terça-feira, 13 de julho de 2010

Somos todos um

Richard Jakubaszko
O vídeo abaixo (We are all one) me foi recomendado assistir pelo amigo e engenheiro agrônomo Odo Pimavesi. 
É uma tijolada, considerando a polêmica questão ambiental que está em debate, apesar de ser um debate de surdos, no Brasil e no planeta afora, seja pelo questionamento se há ou não aquecimento, sejam pelas causas, seja no Código Florestal que está sendo reformulado no Congresso. Seja ainda porque requer mudanças de comportamento, no individual e no coletivo.
O vídeo não coloca em discussão a crítica questão do crescimento populacional humano no planeta, não debate o dogma do "crescei e multiplicai-vos". Mas critica o consumismo desenfreado de todos os recursos naturais e a destruição dos elementos essenciais à vida, como é feito nas comunidade ricas. Apregoa sobre como devemos entender a questão ambiental, e sugere (ou promete, e até mesmo ameaça) que a humanidade tem seus dias contados caso não se entenda e não se respeite a questão ambiental. Na minha opinião é uma visão com alma de escoteiro, portanto, guarda ingenuidade e pureza, e embute um idealismo forte e verdadeiro, apesar de não atacar a causa principal do desequilíbrio. Comprova que a discussão ambiental é emocional, de ambos os lados, cheia de radicalizações.
De forma implícita temos nesse vídeo as contradições da nossa época: o progresso e a violência, e ainda catástrofe e prosperidade (ou é ganância?).
Vale a pena ver, tem poesia de texto, imagem, roteiro e conteúdo, um dos mais belos a que já assisti sobre o tema. Apesar de não ser definitivo. 
Confiram:

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Um comentário:

  1. Marlene Simarelli15 de julho de 2010 19:10

    Oi Richard,
    Só hoje pude assistir ao vídeo. Simplesmente maravilhoso, verdadeiro e, sim, definitivo
    porque mostra exatamente que estamos com o foco errado. O foco é a vida!
    A economia do “consumo pelo consumo”, estabelecida ao longo do século 20, cultuada pelo Ocidente e agora também pelo Oriente, está levando a raça humana à destruição.
    Tudo é mercado – água, sementes, solo, vento, sol e até carbono. O que Deus (ou o nome
    que queira) nos deu gratuitamente, o ser humano mercantilizou. Além disso, se
    engaiolou em conurbações urbanas, distanciando-se do alimento, a ponto de muitas
    crianças nunca terem visto o animal que lhes fornece o leite e o ovo; nunca terem visto
    a planta que lhe dá o trigo, o arroz, o feijão, a fruta. E a terra vai sendo devastada pelos excessos humanos na exploração, no plantio, na construção... O solo sagrado vai sendo coberto pelo asfalto para não gerar sujeira nos pés, nas roupas, calçados e carros. Os córregos e rios, apodrecidos com nossos esgotos e criações químicas, são cobertos ou seguem descobertos cheirando mal, cheirando a morte, porque não carregam mais vida.
    As zonas ripárias, as matas ciliares cedem lugar ao concreto, nas cidades, e à produção
    agrícola e animal, no campo.
    Para quem crê na bíblia, Deus nos legou a terra para cuidar dela – e de nós! E o que
    fizemos? O que vamos deixar para nossos filhos e netos?
    Precisamos encontrar uma saída para o modo como estamos vivendo.
    Precisamos, cada um de nós, fazer a sua parte, como a lenda da pomba durante o
    incêndio na floresta.
    Obrigada por compartilhar um vídeo, que é um profundo alerta para a continuidade da vida
    humana no Planeta Terra.
    Grande abraço,
    Marlene Simarelli

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