam os protótipos desse míssil, sem o qual ficarão inermes os 36 aviões caça Gripen NG-BR que estão sendo desenvolvidos pelo Brasil com a Saab sueca.
Que não tenha ele a ilusão de que essa sua sanha destrutiva esteja agradando às centenas de técnicos envolvidos com esses projetos, ou aos almirantes da Marinha e brigadeiros da Aeronáutica que, depois de esperar décadas pela aprovação desses programas, estão vendo-os sofrer a ameaça de serem destruídos técnica e financeiramente de um dia para o outro.
Como um inútil, estúpido, sacrifício, um absurdo e estéril tributo da Nação – chantageada e manipulada por uma parte antinacional da mídia, que não tem o menor compromisso com o futuro do país – a ser realizado no altar da vaidade de quem parece pretender colocar toda a República de joelhos, até que alguém assuma a responsabilidade de impor, com determinação, bom senso e respeito à Lei e à Constituição Federal, limites à sua atuação e à implacável, imparável, destruição, de alguns dos principais projetos e empresas nacionais.
Enquanto isso, para ridículo do país e divertimento de nossos concorrentes externos, nos congressos, nos governos, na área de inteligência, nas forças armadas de outros países, milhares de tupiniquins vibram, nos bares, na conversinha fiada do escritório, nos comentários que agridem e insultam a inteligência nas redes sociais, com a destruição de um dos principais grupos empresariais do Brasil, deleitando-se com a perda de negócios e empregos, e com a sabotagem e incompreensível inviabilização de algumas de nossas maiores obras de engenharia e de defesa, mergulhados em uma orgia de desinformação, hipocrisia, manipulação e mediocridade.
Mesmo que Marcelo Odebrecht venha a aceitar, eventualmente, fazer um acordo de delação premiada, nenhum jurista do mundo reconheceria, moralmente, a sua legitimidade.
Não se pode pressionar ninguém, a fazer acordos com a Justiça, para fazer afirmações que dependerão da produção de provas futuras. Assim como não se pode confundir o combate à corrupção – se houver corruptos que sejam julgados com amplo direito de defesa e encaminhados exemplarmente à cadeia, estamos cheios de gente com contas na Suíça solta e sem contas na Suíça atrás das grades – com a onipotente destruição do país e de milhares de empregos e bilhões de reais em investimentos.
A pergunta que não quer calar é a seguinte: se a situação fosse contrária, e um juiz norte-americano formado no Brasil e “treinado” por autoridades brasileiras, a quem propôs, por mais de uma vez, sua “cooperação”, estivesse processando um almirante envolvido com o programa nuclear norte-americano, e influindo no destino de todo um programa de submarinos, da construção de um novo submarino atômico, e do desenvolvimento de um míssil ar-ar para a US Air Force, a ponto de a empresa norte-americana responsável por ele ter de ser provavelmente vendida a estrangeiros, ele teria chegado, à posição em que chegou, em nosso país, o juiz Sérgio Moro?
Ou já não teria sido denunciado por pelo menos parte da imprensa dos Estados Unidos, e chamado à razão, em nome da segurança e dos interesses nacionais, por autoridades – especialmente as judiciais – dos Estados Unidos?
O único consolo que resta, nesta nação tomada pela loucura – lembramos por meio destas palavras, que quem sabe venham a ser transportadas, em bits, para o amanhã – é que, sob o olhar do tempo, que para todos passará, inexorável, a História, magistrada definitiva e atenciosa, criteriosa e implacável, vigia, registra e julga.
E cobrará caro no futuro.
* o autor é jornalista
Publicado originalmente em http://www.maurosantayana.com/2016/04/a-multa-bomba-de-7-bilhoes.html
(Revista do Brasil) - Finalmente, depois de meses de pressão desumana, gestapiana, sobre o empresário Marcelo Odebrecht, o juiz Sérgio Moro levou-o a julgamento, condenando-o – baseado não em provas de sua participação direta, mas na suposição condicional de que um empresário que comanda uma holding com mais de 180 mil funcionários e que opera em mais de 20 países tem a obrigação de saber de tudo que ocorre nas dezenas de empresas que a compõem – a 19 anos e quatro meses de prisão.
Não satisfeito com a pena, e com a chantagem, que prossegue – já que o objetivo é quebrar a moral do réu – um dos poucos que não se dobraram à prepotência e ao arbítrio – com o aceno ao preso da possibilidade de “fazer delação premiada a qualquer momento”, os responsáveis pela Lava-Jato, na impossibilidade de provarem propinas e desvios, ou a existência de superfaturamento da ordem dos bilhões de reais alardeados aos quatro ventos desde o princípio da operação, pretendem impor ao grupo Odebrecht uma estratosférica multa “civil” que pode chegar a R$ 7 bilhões – mais de 12 vezes o lucro da empresa em 2014 – que, pela sua magnitude, se cobrada for, deverá levá-lo à falência, ou à paralisação destrutiva, leia-se sucateamento, de dezenas de obras e de projetos, a maior parte deles essenciais, estratégicos, para o futuro do Brasil nos próximos anos.
Com a imposição dessa multa, absolutamente desproporcional, da ordem de 30 vezes as quantias que a sentença afirma terem sido pagas em propina pela Odebrecht, por meio de subsidiárias situadas no exterior, a corruptos da Petrobras que já estão, paradoxalmente, soltos, o juiz Sérgio Moro – e seus colegas do Ministério Público de uma operação que deveria se chamar “Destrói a Jato” – prova que não lhe importam, em nefasto efeito cascata, nem as dezenas de milhares de empregos que ainda serão eliminados pelo grupo Odebrecht, no Brasil e no exterior, nem a quebra de milhares de acionistas e fornecedores do grupo, nem a paralisação das obras com que a empresa se encontra envolvida neste momento, nem o futuro, por exemplo, de projetos de extrema importância para a defesa nacional, como os submarinos convencionais e o submarino nuclear brasileiro que estão sendo fabricados pela Odebrecht em parceria com a DCNS francesa, ou o míssil ar-ar A-Darter, que está sendo construído por sua controlada Mectron, em conjunto com a Denel sul-africana, além de outros produtos como softwares seguros de comunicação estratégica, radares aéreos para os caças AMX e produtos espaciais.
Considerando-se que se trata de uma decisão meramente punitiva, ao fazer isso o juiz Moro age, no comando da Operação Lava Jato, como agiria o líder de uma tropa de sabotadores estrangeiros que colocasse, diretamente, com essa sanção – e uma tremenda carga de irresponsabilidade estratégica e social – centenas de quilos de explosivos plásticos no casco desses submarinos, ou nos laboratórios onde ficam os protótipos desse míssil, sem o qual ficarão inermes os 36 aviões caça Gripen NG-BR que estão sendo desenvolvidos pelo Brasil com a Saab sueca.
Que não tenha ele a ilusão de que essa sua sanha destrutiva esteja agradando às centenas de técnicos envolvidos com esses projetos, ou aos almirantes da Marinha e brigadeiros da Aeronáutica que, depois de esperar décadas pela aprovação desses programas, estão vendo-os sofrer a ameaça de serem destruídos técnica e financeiramente de um dia para o outro.
Como um inútil, estúpido, sacrifício, um absurdo e estéril tributo da Nação – chantageada e manipulada por uma parte antinacional da mídia, que não tem o menor compromisso com o futuro do país – a ser realizado no altar da vaidade de quem parece pretender colocar toda a República de joelhos, até que alguém assuma a responsabilidade de impor, com determinação, bom senso e respeito à Lei e à Constituição Federal, limites à sua atuação e à implacável, imparável, destruição, de alguns dos principais projetos e empresas nacionais.
Enquanto isso, para ridículo do país e divertimento de nossos concorrentes externos, nos congressos, nos governos, na área de inteligência, nas forças armadas de outros países, milhares de tupiniquins vibram, nos bares, na conversinha fiada do escritório, nos comentários que agridem e insultam a inteligência nas redes sociais, com a destruição de um dos principais grupos empresariais do Brasil, deleitando-se com a perda de negócios e empregos, e com a sabotagem e incompreensível inviabilização de algumas de nossas maiores obras de engenharia e de defesa, mergulhados em uma orgia de desinformação, hipocrisia, manipulação e mediocridade.
Mesmo que Marcelo Odebrecht venha a aceitar, eventualmente, fazer um acordo de delação premiada, nenhum jurista do mundo reconheceria, moralmente, a sua legitimidade.
Não se pode pressionar ninguém, a fazer acordos com a Justiça, para fazer afirmações que dependerão da produção de provas futuras. Assim como não se pode confundir o combate à corrupção – se houver corruptos que sejam julgados com amplo direito de defesa e encaminhados exemplarmente à cadeia, estamos cheios de gente com contas na Suíça solta e sem contas na Suíça atrás das grades – com a onipotente destruição do país e de milhares de empregos e bilhões de reais em investimentos.
A pergunta que não quer calar é a seguinte: se a situação fosse contrária, e um juiz norte-americano formado no Brasil e “treinado” por autoridades brasileiras, a quem propôs, por mais de uma vez, sua “cooperação”, estivesse processando um almirante envolvido com o programa nuclear norte-americano, e influindo no destino de todo um programa de submarinos, da construção de um novo submarino atômico, e do desenvolvimento de um míssil ar-ar para a US Air Force, a ponto de a empresa norte-americana responsável por ele ter de ser provavelmente vendida a estrangeiros, ele teria chegado, à posição em que chegou, em nosso país, o juiz Sérgio Moro?
Ou já não teria sido denunciado por pelo menos parte da imprensa dos Estados Unidos, e chamado à razão, em nome da segurança e dos interesses nacionais, por autoridades – especialmente as judiciais – dos Estados Unidos?
O único consolo que resta, nesta nação tomada pela loucura – lembramos por meio destas palavras, que quem sabe venham a ser transportadas, em bits, para o amanhã – é que, sob o olhar do tempo, que para todos passará, inexorável, a História, magistrada definitiva e atenciosa, criteriosa e implacável, vigia, registra e julga.
E cobrará caro no futuro.
* o autor é jornalista
Publicado originalmente em http://www.maurosantayana.com/2016/04/a-multa-bomba-de-7-bilhoes.html
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quarta-feira, 20 de abril de 2016
“Dilma está sendo derrubada por uma assembleia geral de ladrões, presidida por um ladrão”.
Por Fernando Brito * Xico Sá faz uma observação preciosa hoje: “a imprensa brasileira não contava com a imprensa mundial”.
De fato, além da silenciosa imobilidade dos militares, o mundo é um dos maiores (e como o mundo é grande) obstáculo a que o espasmo golpista ainda não tenha consumado sua obra nefasta.
Você certamente está vendo como aquilo que chamamos aqui de Circo dos Horrores, ainda no princípio da votação, está repercutindo pelo planeta.
Posto, ao final do post, a análise do comentarista da TV SIC (Sociedade Independente de Comunicação, emissora privada de Portugal), Miguel Sousa Tavares afirma que “nunca viu o Brasil descer tão baixo”.
Diz, sem meias palavras: “Foi uma assembleia geral de ladrões, presidida por um ladrão”.
Coisa que dezenas de comentaristas políticos deste país acham e que nenhum deles tem coragem de dizer.
É preciso que venham blogueiros para chamar as coisas pelo nome que chamei: suinocracia.
É bem verdade que alguns deles agora, com a overdose de provincianismo canalha daquela noite estejam se dizendo chocados. Até Joaquim Barbosa vem agora dizer que “é de chorar de vergonha” e patético o que se passou.
Ora, passou-se porque a imprensa estimulou e a Justiça deixou, porque não só há as ações quanto os motivos para Eduardo Cunha já ter sido apeado, há muito tempo na presidência da Câmara e, em consequência, daquele escárnio que assistimos.
Embora aquela chusma de canalhas tenha responsabilidades das quais não poderão fugir, a verdade é que são simples agentes de pessoas muito bem postas e que não clamam a Deus nem ao amor de seus filhinhos, mas ao dinheiro.
Foi esta gente, que, se servindo do bando de energúmenos eleito por um sistema eleitoral comandado pelo dinheiro, colocou o Brasil nesta impensável situação de um retrocesso que reduz um dos maiores países do mundo à condição de “banana republic” centroamericana.
Repito o escrito ainda na madrugada da vergonha: “Nada, nenhum argumento político ou jurídico será mais desmoralizante, aqui ou lá fora, para o golpe no Brasil que o comprometimento e o comportamento de seus agentes executores.”
Mas repito tudo, porque eles são mesmo apenas os agentes executores. Os seus autores, as elites brasileiras, sua mídia e uma Corte Suprema que sabia e sabe perfeitamente com quem lidava ao autorizar a consumação daquela tragédia é que são seus autores.
Esta é a razão que os impede de usar a frase simples, direta, cristalina, que não se ouve aqui sem o sotaque de português: “Dilma está sendo derrubada por uma assembleia geral de ladrões, presidida por um ladrão”.
* o autor é jornalista
Publicado no Tijolaço: http://www.tijolaco.com.br/blog/vergonha-mundial-ainda-protege-o-brasil/
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terça-feira, 19 de abril de 2016
As razões de cada deputado nos votos no impeachment
Richard Jakubaszko
Circulam afoitas pela internet e redes sociais as causas e razões dos votos dos deputados a favor do impeachment. A corrupção deles próprios parece ser a causa predominante. Dilma irritou os poderosos, e deu no que deu.
Vejam abaixo:
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Circulam afoitas pela internet e redes sociais as causas e razões dos votos dos deputados a favor do impeachment. A corrupção deles próprios parece ser a causa predominante. Dilma irritou os poderosos, e deu no que deu.
Vejam abaixo:
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segunda-feira, 18 de abril de 2016
Um golpe contra o povo e contra a democracia
Uma farsa dantesca, uma hipocrisia medonha, um cinismo indescritível. Eis a síntese do que se viu no dia 17 de abril de 2016 na Câmara dos Deputados. O que os deputados golpistas autorizaram foi a cassação de 54 milhões de votos, a cassação da soberania popular para que um grupo de corruptos assalte o poder sem voto e sem legitimidade. O que se viu foi a farsa de abrir caminho, em nome do combate à corrupção, para que um denunciado de ter recebido cinco milhões de reais em propina se torne presidente do Brasil. O que se viu foi a hipocrisia de, em nome da moralidade, permitir que o maior corrupto do Brasil se torne o primeiro na linha de sucessão da presidência da república. O que se viu foi o cinismo de deputados acusados de corrupção declararem votos em nome da salvação do Brasil do mal da corrupção. Este espetáculo de degradação da política, de degradação da dignidade do Brasil, sequer escapou ao New York Times que estampou em sua capa: “Gang de ladrões vai julgar Dilma”. Em nome de Deus, da família e da pátria e blasfemando contra Deus, conspurcando as suas famílias e pisoteando a pátria e a Constituição essa gang de ladrões fez suas declarações de voto.
O que se viu foi uma Câmara dos Deputados, que tem 7% de avaliação positiva, falar em nome do povo cassando o voto do povo. Foram 367 punguistas anulando 54.501.118 votos. Não há nenhuma acusação razoável contra a presidente Dilma e há cerca de 300 deputados enredados com questões judiciais. Não há democracia sem respeito à soberania popular.
Houve uma clara e criminosa ruptura da ordem democrática e institucional. Ruptura construída paulatinamente, pelo juiz Moro, pelo Ministério Público Federal, pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal que prevaricou ao permitir que Eduardo Cunha comandasse esse processo inescrupuloso de violência contra a democracia. O que se viu foi a desavergonhada declaração de votos de deputados do PSDB e de outros partidos de oposição clamando pela responsabilidade fiscal quando votaram nas pautas-bomba de Eduardo Cunha aumentando o déficit público no momento em que o Brasil precisava reduzi-lo. Como podem esses todos arvorar-se salvadores do Brasil quando agiram justamente para quebrar o Brasil?
O PT e o governo devem um pedido de desculpas à sociedade
Como pode essa gang de ladrões aliar-se à Fiesp que clama para não pagar o pato quando se sabe que quem paga o pato da Fiesp, dos bancos e do agronegócio é o povo pobre do Brasil que paga muito mais impostos que os ricos? Como pode o governo do PT ter sido tão ingênuo ao conceder mais de R$ 400 bilhões em incentivos e subsídios às elites possuidoras para ser traído por elas? Como pode o governo do PT ter se aliado aos partidos conservadores das elites abandonando o povo para ser traído por ministros do próprio governo na véspera e durante a votação do golpe?
Como pode o PT ter se enganado, imaginando que podia contar com o beneplácito das elites; que podia beber os vinhos caros com as elites; que podia exibir-se com os ternos importados junto às elites; que podia frequentar os hotéis e restaurantes luxuosos para congraçar com as elites? O PT foi aceito enquanto enchia os bolsos das elites com a farra das commodities. Nesse meio tempo, os movimento sociais se tornaram incômodos para os petistas nos governos; as sandálias da humildade foram jogadas no lixo; a estúpida arrogância do poder mesquinho entumecia o peito de parlamentares e dirigentes petistas; o conhaque de alcatrão de São João da Barra foi substituído pelo whisky envelhecido. Mas quando os governos petistas não tinham mais o que entregar à elite branca, endinheirada, de mentalidade escravocrata, machista, racista e homofóbica, o PT recebeu um senhor golpe. Somente nesse momento se lembrou de recorrer ao povo – mas tardiamente. Já passou da hora de o PT e do governo pedirem desculpas à sociedade pelos seus erros e pelos seus desvios
Sem pacto e sem transição transada
Quando veio a conta da farra fiscal em favor das elites, essas não quiseram pagá-la. Propuseram que o governo do PT pendurasse a conta nos ombros dos trabalhadores. O governo ficou paralisado: não fez nem uma coisa e nem outra. Não teve coragem de cobrar a conta a aqueles que mais ganharam.
Com um roteiro golpista e conspirador Temer e o PMDB construíram um programa de ataque aos direitos trabalhistas e sociais, de quebra da previdência, de entrega de áreas da economia de conteúdo nacional ao capital estrangeiro, de associação subordinada aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos. Essas são algumas das razões do golpe.
Mas se o PT e o governo foram humilhados e derrotados, se a Constituição foi rasgada e se a democracia foi violentada, paradoxalmente, essa crise toda produziu algo positivo. Novos movimentos sociais surgiram, uma juventude combativa se pôs nas ruas, milhares de debates foram realizados e esses novos movimentos e essa nova esquerda construíram pontes de unidade com os movimentos sociais que estavam paralisados, sob a cômoda condição de governistas. As manifestações do “não vai ter golpe” se equipararam às manifestações pró-golpe e isto fez com que nas redes sociais houvesse uma virada contra o golpe.
Duas frentes progressistas e de esquerda se formaram – Povo sem Medo e Frente Brasil Popular – e passaram a atuar em conjunto. É preciso avançar na reorganização dos movimentos sociais e políticos numa ampla frente progressista para enfrentar as novas etapas do golpe. O mais provável é que esse processo deságue na proposição de novas eleições gerais.
Mas o que esses movimentos políticos e sociais aprenderam nesse curto espaço de tempo é a necessidade de construir e preservar a autonomia em relação a qualquer governo. Para quem quer conquistar direitos e construir políticas públicas sociais é mais importante estar nas ruas, nas periferias, nas organizações sociais, culturais e sindicais do que estar nas secretarias e nos ministérios dos governos.
Esses novos movimentos não devem e nem podem fazer nenhum pacto. Os pactos, as “transições transadas”, na expressão do Raimundo Faoro, sempre foram enganosos para o povo e para os movimentos sociais. Mudanças efetivas nunca se consumaram no Brasil, pois as elites se apossaram das ideias de mudança para manter o status quo. É o que se vê novamente neste momento. Em nome do combate à corrupção quer-se um retrocesso da democracia, dos direitos sociais, dos direitos civis e dos direitos políticos. Movimentos de repressão e de perseguição à lideranças de movimentos sociais já estão em andamento. O povo não pode enganar-se e nem ser enganado mais uma vez com pactos ilusórios.
Se o governo Temer vier, será preciso agir para derrubá-lo, pois será um governo ilegítimo produzido por um golpe antidemocrático. Não se pode dar nenhuma trégua a um governo dessa natureza. A ideia da “unidade nacional” nada mais é do que uma máscara para jogar o peso do ajuste nos ombros dos trabalhadores e para sacrificar os programas sociais. As elites estão quebrando a ordem democrática e constitucional. Não merecem nenhuma confiança e nenhuma trégua.
Neste 17 de abril de 2016, o sol enganou o dia e a lua enganou a noite. Não poderá ser lembrando com um dia ensolarado e como uma noite enluarada. Foi um dia trevoso, cinzento para a história do Brasil. Felizes os portugueses que comemoram o mês de abril como um mês de libertação. Nós, brasileiros, teremos que lembrar o mês de abril como o mês da vergonha, da farsa, da hipocrisia e do cinismo.
* o autor é Professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Publicado originalmente em http://jornalggn.com.br/noticia/um-golpe-contra-o-povo-e-contra-a-democracia-por-aldo-fornazieri
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