sábado, 20 de novembro de 2021

Nobel de Física 2021 teve 3 ganhadores com pesquisas dos anos 1960 e 1980: muito estranho isso...

Richard Jakubaszko   

Parece pombo, mas não é
Foram anunciados em outubro último pela Academia Sueca, em Oslo, os ganhadores do prêmio Nobel de Física relativo a 2021.

Quando li o comunicado e a matéria no Uol / Folha de SP (leia aqui) não conseguia acreditar no texto, de tão rebuscado que foi escrito, explicando e justificando a escolha da premiação.

Diz o Uol que "O prêmio Nobel de Física deste ano foi dedicado ao estudo de sistemas complexos, dentre eles os que permitem a compreensão das mudanças climáticas que afetam nosso planeta. A escolha coloca um carimbo definitivo de consenso sobre a ciência do clima".

O Uol continua: "Os pesquisadores Syukuro Manabe, dos Estados Unidos, e Klaus Hasselmann, da Alemanha, foram premiados especificamente por modelarem o clima terrestre e fazerem predições sobre o aquecimento global. A outra metade (sic) do prêmio foi para Giorgio Parisi, da Itália, que revelou padrões ocultos em materiais complexos desordenados, das escalas atômica à planetária, em uma contribuição essencial à teoria de sistemas complexos, com relevância também para o estudo do clima.
" (grifos do blogueiro)

Ora, a notícia não explica que esses estudos foram feitos nos anos 1960 e 1970 e 1980, e são eles a base "filosofal" e científica para a construção de planilhas preditivas (ou bolas de cristal?) utilizadas pelo IPCC com as previsões apocalípticas do aquecimento, por conta das mudanças climáticas. Ou seja, os ganhadores do Nobel de Física recebem agora, em 2021, um prêmio por estudos realizados há 30 e 40 anos? Antes tarde do que nunca, diria meu falecido avô. E a tempo, completo eu, porque um prêmio Nobel em qualquer categoria nunca é outorgado de forma póstuma, caso contrário a Academia Sueca poderia redimir-se de jamais ter outorgado o Nobel da Paz para Mahatma Gandhi, inegavelmente um não candidato, assim como Obama, que nem indicaram, mas que ganhou o Nobel da Paz em 2009, ao chegar na Casa Branca, por seus "esforços futuros" na paz mundial... Parece piada de mau gosto, né não?

A teoria do "efeito estufa", que não vingou, foi elaborada por Arrhenius, químico sueco, no fim do século XIX, antes da existência de satélites meteorológicos, e estava baseada em estudos de dissociação de elementos químicos, o que valeu a ele o Nobel de Química de 1902. Dessa teoria o IPCC elaborou em 2007 a hipótese do aquecimento global antropogênico. A teoria climatológica moderna, dos anticiclones móveis polares, foi elaborada pelo cientista Marcel Leroux (1938-2008). Há um resumo da sua teoria na entrevista feita em https://resistir.info/climatologia/leroux_entrevista_2007.html

Mas Arrhenius nunca afirmou que o efeito estufa tinha causa antropogênica, essa é uma dedução moderna dos 240 "cientistas" do IPCC, que antes eram 2.500, e 2.260 discordaram dessa teoria conspiratória e se retiraram de lá. Em meu livro abordo essa mentira de forma mais aprofundada, inclusive com exemplos práticos, desconstruindo essa "teoria" enganadora. De qualquer maneira, estava claro para todos os cientistas sérios, que Arrhenius nos deixou uma hipótese, e não uma teoria para ser validada. Agora, a Academia Sueca, inesperadamente, e 50 anos depois, mas ainda assim tempestivamente, porque os autores estão vivos, avaliza Arrhenius e dá uma força enorme para o IPCC ao premiar Giorgio Parisi, da Itália, que revelou padrões ocultos em materiais complexos desordenados, das escalas atômica à planetária, em uma contribuição essencial à teoria de sistemas complexos, com relevância também para o estudo do clima. Ufa... Viva o consenso científico inserido na teoria de sistemas complexos, a imbecilidade finalmente foi encontrada e definida, chama-se esperteza... Depois, quando a gente ouve falar em "teoria conspiratória" até acredita que estão falando a sério...

Ou seja, as planilhas (programas de computador) do IPCC que fazem previsões climáticas para os anos 2050 e até 2100, de que vai esquentar o planeta, tornam-se avalizadas pelo Nobel sueco, mais uma vez, porque o IPCC e o ex-vice-presidente americano Al Gore já haviam sido premiados antes. Lembro ainda que nenhum meteorologista faz previsões climáticas para mais de 15 dias a frente, pra não cair no ridículo.

De qualquer forma, essas planilhas, as plataformas preditivas, que tiveram a contribuição dos cientistas da Universidade de East Anglia, na Inglaterra (então flagradas em famosa fraude confessada em e-mails, em 2009, e divulgada em escândalo midiático), e ainda por Michael Mann, elaborador do mistificado e mentiroso gráfico chamado "Taco de Hóquei", passam agora, como num passe de mágica, à condição de lei. Melhor dizendo, trocam as bolas da ciência contemporânea, com a complacência e aplausos da mídia, defecam na memória de cientistas sérios da história da humanidade, ao desestruturar os passos e caminhos daquilo que se chama de rota da ciência, pois o que era uma hipótese improvável (de Arrhenius, que falou dos gases de efeito estufa - GEE - no século XIX, ora, ora...), virou lei (na opinião do IPCC e da Academia Sueca), sem nunca ter sido sequer uma teoria mal formulada. Para contextualizar adequadamente, a Lei da Gravidade, de Isaac Newton, foi antes uma hipótese, e depois uma teoria, quando os pares concluíram ser real, sem sombra de dúvida, e a promoveram a Lei. As Teorias da Relatividade (Einstein) e da Evolução das Espécies (Darwin) ainda são teorias, fortes e poderosas, mas não são Leis. Entendido como trabalha a ciência? Ciência não tem consenso, ciência tem debate, tem contraditório. Consenso é para políticos e para reunião de condomínio, para bate-papo de comadres.

Eita mundo moderno, tudo pelo dinheiro... A grande mídia, engajada no milenarismo apocalíptico do aquecimento, bate palmas aos políticos de seus  grupos de apoio, ao "mercado", que ninguém sabe quem é, e dá imagem de credibilidade para o aquecimento global, mais uma vez tentando desmentir o que afirmo em meu livro, de que essa é a maior mentira do século XXI. O desmentido, me apresso a reconhecer, não é para mim, mas aos milhares de cientistas céticos e sérios do mundo inteiro. Em 2007 eram 2.500 cientistas no IPCC, hoje são apenas 240 "cientistas" que ficaram, pois 2.260 pediram demissão e não endossam as mentiras do IPCC. Isso a mídia não divulga e não reconhece.

Na COP26, até parece que era um negócio sério, ficou praticamente acertado um novo mercado global do CO2, os chamados créditos de carbono, que chegam para substituir o velho Protocolo de Kyoto, que apenas financeirizava a putaria. Ou seja, antes o mercado pagava penitência nas Bolsas de Valores, e agora vai pagar (a países do 3º mundo) indulgência para continuar emitindo os GEE. Isso não vai melhorar em nada a poluição do CO2, e muito menos ainda vai resolver o mentiroso e falso aquecimento, mas vai criar uma nova atividade no velho cassino financeiro mundial.

Nada estranho, conforme afirmei no título deste post. Estão apenas remexendo na velha e conhecida merda, as moscas é que são novas, cada vez mais espertas.

* Meu livro é o "CO2 aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?", disponível para encomenda aqui no blog ou no site da Amazon.

 

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