quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Resposta a Camões, 450 anos depois.

Richard Jakubaszko
No vestibular da Universidade de Santa Catarina (ou da Bahia, sei lá, há controvérsias...) cobrou-se dos candidatos numa prova de literatura a interpretação do seguinte trecho de um poema de Luís Vaz de Camões:



'Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer '.
 
 

Uma vestibulanda de 18 anos deu a sua interpretação:

'Ah, Camões!, se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!'

A vestibulanda ganhou nota 10: pela originalidade, pela estruturação dos versos, das rimas insinuantes, e também foi a primeira vez que, ao longo de quase 450 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era apenas falta de mulher...
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