sábado, 26 de maio de 2012

A presidente Dilma fez 12 vetos ao Código Florestal


Richard Jakubaszko
A presidente Dilma Roussef fez 12 vetos ao texto do novo Código Florestal brasileiro, entre eles os artigos 1º e 61 do Projeto de Lei aprovado pela Câmara dos Deputados em abril. Em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (25/05), no Palácio do Planalto, as mudanças e vetos foram apresentados pelos ministros Izabella Teixeira (do Meio Ambiente), Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário) e Mendes Ribeiro (Agricultura), e pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.

Modificações - O governo federal decidiu fazer 12 vetos e 32 modificações, das quais 14 recuperam artigos do texto aprovado pelo Senado, cinco correspondem a dispositivos novos e 13 dizem respeito a adequações de conteúdo ao Projeto de Lei. De acordo com o Planalto, as alterações serão realizadas por meio de Medida Provisória, que será publicada junto aos vetos na próxima segunda-feira. Os artigos vetados serão reintroduzidos por meio da MP. Segundo a ministra do Meio Ambiente, o trabalho na análise do texto apresentado pelo congresso nacional foi fundamentado nas premissas de preservação das florestas e biomas brasileiros, produção agrícola sustentável, atendimento a questão social sem prejudicar o meio ambiente. "As diretrizes adotadas compreendem recompor o texto do Senado, preservar acordos e respeitar o Congresso Nacional, não anistiar o desmatador, preservar os pequenos proprietários, responsabilizar todos pela recuperação ambiental - todos terão que recuperar o que foi desmatado ou foi suprimido de vegetação no passado em todas as propriedades - e manter os estatutos de APP (Área de Preservação Permanente) e de Reserva Legal.

Mata ciliar - Segundo Izabella, não houve alteração na APP de margem de rio, ficando mantidas as metragens de 30 a 500 metros. "Está mantido o estatuto da reserva legal de 20%, 35% ou 80%, de acordo com os biomas. O Brasil é o único país do mundo que estabelece a reserva legal como instrumento de preservação e conservação de meio ambiente na propriedade privada", disse. Quanto a nascentes, veredas, áreas úmidas e pantanais, topo de morro, manguezais, encostas e pousios, voltam as regras discutidas no Senado, que foram resgatadas e reintroduzidas no texto do governo.

Democracia - De acordo com a ministra do Meio Ambiente, o veto parcial ao texto considerou "o respeito ao Congresso Nacional, à democracia e ao diálogo com a sociedade. O veto também, em alguns casos, foi motivado para evitar a insegurança jurídica, inconstitucionalidade, e motivado para não admitir nada que anistie o desmatamento, que nada impedisse à promoção e restauração ambiental", enfatizou.

Agricultura - O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, lembrou que as discussões do novo código estão ocorrendo no Congresso há mais de dois anos, e considerou que a sanção com vetos é um "aperfeiçoamento" do processo de debates na sociedade. "Esse não é o Código Florestal dos ambientalistas e nem dos ruralistas, é o Código daqueles que têm bom senso, que acreditam que o Brasil pode produzir com todo o respeito ao meio ambiente", disse durante a coletiva de imprensa.

Pequenas propriedades – De acordo a ministra, o texto do governo considerou a estrutura fundiária brasileira para modificar o artigo que diz respeito à mata ciliar. "No Brasil, 90% das propriedades rurais têm até 4 módulos fiscais, que compreendem 24% da área agrícola do país", explicou. Segundo Izabella, no Sul do Brasil 1 módulo fiscal varia entre 5 a 30 hectares.

Área a ser protegida nas margens de rios de acordo com a MP
Rios com largura até de 10 metros
De 0 a 1 módulo - recupera 5 metros
De 1 a 2 módulos - recupera 8 metros
De 2 a 4 módulos - recupera 15 metros
De 4 a 10 módulos – recupera 20 metros
Acima de 10 módulos - recupera 30 metros

Rios com largura de mais de 10 metros
De 0 a 1 módulo - recupera 5 metros, desde que a recomposição não ultrapasse 10% da propriedade
De 1 a 2 módulos - recupera 5 metros, desde que a recomposição não ultrapasse 10% da propriedade
De 2 a 4 módulos - recupera 8 metros, desde que não ultrapasse 10% da propriedade
De 4 a 10 módulos - recupera 15 metros, desde que a recomposição não ultrapasse 20% da propriedade
Acima de 10 módulos com rios de mais de 10 metros de largura - recupera de 30 a 100 metros

Resumo das mudanças no texto do novo Código Florestal
1) Retoma-se art. 1º do Senado, que trata de princípios.
2) Veta o artigo 61 e edita nova dimensão para a recomposição de APP em áreas consolidadas.
a. Propriedades com até 1 módulo fiscal, deverá recuperar 5metros.
Porém a soma das APP's não poderá superar 10% da propriedade.
b. Propriedades de 1 até 2 módulos fiscais, deverá recuperar 8 metros.

Porém a soma das APP's não poderá superar 10% da propriedade.

c. Propriedades de 2 até 4 módulos fiscais, deverá recuperar 15 metros.
Porém a soma das APP's não poderá superar 20% da propriedade.

d. Propriedades de 4 até 10 módulos fiscais.
Para rios com até 10 metros de largura, deverá recuperar 20 metros.
Para os rios maiores, deverá recuperar entre 30 metros e 100 metros.
Nestas propriedades não haverá percentual máximo de ocupação da propriedade.

e. Propriedade com mais de 10 módulos fiscais.
Para rios com até 10 metros de largura, deverá recuperar 30 metros.
Para os rios maiores, deverá recuperar entre 30 metros e 100 metros.

Nestas propriedades não haverá percentual máximo de ocupação da propriedade.

3) Retorna regra de proibição de acesso a crédito para imóveis não inseridos no CAR e no PRA depois de 5 anos.
4) Sobre veredas, retoma-se texto do Senado, inserindo a faixa de 50 metros de proteção.
5) Sobre topo de morro, retoma-se texto do Senado.
6) Sobre apicuns e salgados, retoma-se texto do Senado.
7) Vetados os parágrafos que remetiam ao Plano Diretor a fixação de APP em área urbana.

Os pontos foram apresentados pelos ministros e o veto ao PL 1876/99 e a nova Medida Provisória sobre o tema serão publicados em conjunto somente após a apresentação ao Congresso Nacional na segunda-feira.

COMENTÁRIOS DO BLOGUEIRO:
É cedo ainda para analisar e comentar as sutilezas dos vetos da presidente Dilma ao Código Florestal, até porque, não se conhecem em detalhes quais os vetos e quais as alterações parciais em mais de 30 artigos. Na próxima semana, após a publicação no Diário Oficial da União dos detalhes, a situação ficará mais clara.

Mais do que nunca, em minha percepção, percebe-se um clima emocional nas decisões do Governo Federal, influenciadas pela ala ambientalista, pelas ONGs, e, especialmente pela mídia, que fez campanha pelo veto indiscriminado. Atendeu-se a exigências cobradas no exterior, de cunho ambientalista, e para amenizar uma pré-crise ante a realização agora em junho da Rio+20, em que se previa um amplo fracasso da conferência.

Ainda nesta sexta-feira, diante do anunciado veto, tive informações de que o DEM, partido de oposição, ingressará no STF, com ação de inconstitucionalidade, por entender que as medidas provisórias somente poderão ser editadas após a análise dos vetos pelo Congresso Federal. As medidas provisórias, por sua vez, também deverão ser aprovadas pelo legislativo, na Câmara e no Senado. Com isso, o Governo Federal corre o risco de ver derrubados seus vetos pelo Congresso Federal, fato inédito em mais de meio século, o que traria prejuízos políticos irreparáveis à presidente Dilma, se é que existem pretensões da presidente Dilma de se candidatar à reeleição em 2014.

Entre outras coisas, o veto ao 1º artigo retira dos estados a condição de legislar de forma regional, mais apropriada a cada bioma existente, e remete ao Governo Federal a responsabilidade de legislar e aplicar a lei, na forma de fiscalização. Ora, será impossível fiscalizar nacionalmente. A lei corre o risco de, novamente, ser mais uma lei desrespeitada, de cair entre as leis que "pegam ou não pegam".

Curioso foi perceber as primeiras reações dos ambientalistas e da bancada ruralista. Os ambientalistas, que forçaram a barra para um veto total, criticaram a decisão governamental, e afirmam que o Executivo dá uma anistia aos desmatadores, perdoa multas, e incentiva a continuidade do desmatamento. Já a bancada ruralista, acredita que agora se terá um tempo adicional para o debate e para novas estratégias e negociações políticas, na medida em que decisões do Congresso somente ocorrerão depois da Rio+20.

Entretanto, sobre as decisões emocionais tomadas hoje pelo Governo Federal, em especial na questão ambiental, há que se registrar uma possível - e temerosa - avalanche de processos judiciais, que poderá congestionar o Judiciário. Isto porque, no passado recente da história da nação, o Governo Federal incentivava a que produtores rurais investissem na Amazônia e no Cerrado Brasileiro, pois era preciso "ocupar para não entregar". A colcha de retalhos em que se tornou o Código Florestal, editado em 1965, mas modificado ao longo dos últimos 47 anos com mais de 3000 leis, medidas provisórias, editais, normas, portarias e regras de amplo desconhecimento da população, favoreceriam e permitiriam defesas diante de possíveis multas que sejam aplicadas a milhares de produtores rurais.

Institutos legislativos como o Código Florestal, agora reeditado, e parcialmente vetado pelo Executivo, encontram paralelos em muitas situações que ocorreram no passado recente, e que hoje em dia são insolúveis. Ou seja, dava-se uma solução a um problema emocional de época, ignorando que se criava um problema real no futuro. Um bom exemplo do que me refiro são os aeroportos brasileiros. Nos anos 40, durante a II Grande Guerra, aeroportos como o de Afonso Pena (Curitiba), Salgado Filho (Porto Alegre) e Cumbica (hoje aeroporto de Guarulhos), foram instalados, amparados por leis, sob a ótica de um temor dos militares de que poderiam ser atacados por inimigos, que costumavam jogar bombas nas pistas de decolagem, impedindo assim os aviões de saírem do solo. Assim, os aviões estacionados no solo eram presas fáceis do inimigo. Para dificultar a ação de possíveis inimigos com essas estratégias, os citados aeroportos, e alguns outros, foram instalados em regiões onde predominava o fenômeno dos nevoeiros. Passada a guerra, ao invés de mudar os locais, e devido aos altos custos, essas bases aéreas militares tornaram-se aeroportos comerciais, tornando um verdadeiro inferno o tráfego aéreo no País, especialmente durante o outono-inverno-primavera, quando os nevoeiros ocorrem com maior frequência.

Adicionalmente, com a falta de terras para plantar alimentos, e criar gado, haverá valorização dos preços das terras, e uma competição exacerbada por ocupar as chamadas áreas de pastagens degradadas, e este efeito, na minha modesta opinião, seria a única consequência positiva desse Código Florestal, que foi aprovado, debatido e vetado sob intenso clima emocional, em que nenhum dos dois lados se sente vencedor, pois somos todos perdedores.

Acredito que o Código Florestal, do jeito que foi aprovado pelo Congresso Federal, e com os vetos parciais da Presidência da República, engessa as gerações futuras no sentido de que estas poderão ter amplas áreas verdes para admirar, mas passarão fome por não poderem plantar alimentos nessas áreas.
O futuro confirmará essa questão, queira Deus que eu esteja enganado.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Contrastes nacionais


Rogério Arioli Silva *
Novamente chegam notícias da forte estiagem que atingiu, nesta safra, alguns estados do semiárido nordestino levando diversos municípios a entrarem em estado de emergência. O norte da Bahia foi um dos locais mais atingidos pela escassez hídrica contabilizando perdas de até 90% na cultura do feijão numa das regiões mais importantes desta cultura no Brasil, a região de Irecê e municípios circunvizinhos.

Estimativas divulgadas pela SEI (Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia) informam que as perdas podem chegar a R$ 8 bilhões se somados todos os 240 municípios baianos atingidos. As culturas mais afetadas, além do feijão, foram o café, a cebola, o sorgo e o milho com perdas de 55%, 90%, 80% e 50% respectivamente.

O estado do Ceará também foi atingido fortemente com 90% das áreas rurais comprometidas e 56 municípios em situação de emergência. Em Pernambuco o setor leiteiro estimou uma quebra em torno de 40% da sua produção o que poderá acarretar o desemprego de mais de 10 mil pessoas envolvidas nesta importante atividade do estado.

Não bastasse esta quebra já consolidada, o prolongamento da estiagem está atrasando e poderá impedir também o plantio da segunda safra de grãos nos estados do Maranhão, Piauí, Pernambuco e Paraíba, fato que comprometerá sobremaneira o abastecimento de grãos daquelas regiões. Isto deverá ocorrer tanto no consumo de grãos para alimentação “in natura”, como também no fornecimento de matérias primas para as principais agroindústrias regionais.

Como forma de amenizar esta complicada situação, o BNDES já anunciou a liberação de R$ 50 milhões para o semiárido, incluída também a região norte de Minas Gerais, objetivando permitir alguns investimentos básicos, entre eles a construção de milhares de cisternas para o armazenamento de água durante a estação chuvosa.

Também como medida complementar está prevista a transferência de milho do estado de Mato Grosso, onde existem estoques da CONAB, para socorrer o desabastecimento nordestino através da subvenção do frete, patrocinada pelo Governo Federal. Como o preço do milho encontra-se entre R$ 16 e R$ 22 a saca, dependendo da região do estado de Mato Grosso, com os altos custos de frete o produto chegaria ao Nordeste num preço extremamente elevado, daí a necessária e oportuna subvenção governamental.

Isto reforça a necessidade premente de construírem-se as eclusas nas hidrelétricas projetadas para o estado de Mato Grosso, como forma de ganhar competitividade e reduzir-se o custo Brasil. É bem provável que estes fatos lamentáveis se repetirão em safras futuras, uma vez que as estiagens nordestinas são cíclicas e, portanto, previsíveis.

A região Centro-Oeste, por outro lado, possui comprovada estabilidade climática além de consolidar, a cada ano que passa uma segunda safra produtiva e sustentável, o que auxiliará no abastecimento de outras regiões brasileiras mais suscetíveis aos reveses climáticos que periodicamente acontecem. Essa situação será confirmada nesta segunda safra de Mato Grosso onde a produção de milho, por exemplo, superará as dez milhões de toneladas deste importante cereal.

Como outra possibilidade de auxílio ao semiárido nordestino, seria de bom alvitre que algumas das milhares de ONGs atuantes na Amazônia se transferissem para aquela região. Esta migração seria muito benéfica e inclusive auxiliaria na amenização das dificuldades seculares daquele povo sofrido e descrente de promessas políticas sazonais. Principalmente pelo fato de que ao consolidar-se, através do novo Código Florestal, a proibição da exploração de 80% das propriedades do bioma amazônico, pouco restará para atuação de tais ONGS, uma vez que os brasileiros, voluntariamente, abriram mão do uso racional daquela parte do seu território, em nome da preservação ambiental do planeta.

Como milhares de cisternas precisarão ser cavadas no semiárido nordestino, certamente abrir-se-á uma grande oferta de postos de trabalho aos engajados ambientalistas retirantes da Amazônia brasileira.

* O autor é Engº Agrº e Produtor Rural no MT.

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dramático vídeo do tsunami japonês

Richard Jakubaszko
Impressionantes imagens gravadas em vídeo por um cinegrafista amador, no momento em que o tsunami arrasava uma pequena cidade no litoral do Japão.

O vídeo já foi assistido por mais de 13 milhões de visitantes, e me foi enviado pelo agrônomo José Maria Fernandes dos Santos, colaborador aposentado e voluntário do glorioso Instituto Biológico, da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo.

Veja o leitor que é importante sabermos que a espada de Dâmocles continua sobre nossas cabeças, na forma de futuros vazamentos radioativos na usina de Fukushima.
Enviados por Gerson Machado, os links abaixo são muito interessantes de serem visitados, mostram o terror nuclear que a mídia mundial acoberta.

Considerando que usinas nucleares são as únicas alternativas que se contrapõem às usinas térmicas, movidas por combustíveis fósseis, de se produzir energia elétrica lá no Hemisfério Norte, pois eles não possuem rios com quedas para gerar a hidroeletricidade, os ambientalistas e a mídia fazem um favor enorme ao lobby nuclear ao se calar diante dessa tragédia que assola o Japão e toda a região atingida pelo acidente de Fukushima.

Assim, pense bem o leitor deste blog, pois a indústria nuclear é quem financiou e ainda financia a demonização do CO2 e dos gases estufas.
Os links abaixo estão em inglês.
Fukushima Forever

Fukushima Daiichi: The Truth and the Futur
Este é a maior autoridade no mundo sobre o assunto:

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

O Código Florestal e a arapuca técnica

Mauro Santayana *
A Presidente da República, segundo as informações da imprensa, deverá vetar, em parte, o novo Código Florestal, aprovado pelo Congresso Nacional.

Deixando de lado as questões técnicas, que reclamam a opinião dos especialistas, a decisão se relaciona a uma das mais cruciais questões de nossa tempo: até quando poderemos sobreviver com o atual modelo de sociedade industrial, baseado no consumo exacerbado de energia e de outros recursos naturais?
 
Dentro de duas semanas fará 40 anos que se reuniu (de 5 a 16 de junho de 1972) , em Estocolmo, a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Homem e o Meio Ambiente. Acompanhei, para este Jornal do Brasil, os trabalhos da reunião, recordo que a principal questão continua em aberto, até os nossos dias, e é de natureza política. Alguns especialistas concluíram que era necessário interromper o crescimento industrial, a fim de preservar o ambiente natural e, assim, manter a vida na Terra.

 
A tese dos países industriais, retomando as conclusões do Clube de Roma, era a do crescimento zero, a partir de então. Ora, se esse projeto fosse adotado pelo mundo, os paises ricos continuariam ricos, e os paises pobres se manteriam na miséria.

 
A melhor intervenção – confirmada em uma entrevista coletiva a que pude assistir – foi a da Senhora Indira Gandhi, primeira-ministra da Índia. Ela disse, com lucidez e coragem, que se o mundo queria sobreviver, não seria mantendo em situação infra-humana as populações dos paises subdesenvolvidos, mas, sim, reduzindo o consumo de energia (nele incluídas as calorias dos alimentos) dos povos ricos.

 
Como demonstrou, com informações estatísticas, os norte-americanos consumiam, per capita, quase duzentas vezes mais do que os africanos, dezenas de vezes mais do que os indianos e tantas vezes mais do que os habitantes de regiões mais atrasadas da América Latina.

 
O impasse levou a Conferência de Estocolmo ao malogro, mas provocou novos debates, sobre que providências políticas poderiam ser tomadas, a fim de desatar esse nó górdio. As nações menos desenvolvidas não concordavam, e continuam não concordando, com toda a razão, a sacrificar os seus povos, privando-os do desenvolvimento e de padrões de consumo e de saúde obtidos pela tecnologia, em favor da sobrevivência privilegiada dos ricos.

 
Os ricos, com seu poder econômico e militar, não admitem reduzir o padrão de bem-estar, baseado no consumo exagerado de energia. Uma saída desonrada foi a do neoliberalismo, com a chamada globalização da economia. O objetivo foi o de construir uma “governança mundial”, não fundada na discussão e decisão de todos os povos, mediante as Nações Unidas, mas, sim, no poderio militar e econômico dos maiores paises do mundo, cujos governos são controlados pelas grandes corporações industriais e financeiras internacionais. Como efeito colateral do neoliberalismo e do governo mundial, bilhões de pessoas permaneceram excluídas da sociedade econômica, e centenas de milhões de outras a elas se somaram, expulsas da vida que conhecemos.

 
Alguns cientistas argumentam que, para estender a todos os homens os padrões de conforto e consumo dos países ricos, dentro de poucos anos serão necessários os recursos de dois planetas e meio. Sendo assim, e a menos que a ciência nos ofereça saídas inimagináveis, como usinas de montagem atômica de metais, gases e outras matérias, no volume exigido pelo aumento da população, a vida se extinguirá. Provavelmente na luta brutal pela conquista e exploração dos últimos recursos naturais da Terra, entre eles a água limpa, se algum meteoro não nos conceder rápida eutanásia universal. A outra solução está na busca de outros padrões de vida, baseados na austeridade e na solidariedade, de maneira a substituir o volume das coisas consumidas pela melhor qualidade da existência.

 
Já no início dos anos 40, o pensador alemão Friedrich Georg Junger, então companheiro de Marcuse e outros pensadores da Escola de Frankfurt, publicou um dos mais instigantes ensaios do século, Die Perfektion der Technik, para desmontar o mito da tecnologia. Junger demonstra que, no fundo, a técnica se baseia no movimento circular que se limita em si mesmo, apesar da aparência do avanço. A partir do relógio, instrumento tecnológico por excelência, para medir e controlar o tempo, Junger mostra que toda a produção técnica está fechada em círculos, em ciclos repetitivos (as engrenagens, os discos, os motores, as turbinas). E conclui, depois de exaustivo excurso, que a técnica não significa mais produção e, sim, mais consumo; não alivia o trabalho humano, embora possa reduzir o esforço físico, mas, sim o exacerba; não traz mais liberdade e, sim, mais submissão aos opressores capitalistas.

 
Conter a destruição do meio-ambiente em nosso país é necessário, daí a administração pelo Estado do avanço da agricultura sobre a cobertura florestal. Mas é preciso, da mesma forma, reduzir a histeria – com o perdão das mulheres – dos ecologistas, grande parte deles, conscientes ou não, agentes dos interesses externos. Os ricos pretendem, por outros meios, conseguir o que desejavam, no Clube de Roma, em Estocolmo e nos demais encontros internacionais (como o que ocorrerá no Rio, também dentro de alguns dias): conservar o seu bem-estar à custa de nossa renúncia ao desenvolvimento, e, ao mesmo tempo, apossar-se do que preservamos de recursos naturais – entre eles nossos minérios raros, nosso petróleo e nossa biodiversidade.

 
Uma coisa é certa: a ciência e a tecnologia – quando privadas de ética e da filosofia prática, isto é, daquilo a que chamamos política – não serão capazes de resolver a questão. O problema é político, e só o poder político poderá resolvê-lo.
No exercício da política, que lhe cabe, a presidente deverá conter a ânsia destruidora do projeto, dentro de sua possibilidade de ação disciplinadora. Outras medidas são esperadas, na exploração racional de nossa natureza, mas pelas nossas próprias razões – não pelo interesse dos outros.

 
Reproduzido do JBonline


COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO:
Além de não vetar, cabem outras decisões políticas à presidente Dilma Rousseff, como a de refrear o crescimento populacional, através de estímulos para tanto, e não o contrário, como tem sido feito, pois a sociedade ainda incentiva o crescimento dos índices de natalidade. Podemos dar exemplos ao planeta, como faz a China. A decisão de Dilma mostrará quais são os níveis emocionais e políticos do Governo Federal, e deve ocorrer ainda esta semana.
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domingo, 20 de maio de 2012

Carta aberta à presidente Dilma Rousseff


Mudanças climáticas: hora de se recobrar o bom senso
sábado, 19 de maio de 2012
Exma. Sra.
Dilma Vana Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

Excelentíssima Senhora Presidenta:

Em uma recente reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a senhora afirmou, oportunamente, que a fantasia não tem lugar nas discussões sobre um novo paradigma de crescimento - do qual a Humanidade necessita, de fato, para proporcionar a extensão dos benefícios do conhecimento a todas as sociedades do planeta. Com igual propriedade, a senhora assinalou, também, que o debate sobre o desenvolvimento sustentado precisa ser pautado pelo direito dos povos ao progresso, com o devido fundamento científico.

Assim sendo, permita-nos complementar tais formulações, observando que as discussões sobre o tema central da agenda ambiental, as mudanças climáticas, têm sido pautadas, predominantemente, por motivações ideológicas, políticas, econômicas e acadêmicas restritas. Isto as têm afastado, não apenas dos princípios basilares da prática científica, como também dos interesses maiores das sociedades de todo o mundo, inclusive a brasileira. Por isso, apresentamos-lhe as considerações a seguir.

1) Não há evidências físicas da influência humana no clima global:

A despeito de todo o sensacionalismo a respeito, não existe qualquer evidência física observada no mundo real, que permita demonstrar que as mudanças climáticas globais, ocorridas desde a Revolução Industrial do século XVIII, sejam anômalas em relação às ocorridas anteriormente, no passado histórico e geológico – anomalias que, se ocorressem, caracterizariam a influência humana.

Todos os prognósticos que indicam elevações exageradas das temperaturas e dos níveis do mar, nas décadas vindouras, além de outros efeitos negativos atribuídos ao lançamento de compostos de carbono de origem humana (antropogênicos) na atmosfera, baseiam-se em projeções de modelos matemáticos, que constituem apenas simplificações limitadas do sistema climático – e, portanto, não deveriam ser usados para fundamentar políticas públicas e estratégias de longo alcance e com grandes impactos socioeconômicos de âmbito global.

A influência humana no clima restringe-se às cidades e seus entornos, em situações específicas de calmarias, sendo esses efeitos bastante conhecidos, mas sem influência em escala planetária. Para que a ação humana no clima global ficasse demonstrada, seria preciso que, nos últimos dois séculos, estivessem ocorrendo níveis inusitadamente altos de temperaturas e níveis do mar e, principalmente, que as suas taxas de variação (gradientes) fossem superiores às verificadas anteriormente.

O relatório de 2007 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) registra que, no período 1850-2000, a temperatura média global aumentou 0,74oC, e que, entre 1870 e 2000, os níveis do mar subiram 0,2 m.

Ora, ao longo do Holoceno, a época geológica correspondente aos últimos 12.000 anos em que a Civilização tem existido, houve diversos períodos com temperaturas mais altas que as atuais. No Holoceno Médio, há 6.000-8.000 anos, as temperaturas médias chegaram a ser 2oC a 3oC superiores às atuais, enquanto os níveis do mar atingiram até 3 metros acima do atual. Igualmente, nos períodos quentes conhecidos como Minoano (1500-1200 a.C.), Romano (séc. VI a.C.-V d.C.) e Medieval (séc. X-XIII d.C.), as temperaturas foram mais de 1oC superiores às atuais.

Quanto às taxas de variação desses indicadores, não se observa qualquer aceleração anormal delas nos últimos dois séculos. Ao contrário, nos últimos 20.000 anos, desde o início do degelo da última glaciação, houve períodos em que os gradientes das temperaturas e dos níveis do mar chegaram a ser uma ordem de grandeza superiores aos verificados desde o século XIX.

Entre 12.900 e 11.600 anos atrás, no período frio denominado Dryas Recente, as temperaturas caíram cerca de 8oC em menos de 50 anos e, ao término dele, voltaram a subir na mesma proporção, em pouco mais de meio século.

Quanto ao nível do mar, ele subiu cerca de 120 metros, entre 18.000 e 6.000 anos atrás, o que equivale a uma taxa média de 1 metro por século, suficientemente rápida para impactar visualmente as gerações sucessivas das populações que habitavam as margens continentais. No período entre 14.650 e 14.300 anos atrás, a elevação foi ainda mais acelerada, atingindo cerca de 14 metros em apenas 350 anos – média de 4 metros por século.

Tais dados representam apenas uma ínfima fração das evidências proporcionadas por, literalmente, milhares de estudos realizados em todos os continentes, por cientistas de dezenas de países, devidamente publicados na literatura científica internacional. Desafortunadamente, é raro que algum destes estudos ganhe repercussão na mídia, quase sempre mais inclinada à promoção de um alarmismo sensacionalista e desorientador.

Por conseguinte, as variações observadas no período da industrialização se enquadram, com muita folga, dentro da faixa de oscilações naturais do clima e, portanto, não podem ser atribuídas ao uso dos combustíveis fósseis ou a qualquer outro tipo de atividade vinculada ao desenvolvimento humano.

2) A hipótese “antropogênica” é um desserviço à ciência:
A boa prática científica pressupõe a busca permanente de uma convergência entre hipóteses e evidências. Como a hipótese do aquecimento global antropogênico (AGA) não se fundamenta em evidências físicas observadas, a insistência na sua preservação representa um grande desserviço à Ciência e à sua necessária colocação a serviço do progresso da Humanidade.

A História registra numerosos exemplos dos efeitos nefastos do atrelamento da Ciência a ideologias e outros interesses restritos. Nos países da antiga URSS, as Ciências Agrícolas e Biológicas ainda se ressentem das consequências do atraso de décadas provocado pela sua subordinação aos ditames e à truculência de Trofim D. Lysenko, apoiado pelo ditador Josef Stálin e seus sucessores imediatos, que rejeitava a Genética, mesmo diante dos avanços obtidos por cientistas de todo o mundo, inclusive na própria URSS, por considerá-la uma “ciência burguesa e antirrevolucionária”. O empenho na imposição do AGA, sem as devidas evidências, equivale a uma versão atual do “lysenkoísmo”, que tem custado caro à Humanidade, em recursos humanos, técnicos e econômicos desperdiçados com um problema inexistente.

Ademais, ao conferir ao dióxido de carbono (CO2) e outros gases produzidos pelas atividades humanas o papel de principais protagonistas da dinâmica climática, a hipótese do AGA simplifica e distorce um processo extremamente complexo, no qual interagem fatores astrofísicos, atmosféricos, oceânicos, geológicos, geomorfológicos e biológicos, que a Ciência apenas começa a entender em sua abrangência.

Um exemplo dos riscos dessa simplificação é a possibilidade real de que o período até a década de 2030 experimente um considerável resfriamento, em vez de aquecimento, devido ao efeito combinado de um período de baixa atividade solar e de uma fase de resfriamento do oceano Pacífico (Oscilação Decadal do Pacífico-ODP), em um cenário semelhante ao verificado entre 1947 e 1976. Vale observar que, naquele intervalo, o Brasil experimentou uma redução de 10-30% nas chuvas, o que acarretou problemas de abastecimento de água e geração elétrica, além de um aumento das geadas fortes, que muito contribuíram para erradicar o café no Paraná. Se tais condições se repetirem, o País poderá ter sérios problemas, inclusive, nas áreas de expansão da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste e Norte e na geração hidrelétrica (particularmente, considerando a proliferação de reservatórios “a fio d’água”, impostos pelas restrições ambientais).

A propósito, o decantado limite de 2oC para a elevação das temperaturas, que, supostamente, não poderia ser superado e tem justificado todas as restrições propostas para os combustíveis fósseis, em âmbito internacional, também não tem qualquer base científica: trata-se de uma criação “política” do físico Hans-Joachim Schellnhuber, assessor científico do governo alemão, como admitido por ele próprio, em uma entrevista à revista Der Spiegel (17/10/2010).

3) O alarmismo climático é contraproducente:
As mudanças constituem o estado permanente do sistema climático – pelo que a expressão “mudanças climáticas” chega a ser redundante. Por isso, o alarmismo que tem caracterizado as discussões sobre o tema é extremamente prejudicial à atitude correta necessária diante dos fenômenos climáticos, que deve ser orientada pelo bom senso e pelo conceito de resiliência, em lugar de submeter as sociedades a restrições tecnológicas e econômicas absolutamente desnecessárias.

No caso, resiliência significa a flexibilidade das condições físicas de sobrevivência e funcionamento das sociedades, além da capacidade de resposta às emergências, permitindo-lhes reduzir a sua vulnerabilidade às oscilações climáticas e outros fenômenos naturais potencialmente perigosos. Tais requisitos incluem, por exemplo, a redundância de fontes alimentícias (inclusive a disponibilidade de sementes geneticamente modificadas para todas as condições climáticas), capacidade de armazenamento de alimentos, infraestrutura de transportes, energia e comunicações e outros fatores.

Portanto, o caminho mais racional e eficiente para aumentar a resiliência da Humanidade, diante das mudanças climáticas inevitáveis, é a elevação geral dos seus níveis de desenvolvimento e progresso aos patamares permitidos pela Ciência e pela Tecnologia modernas.

Além disso, o alarmismo desvia as atenções das emergências e prioridades reais. Um exemplo é a indisponibilidade de sistemas de saneamento básico para mais da metade da população mundial, cujas consequências constituem, de longe, o principal problema ambiental do planeta. Outro é a falta de acesso à eletricidade, que atinge mais de 1,5 bilhão de pessoas, principalmente na Ásia, África e América Latina.

No Brasil, sem mencionar o déficit de saneamento, grande parte dos recursos que têm sido alocados a programas vinculados às mudanças climáticas, segundo o enfoque da redução das emissões de carbono, teria uma destinação mais útil à sociedade se fosse empregada na correção de deficiências reais, como: a falta de um satélite meteorológico próprio (de que dispõem países como a China e a Índia); a ampliação e melhor distribuição territorial da rede de estações meteorológicas, inferior aos padrões recomendados pela Organização Meteorológica Mundial, para um território com as dimensões do brasileiro; o aumento do número de radares meteorológicos e a sua interligação aos sistemas de defesa civil; a consolidação de uma base nacional de dados climatológicos, agrupando os dados de todas as estações meteorológicas do País, boa parte dos quais sequer foi digitalizada; e numerosas outras.

4) A “descarbonização” da economia é desnecessária e economicamente deletéria:
Uma vez que as emissões antropogênicas de carbono não provocam impactos verificáveis no clima global, toda a agenda da “descarbonização” da economia, ou “economia de baixo carbono”, se torna desnecessária e contraproducente – sendo, na verdade, uma pseudo-solução para um problema inexistente. A insistência na sua preservação, por força da inércia do status quo, não implicará em qualquer efeito sobre o clima, mas tenderá a aprofundar os seus numerosos impactos negativos.

O principal deles é o encarecimento desnecessário das tarifas de energia e de uma série de atividades econômicas, em razão de: a) os pesados subsídios concedidos à exploração de fontes energéticas de baixa eficiência, como a eólica e solar - ademais, inaptas para a geração elétrica de base (e já em retração na União Europeia, que investiu fortemente nelas); b) a imposição de cotas e taxas vinculadas às emissões de carbono, como fizeram a União Europeia, para viabilizar o seu mercado de créditos de carbono, e a Austrália, sob grande rejeição popular; c) a imposição de medidas de captura e sequestro de carbono (CCS) a várias atividades.

Os principais beneficiários de tais medidas têm sido os fornecedores de equipamentos e serviços de CCS e os participantes dos intrinsecamente inúteis mercados de carbono, que não têm qualquer fundamento econômico real e se sustentam tão-somente em uma demanda artificial criada sobre uma necessidade inexistente. Vale acrescentar que tais mercados têm se prestado a toda sorte de atividades fraudulentas, inclusive no Brasil, onde autoridades federais investigam contratos de carbono ilegais envolvendo tribos indígenas, na Amazônia, e a criação irregular de áreas de proteção ambiental para tais finalidades escusas, no estado de São Paulo.

5) É preciso uma guinada para o futuro:
Pela primeira vez na História, a Humanidade detém um acervo de conhecimentos e recursos físicos, técnicos e humanos, para prover a virtual totalidade das necessidades materiais de uma população ainda maior que a atual. Esta perspectiva viabiliza a possibilidade de se universalizar – de uma forma inteiramente sustentável – os níveis gerais de bem-estar usufruídos pelos países mais avançados, em termos de infraestrutura de água, saneamento, energia, transportes, comunicações, serviços de saúde e educação e outras conquistas da vida civilizada moderna. A despeito dos falaciosos argumentos contrários a tal perspectiva, os principais obstáculos à sua concretização, em menos de duas gerações, são mentais e políticos, e não físicos e ambientais.

Para tanto, o alarmismo ambientalista, em geral, e climático, em particular, terá que ser apeado do seu atual pedestal de privilégios imerecidos e substituído por uma estratégia que privilegie os princípios científicos, o bem comum e o bom senso.

A conferência Rio+20 poderá ser uma oportuna plataforma para essa necessária reorientação.

Kenitiro Suguio
Geólogo, Doutor em Geologia
Professor Emérito do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP)
Membro titular da Academia Brasileira de Ciências
RG 2.106.298–5-SP

Luiz Carlos Baldicero Molion
Físico, Doutor em Meteorologia e Pós-doutor em Hidrologia de Florestas
Pesquisador Sênior (aposentado) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
Professor Associado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
RG 3.575.005–SSP – SP

Fernando de Mello Gomide
Físico, Professor Titular (aposentado) do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
Co-autor do livro Philosophy of Science: Brief History (Amazon Books, 2010, com Marcelo Samuel Berman)
RG DI 76.676 – Min. Aeronáutica

José Bueno Conti
Geógrafo, Doutor em Geografia Física e Livre-docente em Climatologia
Professor Titular do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)
Autor do livro
Clima e meio ambiente (Atual, 2011)
RG 1.964.865–0 – SP

José Carlos Parente de Oliveira
Físico, Doutor em Física e Pós-doutor em Física da Atmosfera
Professor Associado (aposentado) da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)
RG 433.673 – SP – CE

Francisco Arthur Silva Vecchia
Engenheiro de Produção, Mestre em Arquitetura e Doutor em Geografia
Professor Associado do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos–USP
Diretor do Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada (CRHEA)
RG 6.181.607–3 – SP

Ricardo Augusto Felicio
Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia
Professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)
RG 19.234.631 – SP

Antonio Jaschke Machado
Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia
Professor do Departamento de Geografia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)
RG 18.870.313–5 – SP

João Wagner Alencar Castro
Geólogo, Mestre em Sedimentologia e Doutor em Geomorfologia
Professor Adjunto do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Chefe do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional/UFRJ
RG 105.476.311 – IFP – RJ

Helena Polivanov
Geóloga, Mestra em Geologia de Engenharia e Doutora em Geologia de Engenharia e Ambiental
Professora Associada do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
RG 3.268.520 – IFP – RJ

Gustavo Macedo de Mello Baptista
Geógrafo, Mestre em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos e Doutor em Geologia
Professor Adjunto do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB)
Autor do livro Aquecimento Global: ciência ou religião? (Hinterlândia, 2009)
RG 1.015.559-SSP–DF

Paulo Cesar Soares
Geólogo, Doutor em Ciências Geológicas e Livre-docente em Estratigrafia
Professor Titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR)
RG 8.210.374.0-PR

Gildo Magalhães dos Santos Filho
Engenheiro eletrônico, Doutor em História Social e Livre-docente em História da Ciência e Tecnologia
Professor Associado do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP)
RG 3.561.441 – SP

Paulo Cesar Martins Pereira de Azevedo Branco
Geólogo, Pesquisador em Geociências (B-sênior) do Serviço Geológico do Brasil – CPRM
RG 3.162.673-2 – SSP-RJ

Daniela de Souza Onça
Geógrafa, Mestra e Doutora em Climatologia
Professora da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
RG 34.260.417–X–SSP–SP

Marcos José de Oliveira
Engenheiro Ambiental, Mestre em Engenharia Ambiental e Climatologia Aplicada
Doutorando em Geociências Aplicadas na Universidade de Brasília (UnB)
RG 34.028.785–8–SSP– SP

Geraldo Luís Saraiva Lino
Geólogo, coeditor do sítio Alerta em Rede
Autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial (Capax Dei, 2009)
RG 3.078.127–2–DIC–RJ

Maria Angélica Barreto Ramos
Geóloga, Pesquisadora em Geociências (Sênior) do Serviço Geológico do Brasil – CPRM
RG 8.453.248-37-SSP-BA

Publicado originalmente no blog “Terrorismo climático”, de Maurício Porto: http://terrorismoclimatico.blogspot.com.br/2012/05/0236-carta-aberta-presidente-dilma.html
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sábado, 19 de maio de 2012

Touro fraternal e camarada...

Silvia Nishikawa
Durante uma tourada, o toureiro foi acometido de um mal estar, teve tonturas e precisou sentar-se.
Antes que alguém interferisse , o touro, que estava sendo agredido pelo toureiro, nesse horrível espetáculo, apiedou-se do homem, parou diante dele e, para surpresa geral, simplesmente ficou olhando-o.
O touro, como se estivesse sentindo a fragilidade humana, foi solidário e ficou ao lado do toureiro, sem nenhuma atitude de violência.
Normalmente, um ser humano, numa situação dessas, teria reagido de forma diferente. Ou não?

Observe que esse animal já havia recebido diversos espetos (bandeirolas) em seu dorso.
Será mesmo que os animais (os bichos) é que são irracionais e insensíveis?
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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Jesus realmente existiu?

Richard Jakubaszko
A maior polêmica de todos os tempos? Para a humanidade ocidental, sem dúvida. Este foi o tema do programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, exibido em dezembro de 2010, e que este blog mostra no vídeo abaixo, em que o entrevistado é o filósofo e teólogo Mário Sérgio Cortella, professor da PUC, de SP.
Qualquer que seja o tema, o importante é debater, mas em profundidade, pois a gente sempre aprende e cresce com a troca de ideias.

domingo, 13 de maio de 2012

Não veta, Dilma!

Richard Jakubaszko
esta árvore é uma utopia!

Caríssima Presidente Dilma, não veta nada do Código Florestal. Edite, depois, algumas medidas provisórias, para corrigir imperfeições.
Mande prender os madeireiros que desmatam. Mas não desestimule a produção de alimentos. Proíba a exportação de madeiras nobres, mas não veta. Será um não ao capitalismo ambientalista.
Já houve o estupro, presidente Dilma, nesse Código, com o confisco de 20% das terras, sem qualquer tipo de indenização, para deixar mais verde os campos do Brasil. Mas isso é utopia, presidente Dilma. Ilhas de vegetação não preservam a biodiversidade, nem garantem chuvas regulares e amenas.

Os bons produtores não reclamaram, pois são ambientalistas desde criancinha, só a bancada ruralista esperneou. E ela não representa os produtores, mas os interesses de gigantes do agronegócio e de especuladores, que são minoria barulhenta e têm muito poder.

A terra vai ficar mais cara, presidente Dilma, os custos de produção vão subir, e os pequenos e médios produtores vão migrar para as cidades, vão invadir as favelas urbanas, eles não possuem qualificação pra trabalhar nas cidades e nas indústrias. Só uma minoria deles se salva, o resto vai pras favelas.
Não limite a vida do produtor de alimentos, presidente Dilma, pois é complicado, é difícil e muito arriscado produzir alimentos. É mais arriscado do que fazer política, ou do que negociar com tóxicos...

Tem o mercado, que é perverso e traiçoeiro.
Tem os ambientalistas urbanos, raivosos, que cospem no prato que comem.
E agora tem essa lei restritiva e punitiva do Código Florestal.
Tem os fiscais, presidente Dilma, uns ideológicos e outros corruptos, e vai ser impossível fiscalizar e aplicar a lei nesse nosso imenso País.
Tem o clima, que é amigo ou inimigo do produtor, pois chove a mais ou de menos, sabe lá o que é isso presidente Dilma? É coisa de Deus! Não tem nada a ver com CO2...

Tem o próprio produtor como "inimigo", pois ele é omisso, é humilde e desinformado, não tem ideia da sua própria importância. Ele não faz preço do que vende, presidente Dilma, quem faz isso é o mercado. E esse mercado, depois, chama o produtor de ganancioso, de tubarão do agronegócio! Ora, ora...
Olha, presidente Dilma, se acontece uma ótima safra, os preços caem, e o produtor quebra, por excesso de oferta... O produtor rural é ambientalista, presidente Dilma, ele gosta de sequestar CO2, esse gás que os urbanos emitem o tempo todo com suas indústrias e automóveis.

Não veta nada, presidente Dilma!
Tem o perigo de faltar comida dentro em breve.
Comida não nasce atrás da gôndola de supermercado.
Se você vetar, presidente Dilma, os preços dos alimentos vão subir, não hoje, mas no ano que vem, pois as áreas de produção agrícola vão ficar restritas. Os ricos vão aumentar os preços, pois podem pagar, e o povão vai ficar sem comida, presidente Dilma.
Nas cidades ninguém tem ideia do que seja fazer agricultura. É vida dura, presidente Dilma, foi aí que surgiu o xingamento de "vá plantar batatas!". E se ninguém plantar, a inflação pode ter desculpas pra voltar. Toma cuidado, presidente Dilma!

Pensa bem, presidente Dilma. Não veta nada. Não tem cabimento preservar floresta e reduzir a produção de alimentos. Dentro de 20 anos nossos filhos e netos estarão amarrados e engessados por uma lei ambiental que preserva árvores e proíbe produzir alimentos. Fala com o Lula, pede ajuda pra ele, presidente Dilma, para tomar uma decisão serena e sábia. Olha pro futuro, presidente Dilma!

O Código Florestal, do jeito que está, já é muito duro com o produtor rural. O que a gente tem de fazer é incentivar esse povo das cidades a ser menos consumista, e ter menos filhos, presidente Dilma. De outro lado, essa discussão, esse debate ideológico pelo ambientalismo é uma agenda política, presidente Dilma! Não caia na conversinha ilusória dessa tchurma, eles também foram enganados por interesses inconfessáveis, econômicos e políticos, dos banqueiros e do capitalismo lá dos países desenvolvidos que querem travar o Brasil. A Camila Pitanga entrou nessa conversa de inocente que é. Ela foi iludida pela lenga-lenga catastrofista da mídia e da utopia da sustentabilidade.

Aproveite, presidente Dilma, mantenha a coerência e lógica mostradas até agora. Não veta, e ainda mostra pro mundo e ao pessoal da Rio+20 que o Brasil tem um compromisso com as gerações futuras, de desenvolvimento social e econômico, de inclusão social, e que somos adultos na legislação ambiental. Possuímos, do jeito que está o Código Florestal, a mais dura das legislações ambientais do planeta, e quem está pagando essa conta é o produtor rural. O que os ambientalistas ideológicos não percebem, presidente Dilma, é que estão dando um tiro no pé. Não se deixe enganar, presidente Dilma. Até o James Lovelock já admitiu que errou, que foi alarmista, que exageradamente escandaloso!

Não haverá vencedores, presidente Dilma. Apenas perdedores, seja qual for a sua decisão. A superpopulação planetária é a principal causa da poluição e dos desequilíbrios regionais dos micro-climas. Não haverá aquecimento. Isso é uma falácia. Não há mudanças climáticas catastróficas, eles estão iludidos, presidente Dilma.
Em verdade, ninguém está contente com o Código Florestal. No futuro breve, quando ficarem restritas as áreas para produção de alimentos, os que tiverem fome não terão a quem agradecer.

Quem precisa ter sustentabilidade, presidente Dilma, é o produtor rural. Sem ele, todos nós aqui nas grandes cidades, vamos para o vinagre. Pense bem, presidente Dilma, não veta! Prometo passar a chamá-la de Presidenta!
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sábado, 12 de maio de 2012

Jerusalém e Israel, vídeo filmado em 3 D.

Richard Jakubaszko
O vídeo abaixo é a sinopse de um filme em 3 D que será lançado em 2013, e que mostra espetaculares vistas aéreas de Israel e em detalhes a cidade de Jerusalém e seus templos sagrados. Como costumo dizer, Jerusalém é o umbigo do planeta, um santuário onde nasceram e floresceram as religiões cristã, muçulmana e judaica.
Imagino que deve ter sido uma ironia Divina, como uma espécie de recado, a de escolher Jerusalém como fonte de fé para essas três religiões, sugerindo talvez a necessidade do entendimento e paz entre a humanidade através da fé. Por falta de percepção humana esse ecumenismo não prevalece, eis que as religiões têm sido a principal desculpa para a maioria das guerras que já assolaram (e ainda abalam) não apenas aquela região, mas o mundo inteiro.
De toda forma o vídeo é um mosaico de belas imagens.


Se o internauta gostou do post acima, vai gostar mais ainda de fazer uma viagem pelos interiores do Santo Sepulcro, também em Jerusalém, em post de dezembro de 2009 que publiquei aqui no blog. Nessa viagem o visitante dirige a câmara, e pode dar voltas de 360º graus: clique aqui
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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Planeta Terra chamando...

Richard Jakubaszko
Já assisti centenas de vídeos, já li milhares de reportagens, e já escrevi dezenas de artigos sobre as questões ambientais. O que li e assisti nunca debate a premissa básica, a questão que é a causa do maior problema da humanidade: a superpopulação, cujo crescimento demográfico deveria ter incentivos para que reduzisse sua velocidade e expansão.

Abaixo o visitante do blog poderá assistir ao vídeo "Chamado da mãe Terra", que me foi enviado pelo amigo do blog, Frei Alamiro, um religioso aposentado que ainda guarda ideais em muitas questões, especialmente em relação aos problemas ambientais.
Particularmente, não tenho ilusões. Acho que caminhamos todos para o vinagre, para o precipício, tal como uma boiada cega e surda, de tanto ver e ouvir.

Teremos herdeiros sobreviventes no planeta, dentro do futuro breve? Não me refiro às questões ambientais, como aquecimento ou mudanças climáticas, pois não acredito nessa farsa, mas à incapacidade de o planeta alimentar 9 bilhões de bocas e ao mesmo tempo nos prover de inúmeros elementos minerais (petróleo, carvão, fertilizantes) cujas fontes conhecidas indicam futura escassez.

Com 7 bilhões atuais, pelas previsões de alguns cientistas, chegamos à saturação. Aos 9 bilhões, dentro de 30 ou 35 anos, teremos novos e quase insanáveis problemas. Hoje, por exemplo, com a futura falta do cobre, para uso nas comunicações e na condução de eletricidade, encontramos um substituto à altura na fibra ótica, mas isso nem sempre será possível. Como substituir, por exemplo, potássio e fósforo, nos fertilizantes? Isso é um só um exemplo do futuro e breve esgotamento do planeta, que tem como causa o excesso de consumismo e do excesso populacional. Não adianta nada proibir e proibir, para tentar mitigar os problemas. Temos de reduzir a velocidade do crescimento demográfico, esse é o único caminho. O resto é fugir do problema.

terça-feira, 8 de maio de 2012

TV Record denuncia esquema de Cachoeira e Veja


Richard Jakubaszko
O programa "Domingo espetacular", da TV Record, exibiu o esquema da revista Veja com a organização do bicheiro contraventor Cachoeira.

Conforme a TV Record:


Documentos da PF, na Operação Monte Carlo, mostram que Veja estava associada e comprometida com os interesses de Cachoeira: as escutas telefônicas (gravadas com autorização judicial) revelam uma sórdida conexão entre o chefão de um esquema de jogos, o já conhecido Cachoeira, e a mais importante revista semanal brasileira, a Veja, da Editora Abril.
As gravações comprovam ainda uma íntima ligação entre Cachoeira e Policarpo Júnior, repórter e diretor de Veja em Brasília.

A TV Record mostra um quadro deveras comprometedor.
Aos jornalistas que, como eu, estão do lado de fora dessa imensa patifaria, ainda por se comprovar judicialmente, e pendente de julgamento, fica a sensação de que a profissão está sendo estuprada, vilipendiada, e não apenas pelo aspecto ético, mas pelo lado moral.
O jornalismo não vai afundar por causa dessas articulações, mas sai chamuscado em sua credibilidade institucional.

A  Editora Abril e Veja, até hoje, no meio da tarde, não se manifestou.

A TV Record e a Carta Capital são os únicos órgãos da chamada grande imprensa que estão noticiando o uso da imprensa por Cachoeira.
Alguns blogs têm dado amplo destaque ao tema. Visite-os, os links estão na aba lateral deste blog.


domingo, 6 de maio de 2012

No Programa do Jô: cientista da USP desmente o aquecimento e a camada de Ozônio.

Richard Jakubaszko
Gente, se a Rio+20 esfriar (he, he, he...) e tiver seu fracasso antecipado, não será nenhuma surpresa, pelo menos para mim. Os cientistas e climatologistas em todo o planeta cansaram de ouvir mentiras. Cada vez mais eles dão a cara pra bater, e desmentem a mentira do século XXI.

Semana passada, mostrei aqui no blog o pedido de desculpas admitido por um dos pais dessa mentira, o inglês James Lovelock, autor do livro Hipótese Gaia. Já tínhamos outros cientistas brasileiros que se encheram de coragem, entre eles Luiz Carlos Baldicero Molion, da Universidade Federal de Alagoas.

Agora, o professor de climatologia da Faculdade de Geografia da USP, Ricardo Augusto Felício, desmonta os argumentos aquecimentistas, e ainda faz o favor de ridicularizar a camada de ozônio. Fez isto no Programa do Jô, e foi o que me surpreendeu, a TV Globo abrir espaço para cientistas céticos.

Ao frequentador contumaz deste blog não há nenhuma novidade, quase tudo o que o professor Ricardo Augusto desmente já foi pacientemente registrado neste espaço de debate, desde 2007. A importância do mesmo está em quem faz a afirmação, e especialmente no ambiente (TV Globo e Programa do Jô).
Confiram, vale a pena.
Parte 1 (Youtube)

Parte 2
Bloqueado pelas Organizações Globo, o vídeo só está disponível no site da TV Globo. (Censurado ???)

Meus amigos, agora tá liberado o debate, sem medo de ser xingado de ridículo, de polêmico ou cético. Manifeste sua opinião!

Publico apenas hoje esse vídeo, gravado no Programa do Jô em 2/5/2012, porque estive "fora do ar" a semana inteira, na Agrishow de Ribeirão Preto. Mas recebi dúzias de e-mails carinhosamente enviado por leitores e amigos do blog, entre eles José Rocher (Gazeta do Povo, Curitiba), Silvia Nishikawa (TRI S, São Gotardo), Paulo Henrique Leme (P&A Marketing, SP), e até da doutorinha lá de casa, a Daniela Jakubaszko, entre outros. O vídeo vale pelo registro do tema.

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sábado, 5 de maio de 2012

Qualidade de vida da população pobre melhorou muito na década passada

Milton Pomar *
Melhorou muito a qualidade de vida no Brasil na década passada, de acordo com o indicador universal que é a taxa de mortalidade infantil: ela caiu 47,5% no período de 2000 para 2010, passando de 29,7 mortes por mil nascidos vivos, para 15,6 por mil, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse avanço é mais impressionante se comparado com o índice de 1980,
quando a mortalidade infantil era de 69,1 por mil. A queda tão expressiva da mortalidade infantil no Brasil resulta da combinação de vários fatores: redução da taxa de fecundidade (número de filhos por mulher), maiores cuidados com a saúde das gestantes, melhorias no saneamento básico, aumento da renda
da população pobre e do seu acesso a alimentos e maior escolaridade das mães.
 
Nesse quesito da mortalidade infantil, o Brasil chegou cinco anos antes ao Objetivo do Milênio.
Apesar disso, ainda falta melhorar muito, até o Brasil atingir o índice de cinco por mil dos países mais desenvolvidos, como Cuba, Itália e Nova Zelândia.

Contribuiu decisivamente para essa elevação da qualidade de vida da população brasileira o conjunto de políticas sociais dos governos Lula e Dilma, visando a redução da pobreza. Por isso, a região Nordeste, uma das três menos desenvolvidas do país, foi a que apresentou a maior redução (58,6%) na mortalidade infantil de todas as regiões, atingindo 18,5 por mil.
 
A taxa de mortalidade infantil na região Norte caiu para 18,1, e no Centro-Oeste 14,2. As regiões mais ricas e desenvolvidas do Sudeste e Sul chegaram a 13,1 e 12,6 respectivamente, índices praticamente iguais aos do Uruguai e Argentina.
Os indicadores de Educação também melhoraram substancialmente no período.

* Geógrafo, empresário, editor da revista em chinês "Negócios com o Brasil"
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quinta-feira, 3 de maio de 2012

A Terra, vista pelos astronautas.

Richard Jakubaszko
O planeta Terra, visto pelos astronautas, de dia e de noite. Belíssimas imagens, de dia vê-se o azul, à noite a aurora Boreal, a aurora Australis, e, especialmente, as luzes das cidades da humanidade, consequência da superpopulação. Lindo, mas terrivelmente dramático. A casa anda cheia... Haverá sustentabilidade? Precisamos de alimentos, energia elétrica, tanta coisa...