domingo, 20 de outubro de 2013

Ruralista: você não nos alimenta e não nos representa!

Richard Jakubaszko   
Adeptos da egolatria e de modismos.
Algum filho de uma cadela sarnenta, e que não tem coragem de se identificar, criou, produziu e publicou de forma anônima um vídeo no Youtube, e que, contrariado, indico o link abaixo para que possa ser assistido. Divulgo para que as pessoas fiquem indignadas, assim como eu fiquei. Ao vídeo foi atribuído o abominável título deste post: "Ruralista: você não nos alimenta e não nos representa".

Assistir a esse vídeo é repugnante, pelas mentiras ideológicas equívocas, cheias de falsidades e distorções em seus 7 minutos de raciocínios escrotos. Vídeo que não tem autoria de postagem e nem assinatura ao seu final. A propósito, por que o Youtube permite isso? O vídeo demonstra um comportamento covarde, panfletário, é maniqueísmo da pior espécie, e por isso mesmo necessita de respostas e atitudes.

Precisa-se de um procurador público que cumpra suas funções como defensor da sociedade e que determine pela Justiça a retirada desse vídeo do Youtube. E que processe criminalmente seus autores. Defendo a democracia até a última instância, mas há limites para a liberdade de expressão, porque se ataca covardemente a honra e a dignidade de milhares de produtores rurais nesse vídeo. Vilipendiar sobre a honra das pessoas, tal como previsto no Código Criminal, é passível de ação processual na Justiça. Que seja tomada de imediato essa atitude pelas autoridades competentes, sob o risco de se jogar no lixo a integridade e credibilidade da democracia que os brasileiros desfrutam.

Essa palhaçada ideológica me lembra da urgente necessidade de os produtores rurais constituírem uma associação nacional que seja representativa de seus direitos. Que os produtores não sejam mais representados como estão hoje em dia, seja por uma bancada ruralista no Congresso Federal, onde apenas três ou quatro legisladores trabalham de fato, ou por entidades sindicais politizadas (autênticos pelegos de interesses políticos e econômicos inconfessos), e que não são de fato representativas dos verdadeiros produtores rurais, mas de apenas alguns latifundiários, rastaqueras dos cofres da viúva.

O discurso apresentado no vídeo usa argumentos falaciosos dos indigenistas; recorre, especialmente, a argumentos funestos e distorcidos do MST (Movimento dos Sem Terra), usa críticas e ignomínias de vários segmentos ambientalistas, e ainda de ONGs internacionais que manipulam jovens urbanos que ignoram completamente o que seja a atividade de produzir alimentos. Com certeza nenhum desses imbecis mentecaptos bebe leite, ou come arroz e feijão com carne, salada, nem toma suco de laranja ou cafezinho com açúcar. E ainda pensam, se é que possuem essa característica cerebral, que frangos e porcos se alimentam de milho caipira. Pelos neurônios descalibrados e mal informados dos autores desse vídeo, quem sabe 
eles imaginam, como já afirmei neste espaço em passado remoto, que comida nasce na gôndola dos supermercados. É só ir até lá e comprar, o agricultor nada tem a ver com isso...

O vídeo abaixo é coisa de gente que não dá para xingar nem de filho de mulher de "utilidade pública", pois é gente sem mãe, sem caráter e mal intencionada, é gente que cospe no prato em que come.
Dá nojo e me revolta ver brasileiros agindo dessa maneira, atuando contra o país. Contra todos os brasileiros, instigando até mesmo guerrilhas. E ainda falam na tal da sustentabilidade... Acho que o mundo seria sustentável, sim, sem a existência desses biscates parasitas, que trabalham a serviço dos capitais internacionais e de ideologias exóticas. É necessário explicar: não sou de esquerda e muito menos de direita, não tenho filiação partidária alguma, sou humanista, e não aceito essas mentiras.

Reitero, portanto, como tenho feito há anos na revista Agro DBO e neste blog, que os líderes conscientes do agro tomem providências de estabelecer respostas convincentes a esses párias sem apetite, que provavelmente não se alimentam, e andam fracos das ideias.

Com certeza essas respostas não devem e não podem ser através da propaganda e publicidade na TV, porque isso custa muito caro e já vimos que não funciona. Se precisarem estou à disposição.

Mais importante que tudo, é tempo dos produtores rurais brasileiros se indignarem, e de mostrarem isso à sociedade e ao governo.
Estou revoltado, pessoas assim abalam minha fé e a crença na humanidade.

O vídeo acima me foi enviado por Paulo Miguel Nedel.
.

11 comentários:

  1. Richard:
    Este table top anônimo do youtube é tão ideologicamente orientado que chega a zerar qualquer chance de credibilidade ou influência.
    Sou obrigado a elogiar a competência da desenhista (nos 7 minutos de duração percebe-se ser uma mulher), seu melhor momento está nas charges de todos os últimos presidentes da república. Gostaria de tê-la na execução de lay-outs de uma agência de publicidade, mas tenho receio que ela possa estar presa na Rússia por pirataria contra a plataforma da Gaspron.
    Uma pena... ou uma decisão acertada???
    Abraços
    Eduardo Daher

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  2. A liberdade dos sistemas democráticos dá nisso: a divulgação de asneiras. Quem teria financiado o filminho? Quem pagou a conta? Quem tem interesse em mistificar a opinião dos incautos?

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    Respostas
    1. Mesmo na democracia dizer e escrever asneira tem limites! Falou bobagem demais pode dar processo e até cadeia.

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  3. Hélio Casale, São Paulo20 de outubro de 2013 21:27

    Caro Richard.
    Com tantos afazeres e tanta responsabilidade como ainda tem tempo para ler essas mal traçadas linhas apócrifas?
    Que Deus tenha piedade dessas malfeitores anônimos. Anônimos porque sabem que estão na contramão.
    Abraço e BOM fim de domingo.
    Casale

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  4. Fernando Hercos Valicente21 de outubro de 2013 07:54

    Prezado Richard
    O problema que o Brasil tem vivido se chama de politicamente correto. Concordo com tudo que você postou.
    E acho que a Marina Silva pisou na jaca ao decretar guerra à Agricultura brasileira...
    Abraços
    Fernando Hercos Valicente
    Três Lagoas, MG

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  5. Eu não daria mais divulgação a tanta bobagem...
    abraço
    Mauricio Mendes

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  6. Luiz Fernando Ferraz Siqueira21 de outubro de 2013 11:14

    Caro Richard, uma vergonha.
    Não sei o que será deste País, ou melhor, sei sim, vamos passar fome.
    O País esta nas mãos de bandidos a começar pelo judiciário, que uma vez que teve seu direitos e salários nababescos, nada faz.
    Uma vergonha !
    Luiz Fernando Ferraz Siqueira
    Diretor Agrícola
    Usina São Fernando

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  7. Primeiro, concordo com o Eduardo Daher, a desenhista é muito boa. O ruim neste vídeo é misturar informações corretas (agricultura familiar) com outras totalmente distorcidas. Fora outras besteiras...
    Mas cabe aos próprios, criarem suas campanhas de imagem para mudar isto. Creio que o movimento da CNA e do Sou Agro, deveria entrar em campo, literalmente, para mostrar algumas verdades...
    Nelson Moreira,
    Agropress / Porto Alegre

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  8. Richard,
    O grande herói, ou melhor, heroína do vídeo é a desenhista! Fantástica!
    De resto, a carga ideológica do conteúdo é tão violenta, que não convence ninguém, nem mesmo aqueles urbanoides mais ignorantes em assuntos do campo e da produção agropecuária.
    Como contraponto, precisamos revitalizar a campanha SOU AGRO, porém com veiculação mais inteligente em mídia eletrônica, TV aberta em programas de elevada audiência, e redes sociais.
    Nada de outdoors, revistas e outras mídias das chamadas "elites". É preciso atingir a alma do povão, e mostrar que os agricultores modernos é que estão suprindo o alimento, com qualidade e quantidade, e para isso temos muita informação nas várias entidades do agro brasileiro. E mais, que será o Brasil o país que mais contribuirá com o aumento da produção de alimentos no planeta nas próximas décadas.
    Precisamos parar de falar entre nós, vamos falar com o povo que quer e merece ter e criar filhos, alimentá-los e educá-los.
    Vamos falar o que o povo entende e o sensibilize...
    Nós continuaremos nos vendo, e nos lamentando nos congressos, analisando os temas do agro, diagnosticando os gargalos e propondo soluções... Mas precisamos lembrar-nos dos outros e falar o idioma deles!
    Abraços,
    Cristiano Simon

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  9. "As grandes monoculturas produzem para exportar, não para gerar alimento para a sociedade." Viu esta entrevista? saiu em http://www.plurale.com.br/noticias-ler.php?cod_noticia=13236
    abraços. Eliana.

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    Respostas
    1. Eliana Lima,
      vamos por partes, como diria Jack, O Estripador.
      Primeiro, está incorreta a sua afirmação de que as grandes monoculturas são para exportação. A soja, que é a maior delas, destina só 40% para exportação, ou seja, 60% é consumo brasileiro, em forma de óleo de soja, margarinas, hamburguers, e ainda ração para aves e suínos, até porque somos os maiores exportadores de aves do mundo. No caso a soja ajuda a produzir também ovos, e leite, e espero que isso desmonte a sua afirmação, uma falácia repetida com intenções ideológicas alienígenas de desmerecer o agro. O mesmo percentual de exportações se aplica ao açúcar e chega a ficar ridículo diante do etanol, onde a monocultura da cana vende no mercado interno mais de 95% do etanol produzido. Já o milho começou a ser exportado pelo Brasil desde 2 anos atrás, e só agora começa a ser "monocultura", termo que embute outras críticas preconceituosas e de ideologias estranhas ao agro.
      No café, o Brasil é o 2º maior mercado consumidor do mundo, só perdemos para os EUA, mas seremos os primeiros em no máximo 5 anos, talvez antes.
      Sobre a entrevista que vc cita, não tinha lido, e fui ler.
      É uma entrevista de uma jornalista com uma toxicóloga. Mas já no início, no título da entrevista, tanto uma como outra se "denunciam" como gente de pouca prática na área: está lá, o vocábulo errado "toxidade", quando o certo é "toxicidade". Acabei lendo a entrevista, tendo em vista sua indicação, mas não vi nada novo, são repetições monocórdias sobre o mesmo, que se horrorizam sobre o "agente laranja", um coquetel criado e usado covardemente pelo exército americano na invasão do Vietnã nos anos 1960. Criminalizar o herbicida 2,4 D pelo seu uso no Brasil é de uma infantilidade e ingenuidade à toda prova, até porque o produto já tem dezenas de restrições de uso, impostas justamente pela Anvisa, e que não cabe aqui neste espaço debater as tecnicalidades e erros aplicados, até porque, como admite a "toxicóloga", lá fora é usado também, seja EUA ou Europa.
      Então, na minha opinião, a entrevista, é um chororô de jornalista-ambientalista, que colocou voz nas "suas ideias" através de uma toxicóloga que não diz coisa com coisa, apenas referenda os preconceitos e neuroses da jornalista, já que o objetivo é espalhar pânico, é gerar medo, pra tentar aumentar audiência...
      Lixo puro.

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