Richard Jakubaszko
Será que isso era a verdade? Ou seria mais uma fake news? Julgue vc mesmo! Pode ser uma simples coincidência?
.
O blog é um espaço de debate onde se pode polemizar sobre política, economia, sociologia, meio ambiente, religião, idiossincrasias, sempre em profundidade e com bom humor. Participe, dê sua opinião. Não existem duas verdades. O melhor do blog está em "arquivos do blog", os temas são atemporais. Se comentar registre nome, NÃO PUBLICO COMENTÁRIOS ANÔNIMOS. No blog até mesmo os biodesagradáveis são bem-vindos! * Aviso: o blog contém doses homeopáticas de ironia, por vezes letais, mas nem sempre.
Richard Jakubaszko
Será que isso era a verdade? Ou seria mais uma fake news? Julgue vc mesmo! Pode ser uma simples coincidência?
.
Richard Jakubaszko
A ciência evoluiu muito desde tempos imemoriais, mas não consegue explicar como aconteceu esse fenômeno. Isso nada tem de machismo, a foto mostra a verdade centenária da união eterna entre homem e mulher.
Richard Jakubaszko
Na guerra ambiental as ONGs, agências e institutos de "pesquisa" ambientais desfrutam junto à mídia de um prestígio nunca visto até então. Qualquer imbecilidade "científica" que saia debaixo do guarda-chuva desses ambientalistas encontra eco na grande mídia, e nas redes sociais, chegando a provocar escândalos monumentais. Por causa disso resolvi contestar a questão conforme explico abaixo.
Recebi um press release da assessoria de imprensa do IPAM - Instituto de Pesquisas da Amazônia, com o seguinte título, e que é o mesmo que usei na manchete deste post: "Desmatamento é causa de 81% das emissões de metano decorrentes de queimadas".
Na sequência o press release, hodiernamente chamado de "sugestão de pauta", apresenta um lead, ou seja, uma linha de subtítulo onde tenta resumir toda a matéria, e afirma que "Fogo associado à mudanças no uso da terra foram responsáveis pela maior parte do metano emitido no setor", sem explicar qual o setor, se a Amazônia, a pecuária, o desmatamento ou as queimadas.
Depois disso o press release vomita dados controversos sobre as emissões de metano no Brasil e no mundo.
Ora, a ciência está sendo tratada com descaso pelos responsáveis científicos do IPAM, e com pouca prática e total inexperiência do jornalista. Torna-se um press release falso e mentiroso. Por uma simples razão que passou despercebida aos responsáveis pelo press release: o desmatamento e as queimadas não emitem metano. Quem produz metano são bactérias que decompõem matéria orgânica, seja no solo, nos intestinos dos ruminantes ou em matéria orgânica em apodrecimento como nos arrozais irrigados ou em mangues, e até mesmo na lata de lixo de qualquer residência ou restaurante.
Desta forma, por que os desmatamentos ou as queimadas decorrentes não são causa das emissões de metano? Porque onde há desmatamento e consequente queimada o fogo queima e esteriliza tudo, até mesmo o solo superficial, não sobra qualquer tipo de bactéria pra contar história. A imbecilidade no press release do IPAM - Instituto de Pesquisa da Amazônia, entretanto, continua com clima e tom científico de altíssima precisão, ao afirmar que 81% das emissões de metano são decorrentes das queimadas.
Na ilustração abaixo reproduzo um mapa confeccionado pelo satélite NOAA que exibe em vermelho onde estão as emissões de metano (CH4) no planeta. Destacam-se as florestas da Amazônia e a subsaariana, especialmente em mangues, e os arrozais irrigados na China e Indonésia. Na Índia, além do arroz, existem 340 milhões de cabeças de zebuínos e búfalos que não integram a mentirosa contabilidade ambiental de emissões mundiais de GEE, porque lá a vaca (e o boi também) é sagrada e não faz nada de errado, nem mesmo emite metano. Emissões nos EUA indicam em vermelho os lixões na confluência de New York, Washington e Chicago. A pecuária brasileira está tão espalhada no país inteiro que nem aparece nas emissões de metano. Este mapa está publicado na quarta capa do livro "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", em terceira edição desde maio 2022, e lá faço comentários de outra ordem sobre metano.
O IPAM
Abaixo reproduzo a totalidade do press release recebido, seus responsáveis técnicos pelas afirmações entre aspas, e os "parceiros" do IPAM, como o Observatório Ambiental, na minha mais enfática opinião, uma entidade publicitária disfarçada, de técnicos e "especialistas" que se dizem ambientalistas.
No decorrer do texto coloquei grafado em vermelho observações sobre o conteúdo, e com o qual ou discordo ou acho curiosa a abordagem e afirmação.
Desmatamento é causa de 81% das emissões de metano decorrentes de queimadas
Fogo associado à mudanças no uso da terra foram responsáveis pela maior parte do metano emitido no setor.
De
olho nas demandas do Compromisso Global do Metano, pesquisadores
mapearam as principais atividades e processos responsáveis pela emissão
de metano no Brasil e apontaram caminhos para
a redução em longo prazo das emissões. Segundo o relatório, 81% das
emissões de metano causadas por incêndios florestais estão associadas ao
desmatamento. Por concentrar grande parte dos estoques de carbono e do
desmatamento, a Amazônia lidera as
emissões causadas por queimadas.
Chamado
de “Desafios e oportunidades para a redução das emissões de metano no
Brasil”, o relatório sobre emissões de metano é uma parceria entre
cientistas do Instituto de
Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Instituto de Energia e Meio
Ambiente (IEMA), Governos Locais para Sustentabilidade (ICLEI),
Instituto de manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) (se o Imaflora concorda com as afirmações do IPAM, é melhor fechar as portas...) e o
Observatório do Clima (este é o maior emissor de fake news sobre o clima. Curiosamente, só o Instituto Lula repercutiu essa mentira do metano, conforme o Google)
O metano é um poluente climático de vida curta com um tempo de vida atmosférico de aproximadamente 12 anos. Apesar da curta duração, seus efeitos são poderosos e seu potencial efeito de aquecimento global é equivalente a 28 (Não é 28%, seria de 23 vezes, conforme estabelecido pelo IPCC, mas o metano encontra-se estável na atmosfera, há mais de 200 anos) vezes o do dióxido de carbono (CO2). Além disso, o metano também contribui para a formação de ozônio troposférico (O3), que, assim como ele, tem efeitos poderosos no aquecimento do planeta.
Portanto, o alto potencial de aquecimento e a duração relativamente curta faz do metano um bom alvo para políticas de redução imediata de emissões de gases de efeito estufa que ajudem a humanidade a ganhar tempo para fazer a transição energética.
Segundo a pesquisadora do IPAM e uma das autoras do estudo, Bárbara Zimbres, a comunidade internacional percebeu a importância de reduzir as emissões de metano e tem firmado compromissos na área, o que aumenta a demanda por um caminho claro para a redução e um mapeamento dos principais emissores.
“Na COP26, em Glasgow, mais de cem países, incluindo o Brasil, assinaram o Compromisso Global do Metano, se comprometendo a reduzir as emissões de metano em 30% até 2030 em relação aos níveis de 2020. Portanto, as fontes de emissão de metano nos diversos setores e as oportunidades existentes para redução das emissões devem ser identificadas, para subsidiar a criação de políticas nacionais de mitigação.”, ressalta Zimbres.
De onde vem o metano?
Em
2020, as emissões globais de metano chegaram a 364 milhões de
toneladas, o que pode provocar o mesmo aquecimento que cerca de 10
bilhões de toneladas de CO2. Segundo o IPCC, o Painel
Intergovernamental sobre Mudança do Clima da ONU, um terço do aumento de
temperatura verificado hoje no planeta se deve ao gás metano. (Sobre o aquecimento, essa é a maior mentira do século XXI).
O Brasil é o quinto maior emissor de metano do mundo. Sozinhos, o país emite o equivalente a 5,5% do metano do planeta. Em 2020, as emissões brasileiras foram estimadas em 21,7 milhões de toneladas, o equivalente a 26% de todas as emissões de gases de efeito estufa do país. A agropecuária brasileira é a maior emissora do país, respondendo por 71%, cerca de 14,54 milhões de toneladas, de todo o metano brasileiro lançado na atmosfera.
Além disso, apesar do avanço das queimadas e da degradação florestal, o setor que mais emitiu metano no Brasil foi a pecuária, responsável por 64% de todas as emissões brasileiras em 2020, o que corresponde a cerca de 13,8 milhões de toneladas de gás.
Caminhos para a redução
De
acordo com dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções
de Gases de Efeito Estufa), caso nenhuma política de redução das
emissões de metano for adotada,
descumprindo os acordos internacionais firmados pelo governo brasileiro,
o Brasil aumentará suas emissões em 7% até 2030, passando a emitir até
23,3 milhões de toneladas de metano.
Contudo, caso sejam aplicadas alternativas viáveis, fazendo uso das melhores práticas e tecnologias disponíveis, o Brasil poderia reduzir suas emissões em até 36,4% até 2030. Isso acarretaria em uma redução acumulada de até 180 milhões de toneladas no período entre 2020 e 2030. A redução representaria uma grande contribuição para o Compromisso Global de Metano, ultrapassando em 6% as metas estipuladas pelo acordo.
Para
que essas novas metas sejam atingidas, os autores do estudo defendem
que, entre outras metas, é necessário zerar o desmatamento ilegal e as
queimadas para abertura de novas áreas,
ampliar a recuperação do metano do tratamento de resíduos animais e
investir na produtividade dos rebanhos brasileiros, assim como na
aplicação de técnicas de aprimoramento genético e de terminação
intensiva do rebanho, que reduz a área e o
tempo necessário para a criação do gado de corte.
Mais informações:
Lucas Guaraldo Itaborahy
.
Richard Jakubaszko
Explica melhor, Jair: que clima foi esse que pintou? Foi fazer o que lá dentro da casa, Jair? Conferir o clima? Isso não é falta de decoro presidencial?
Richard Jakubaszko
Ontem mesmo (13/10), o Ministério Público do Pará exigiu que Damares mostrasse as provas das acusações feitas, que tiveram ampla repercussão na mídia. Entretanto, na entrevista, ela admitiu que as denúncias foram baseadas somente "em conversas com o povo na rua”. O que era uma fake news virou um pandemônio...
Literalmente, Damares enfatizou que “Temos imagens de crianças de 4 anos, de que quando elas cruzam as fronteiras, têm seus dentes arrancados para não morderem na hora do sexo oral"". Damares ainda ressaltou que "nós descobrimos que essas crianças comem comida pastosa para o intestino ficar livre para a hora do sexo anal”. Segundo ela, as denúncias foram investigadas, mas que desconhecia os resultados. Cadê as imagens, por que ela não mostra? Damares ainda relata algo tão escabroso como estupros de bebês recém nascidos, com uma semana de vida.
Que país é este? Uma ex-ministra, agora senadora eleita, fazer afirmações mentirosas desse tipo? Não sou advogado, nem conheço detalhes da nossa constituição sobre os limites de comportamento de personalidades políticas, eleitas ou não, mas o STF encaminhou o assunto para a Justiça do Pará, porque ela não tem mais o foro privilegiado no STF, por ser ex-ministra, mas ela ainda não empossou como senadora, portanto, também não tem imunidade parlamentar. Pois que se casse o hipotético diploma, ela não tem mais esse direito.
O Senado não pode abrigar uma cidadã do porte e do baixo nível de Damares Alves. O detalhe, como diria o ex-capitão que nos desgoverna, é que Damares não merece ser estuprada, por ser feia demais, e já deve ter perdido quase todos os seus dentes, caso contrário seria o caso de mandar extraí-los, mas isso, a bem da verdade, não traria justiça para o caso. Até porque, esse é o "novo normal". Jair trouxe ao Brasil e aos brasileiros esse sistema elegante de fazer política.
Como dizem no Pará: arre égua!!!
.
Richard Jakubaszko
Hoje é um dia especial, para as crianças, para os engenheiros agrônomos e da padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida.
Louvemos as crianças, saudemos os agrônomos e adoremos a padroeira do Brasil.
Nossas crianças são o futuro, os agrônomos mostram seus inestimáveis serviços para a produção de alimentos, e Nossa Senhora de Aparecida há de proteger os brasileiros de uma hecatombe política, que assim seja.
.
Jamil Chade
Nos últimos dias, entrevistas de aliados de Jair
Bolsonaro e do próprio presidente indicaram que, numa eventual vitória nas
eleições, o governo usará um segundo mandato para buscar um maior controle do
Judiciário, um verdadeiro obstáculo para a implementação de uma agenda da
extrema direita no país e, no fundo, para tornar obsoleta partes inteiras da
Constituição de 1988.
A ideia é ampliar o número de ministros e, assim,
nomear aliados do bolsonarismo. Se no Congresso foi o orçamento secreto que
permitiu um controle do Legislativo, o plano se aproveitaria de um avanço do
grupo no Senado para também submeter o Judiciário aos interesses do movimento.
Mas nada disso é inédito. Ao longo dos últimos
anos, líderes populistas que chegaram ao poder por meio das urnas usaram a
legitimidade que ganharam do processo eleitoral para desmontar a democracia em
seus países. Principalmente a partir do segundo mandato, o objetivo foi claro:
o controle do Judiciário.
Um deles foi Hugo Chávez, na Venezuela. Ao assumir
o poder, ele finalmente cumpriu o que líderes por décadas prometeram e não
cumpriram: reformou a Justiça. Mas, num primeiro momento, a transformação foi
considerada como exemplar. O Tribunal Supremo teria 20 juízes, com dez da
oposição e dez aliados ao governo.
Cinco anos depois, em maio de 2004, uma nova lei
foi aprovada, depois da tentativa de golpe sofrida pelos venezuelanos. Mas,
neste caso, a corte ganharia doze novos membros. Todos eles chavistas.
Nos anos que se seguiram, centenas de juízes de
primeira instância deixaram seus cargos e foram substituídos por aliados do
governo. Em 2021, outro informe foi ainda mais enfático: o Judiciário
venezuelano, já sob Nicolas Maduro, fazia parte dos mecanismos para encobrir a
repressão contra opositores.
As consequências foram profundas, com o regime
chavista capaz de contornar qualquer tipo de ação com o controle completo das
cortes. Mais de uma década depois, num informe da ONU sobre a situação
venezuelana, a constatação: "a independência do Judiciário estava
completamente destruída”.
Durante a década de 1990, Alberto Fujimori no Peru
também promoveu mudanças nas leis que asseguraram sua influência sobre os
tribunais e contribuíram para um clima de anarquia que facilitaria a corrupção
que assolou sua administração.
No caso em Lima, Fujimori usou um golpe de estado
em 1992 para justificar a necessidade de reformar os tribunais. Três dias
depois do evento, ele aprovou um decreto demitindo 13 juízes da corte máxima do
país. Nos meses que se seguiram, todos os tribunais superiores passaram ao seu
controle.
Naquele momento, um porta-voz do governo justificou que tais atos tinham como objetivo "assegurar a democracia”.
No poder desde 2010, o húngaro Viktor Orbán passou
os últimos doze anos adotando leis para acumular poder e, desde 2012, já
emendou a constituição em sete ocasiões. Mas foi a partir de 2014, quando ele
vence pela segunda vez a eleição, que o desmonte ganha um ritmo inédito.
Orbán, de fato, assumiu o poder depois de um
governo corrupto de esquerda e que admitiu que enganou a população ao adotar
medidas de austeridade para lidar com a crise de 2008. Ganhou o voto de jovens,
da elite urbana, da classe média e até de parte dos intelectuais. Sua guinada
autoritária, porém, afastou muitos desses grupos da base de Orbán.
Mas, até que tal reação viesse, ele já havia
fincado suas bases e iniciado um processo profundo para controlar o parlamento,
a imprensa, a academia, a arte, a sociedade civil e, claro, o Judiciário.
Ao final de
segundo mandato, que começou em 2014, Orbán se sentia suficientemente
confortável em termos de votos no Parlamento para criar um novo sistema de
cortes administrativas que poderiam ditar sentenças sobre eleições, imigrações
e até sobre violência policial.
Cortes similares existem na França e na Alemanha.
Mas, no caso de Budapeste, elas teriam ampla interferência do Executivo.
Caberia ao ministro da Justiça escolher uma parcela dos juízes e definir
promoções.
Alguns anos depois, ele apresentou a ideia em um
novo formato, transformando o sistema de pontos pelos quais os candidatos para
os cargos de juízes seriam julgados. Quem passou por funções no governo,
segundo a nova lei, ganha pontos extras. Para ter funções no governo, os
candidatos precisam estar alinhados à extrema direita.
O assalto contra o Judiciário ao final do segundo
mandato apenas completava oito anos de uma estratégia clara de controle.
Naquele período, 400 juízes foram aposentados e a Corte Constitucional passou a
ser controlada por aliados do regime.
O Ministério Público também passou a ser controlado
por Orbán e, no Escritório Nacional de Justiça, ele nomeou a madrinha de um de
seus filhos para o cargo.
O controle do Parlamento e Judiciário foram
estratégicos. Sempre que sofre um revés, o húngaro se apressa em mudar as
regras do jogo, sem freios dos demais poderes. Em 2018, dias depois de perder
as eleições municipais em Budapeste, ele aprovou uma nova lei reduzindo as
competências das prefeituras.
E sem qualquer questionamento da Justiça.
.
Richard Jakubaszko
As falas, filosofias e desculpas mais importantes de Jair Bolsonaro, o sem noção de nada, estão registradas abaixo e são de conhecimento público, absolutamente incontestáveis e com evidências eloquentes de que esse quase ser humano é um genocida.
.
Richard Jakubaszko
O vídeo abaixo é um documentário preparado pelo Jornal GGN, editado e narrado pelo jornalista Luís Nassif, sobre como a ultradireita mundial foi preparada e se torna uma ameaça às democracias. É um trabalho de fôlego do jornalismo independente.
.
Richard Jakubaszko
A questão permanece como grau de percepção de cada um. Tem gente que olha e não vê nada. Tem gente que nem precisa ver para sentir tudo.
.
"Jornal é um espaço incapaz de discernir entre a queda de uma bicicleta e o colapso da civilização".
(Bernard Shaw)