sexta-feira, 24 de março de 2017

Juiz responsável pela operação Carne Fraca diz que não há comprovação de carnes impróprias para consumo


Richard Jakubaszko 
Amigos, é estarrecedora a notícia que republico abaixo. Mostra a irresponsabilidade do judiciário e da Polícia Federal para com o país e com as atividades produtivas. O ministro Blairo Maggi tem de tomar conhecimento dessa notícia, ele que anda como um Dom Quixote, desesperado, tentando defender as atividades produtivas do país e da honestidade da grande maioria dos fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e a Globo publica uma notícia dessa magnitude e importância no site G1 do Paraná? Cadê o destaque que a reportagem deveria ter no Jornal Nacional, ou na manchete principal de O Globo? Conivência da mídia para com a Polícia Federal?

Por que ninguém ainda processou o delegado Moscardi Grillo? Ou mandou prender o delegado? Quem sabe, uma camisa de força ficaria melhor no vestuário do leviano delegado?

O link para essa matéria está no rodapé deste post. A notícia foi publicada agora a noite, 19h01 de hoje, 24/03/2017.

Os grifos em azul e negrito são deste blogueiro. Observe se não são pertinentes.
 
Juiz responsável pela operação Carne Fraca diz que não há comprovação de carnes impróprias para consumo
Por Erick Gimenes e Marcelo Rocha, RPC, Curitiba
24/03/2017 19h01

Segundo Marcos Josegrei, foco da investigação federal sempre foi a corrupção; ele ressalta que, até este momento, não é possível dizer que os produtos brasileiros possam fazer mal à saúde.

O juiz federal Marcos Josegrei, responsável pela operação Carne Fraca, afirmou nesta sexta-feira (24) que as investigações não tiveram como foco a qualidade dos produtos vendidos no Brasil, mas sim a apuração de crimes como corrupção, associação criminosa e extorsão, supostamente cometidos por agentes públicos e funcionários de empresárias do ramo.

"A investigação teve como finalidade a apuração de corrupção de um determinado grupo de fiscais inicialmente no estado do Paraná, que alegadamente não cumpririam com seu dever como manda a lei. Em determinada circunstância, portanto, cometiam crimes contra a administração publica, tais como a corrupção", disse.

O magistrado ressaltou que, até este momento, não se pode afirmar que os produtos comercializados pelas empresas investigadas possam fazer mal à saúde.

"Não se pode afirmar que nenhuma dessas empresas está colocando no mercado produtos impróprios para o consumo. Essa afirmação seria uma generalização temerária neste momento. O que se pode afirmar é que há indícios suficientes de que representantes de diversas empresas estavam com uma relação muito próxima com fiscais agropecuários e isso causava problemas de corrupção", disse o juiz.

Josegrei defendeu a qualidade da carne brasileira e disse que o problema, a princípio, é burocrático. "As empresas muitas vezes se associavam com os fiscais para romper barreiras burocráticas. Isso fazia com que procedimentos fossem agilizados, processos andassem mais rápidos do que deveriam, tinham acesso indevido a sistemas internos do Mapa [Ministério da Agricultura]. Não se pode dizer que as carnes ou os produtos exportados e consumidos no mercado interno por essas empresas não têm qualidade".

Segundo o juiz, os laudos apresentados pelo fiscal Daniel Gouvêa Teixeira, que deram origem à operação, não mencionam carnes estragadas.

"A PF [Polícia Federal] obteve dois laudos: um no que diz respeito aos produtos de um dos frigoríficos [Souza Ramos, em Colombo, no Paraná] e o outro do outro frigorífico [Peccin, em Curitiba]. Com esses laudos, a PF identificou que havia alguma impropriedade nos produtos que eram vendidos. Veja: eu não estou dizendo que esses produtos faziam mal à saúde, que causavam doenças. Eu estou dizendo que, de acordo com esses laudos, eles não tinham a propriedades que o rótulo dizia que e deveriam ter", explicou. Ambos frigoríficos negam problemas em seus produtos.

Josegrei reforçou que a prática de corrupção entre os fiscais é minoria entre os profissionais brasileiros. "É importante registrar que a maior parte dos fiscais é composta de gente correta, honesta, e que faz o seu trabalho diariamente".

Carne Fraca
Considerada a maior operação da Polícia Federal, quando se fala em números, a Carne Fraca soma 309 mandados, sendo 37 de prisão. Do total, 36 suspeitos foram presos e apenas um continua foragido. Veja quem são todos os alvos.

A PF aponta um esquema de fraude na produção e comercialização de carne. Além de corrupção envolvendo fiscais do Ministério da Agricultura e produtores, a investigação encontrou indícios de adulteração de produtos e venda de carne vencida e estragada. Das 21 fábricas investigadas, 18 ficam no Paraná.
Há ainda a suspeita de que partidos políticos tenham sido beneficiados com o pagamento de propina.

Publicado no G1: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/juiz-responsavel-pela-operacao-carne-fraca-diz-que-nunca-houve-indicios-de-carnes-improprias-para-consumo.ghtml


COMENTÁRIO FINAL DO BLOGUEIRO:
Nessas horas, dá vergonha de afirmarmos que somos brasileiros.
.

2 comentários:

  1. Richard, é um absurdo o que fizeram, ainda mais em um contexto em que é enorme o grupo de corruptos bombardeando a PF e o MPF por causa da Lava Jato. Aí aparece um grupo de irresponsaveis e solta essa Carne Fraca na midia, e arrebenta a credibilidade da PF, derrete a cadeia produtiva da carne - sim, em plena safra de graos, materia prima das raçoes de frangos e suinos, é mais um fator de pressao de baixa - e ainda coloca muniçao farta e gratuita nas mãos de quem quer melar a Lava Jato. É o fim da picada...

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  2. Falta governo. Governo de fato. E faz tempo. Confundiu-se liberdade com libertinagem. Democracia e liberdade de imprensa com Faça o que quiser e publique o que lhe der na telha.
    Cultura. É isto. Cultura, a qual é fruto e produto dos valores que cultivamos.
    Vivemos uma disputa de poder entre grupos, os quais não valorizam a nação, o país, mas seus interesses e anseios. Estudei nossa história e concluo que estamos fazendo o que se fez na época do Getúlio. Grupos políticos se agridem, incluído juristas, mídia e falsos intelectuais, sem se importar com as consequências.

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